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A experiência de jornalismo que chega a quase meio século, não credencia o repórter a achar que já viu tudo, conhece tudo e que todas as histórias se sucedem em repetição, mudando apenas os tempos e os personagens. Seria um erro crasso imaginar isso. Porque o que ocorre no dia a dia contradiz muito do que se aprendeu durante décadas, quando se imaginava que, quase sempre, as coisas são recorrentes, como se não houvesse o diferente, o inusitado. É a certeza de se estar diante de algo novo, a sensação que um velho escriba sente, depois de uma conversa de mais de duas horas com o Coronel Marcos Rocha, que há menos de 120 dias surgiu como um furacão eleitoral em Rondônia, saindo quase do anonimato político, para ocupar a cadeira de Governador, com mais de meio milhão de votos, o recorde da história das sucessões estaduais nessas terras de Rondon. O personagem é, antes de tudo, algo inusitado na politica. Não usa de floreios verbais. Fala com convicção, mesmo quando parece exagerado, ao homenagear e destacar, em muitos momentos, a figura do seu amigo de mais de 30 anos, o hoje Presidente da República, Jair Bolsonaro. Mescla intensa alegria, quando comemora ter sido procurado por crianças que queriam apenas tirar uma foto com ele, com momentos de semblante fechado, ao lembrar que assumiu um Estado que corre grandes riscos, caso alguns dos seus maiores problemas (dívidas do Beron, da Ceron, da Caerd quebrada) não sejam logo resolvidos, com o apoio que, tem certeza,  terá do governo federal.  O único almoço da semana – porque ele não consegue sair para comer – foi um prato de omelete, trazido por assessores, no final da tarde de sexta, numa sala enorme, do Palácio, mas sem ar condicionado, que ele mandou desligar em todas as salas, depois de determinada hora, para economizar energia. Parece pouco, mas todos sabemos como andam as contas de luz. As altas contas pagas pelo rondoniense, aliás, tem feito parte da agenda diária de preocupações do Governador. Teremos novidades no futuro?

Às vezes, Marcos Rocha parece um sonhador. Acredita que é possível governar com menos, que as pequenas coisas economizadas ajudam pelo exemplo (não tem celular corporativo, usa o dele, pessoal e paga a conta) e que pode fazer sim, um governo com menos gastos, sem corrupção e com resultados como nunca se viu no Estado. Quem conversa com ele, tem certeza de que tudo o que diz nesse sentido, o faz com grande convicção. Como quando ele afirma que vai sim melhorar Rondônia, em todos os sentidos e que essa meta será um desafio diário, no seu mandato. Impossível? Como aceitar essa palavra na história de um homem, quase anônimo, que ganhou uma eleição tão difícil como a de Governador? E não ganhou?  Isso sim parecia impossível. Por tudo isso, não dá para se duvidar de Marcos Rocha!

 

 

 

CPI DO DETRAN, URGENTE!

Em relação ao Detran, junto com os bancos (o exemplo prático vivido é do Banco do Brasil), tem esquemas inacreditáveis, criados apenas para explorar o contribuinte. É algo incrível. Esse colunista foi vítima, semana passada, dessa engendração vergonhosa de achaque ao bolso do proprietário de veículo. Fez um financiamento de um veículo pelo BB e pagou tudo, cada centavo, incluindo os juros criminosos cobrados em empréstimos deste tipo. No Detran, pagou todas as taxas, emolumentos, tributos, impostos, IPVA e tudo o mais. Não deve nem um tostão. Passadas algumas semanas, foi ao Detran buscar seu Certificado de Propriedade do carro que é seu e pelo qual quitou tudo o que tinha que pagar. Ledo engano. O esquema lesa-contribuinte começou a funcionar. No resumo da história, porque ela é surreal, o proprietário teria que fazer um novo documento alienando o carro novamente ao banco;  lá, teria que pagar uma nova taxa pesada para liberação do gravame (que a financeira tem obrigação de liberar de graça) e, ainda, de pagar mais algo em torno de 150 reais para nova vistoria do  veículo. Daí, de posse do documento de re-alienação do carro que ele já pagou tudo, há meses, voltaria ao banco para que então o documento definitivo fosse liberado. É uma vergonha. Um acinte. Um roubo. Um ataque criminoso ao bolso do cidadão. Mas é legal. O colunista espera ser chamado para depor, quando a Assembleia Legislativa criar a CPI, que escancare a vergonha que é a forma como o Detran avança no bolso dos proprietários de veículos. Ah! E tem que colocar os bancos nesse rolo também... 

 

AINDA BEM QUE TEM CARNAVAL!

O carnaval chega com a enchente. Há distritos de Porto Velho que já estão debaixo   d´água. As coisas devem piorar ainda mais na segunda semana de março, quando as chuvas devem se intensificar e os rios da Bolívia, que influem diretamente no aumento dos nossos rios, despejarão suas águas Madeira abaixo. O que se espera é que não se repita o terror de 2014, que completa cinco anos, mas cuja destruição até hoje é sentida. Há famílias, em distritos da Capital, que ainda moram em barracas, esperando as casas prometidas há anos por autoridades de todos os naipes. Uma desgraça múltipla: perder tudo, não ter perspectiva e ainda ser enganado pelos discursos vazios de políticos oportunistas. Dezenas de famílias vivem na angústia e no medo, cada vez que chega o inverno amazônico. Algumas moram em regiões que não têm mesmo como serem protegidas e precisam de novos locais para viver. Mas há  muitas outras que poderiam ser protegidas com obras públicas preventivas, algumas prometidas há décadas. Nesse país rico e com tanto dinheiro, quase nunca sobra nada para investir para defender os que realmente precisam. Pobre dessa gente pobre! Tem que se partir para a ironia: ainda bem que no meio de toda essa tragédia, tem o carnaval!

 

GUAJARÁ: A ÁGUA SUBIU NA PONTE

Para piorar a situação, Guajará Mirim está prestes a ficar isolada do resto do Estado desde a manhã deste sábado, quando as águas já passaram sobre a ponte de Araras, na BR 425, que liga a cidade à 364 e ao restante e Rondônia e ao Acre. No meio da tarde, perto de 20 centímetros de água já superavam a altura da ponte, obrigando o Dnit a tomar medidas emergenciais. Neste domingo, por exemplo, a ponte estará fechada durante todo o dia, para que sejam feitas obras emergenciais que a elevem em pelo menos mais 50 centímetros, para que o tráfego possa continuar aberto. As obras vão prosseguir até o início da  tarde de segunda-feira, quando, espera-se, o trabalho esteja concluído e a rodovia se mantenha aberta.  Durante esse período de intensas chuvas, é importante que os motoristas e motociclistas redobrem os cuidados na 425, que está escorregadia e eventualmente, com alguns buracos. Na passagem pela ponte de Araras, tão logo ela seja liberada ao trânsito normal, igualmente é importante que haja paciência e controle de velocidade ao passar pelo local. O Dnit está atuando com rapidez e eficiência naquela região, mas é sempre bom que predomine o bom senso e os cuidados especiais dos condutores de veículos. O momento é de se usar de extrema cautela, para não se correr riscos maiores.

 

LAERTE E O TRABALHO DURO NA ALE

Há que se destacar o trabalho duro que está desenvolvendo o presidente da Assembleia, Laerte Gomes. O deputado de Ji-Paraná, além da complexa e dificílima missão de presidir a Assembleia Legislativa, com toda a grandeza e tempo que isso exige, não deixou de atuar também como deputado, criando leis e propondo fiscalização, que são missões vitais do parlamentar. Já propôs por exemplo, a criação de uma CPI para investigar sérias denúncias contra o Detran. Falta apenas votar a criação da Comissão, escolher seus membros e começar a levantar o tapete de um órgão que tem, certamente, a maior caixa preta, entre todos do Governo. Mas Laerte não parou aí. Apresentou proposta para facilitar o trabalho dos advogados junto a órgãos públicos. A aprovação do projeto foi comemorada pela OAB. Também entrou na seara da atuação social, ao apresentar projeto que protege os idosos. Intermediou um acordo importante, que facilitará o acesso dos servidores da Assembleia a financiamentos do Banco da Amazônia. Também tem tomado uma série de medidas de economia, no parlamento.  Enfim, o Presidente comanda e ao mesmo tempo não deixa seu trabalho como parlamentar. Tem sido um dos mais atuantes neste início da atual legislatura.

 

SUSPIROS PELA BANDA GIGANTESCA

Ah, essa Banda! Merece todos os suspiros, um dos maiores eventos culturais da região norte e certamente entre os primeiros e mais marcantes do calendário festivo do nosso Estado. Nesse ano, ampliou ainda mais o seu sucesso, levando às ruas, com participação festiva, pelo menos um quinto de toda a população da Porto Velho que participou e dançou, na Banda do Vai Quem Quer, enquanto ela serpenteava pelas ruas do centro da cidade. Um acontecimento espetacular, sem necessidade de dinheiro público. sem mamar em tetas oficiais, mas apenas com a força do seu povo, cada vez mais gente, cada vez mais povo, merece mesmo todas as homenagens e todo o destaque que tem. Siça Andrade faz jus à grandeza do que seu pai representou para essa terra, quando comandou, durante longos anos, a mais linda e querida Banda do nosso carnaval. Cercada por uma equipe enxuta, mas tudo gente extremamente dedicada e competente, como a jornalista Yale Dantas, que, sendo citada, representa todos os demais que dão duro para que a Banda seja bem sucedida, Siça se transformou também num personagem que a história rondoniense não esquecerá, assim como não esquece de seu pai e mentor, Manelão, o grande criador da Banda. É nessa Banda incrível que se sintetiza o que de melhor tem ainda o carnaval. Popular, alegre, sem regras, sem violência, sem frescura. Porto Velho ainda mantém seu lado alegre. A Vai Quem Quer é o maior símbolo disso.

 

AS BESTAS HUMANAS E A DOR DE LULA

Alguns brasileiros (felizmente foram apenas alguns, embora se fosse um só, já mereceria  o repúdio de todos), publicaram frases no Facebook e outras redes sociais “comemorando” a morte de uma criança de apenas sete anos, um anjinho, lindo, que infelizmente foi atacado por uma doença mortal. O motivo? Era neto do ex presidente Lula. Uma coisa lamentável, que causa nojo e vergonha em todas as pessoas de bem. Quando um animal (porque ser humano certamente não é!), festeja a morte de uma criança, apenas porque odeia um dos seus familiares, está dando atestado da indecência humana; da falta de amor; da bestialidade que o atacou. Também merecem duras críticas os que publicaram textos considerando que a Justiça não deveria ter autorizado o avô, desesperado pela dor, sair da prisão para acompanhar o velório e enterro do menino. A lei faculta esse direito a todos os presos. Por que não a Lula, quando ele perde um netinho de forma tão trágica? Quando morreu o irmão de Lula, de quem ele era distante e quando se tentou transformar a participação dele no velório num ato político, fez bem a Justiça em não conceder a autorização, pela baderna que poderia ocorrer. Mas no episódio da morte do neto, não havia outra coisa a fazer. Teve um lado positivo nisso tudo: pelo menos a gente começa a saber, claramente e pelos nomes, quem são os piores anormais que usam as redes sociais para demonstrar o quão animalizados realmente estão.

 

PERGUNTINHA

Você também não anda enojado com esse tipo de gente bestializada, que usa as redes sociais para demonstrar toda a sua maldade, toda a sua crueldade e não tem um pingo de sentimento humanitário?

 

 

 

 

 

 

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