Não foi por falta de aviso! Há poucos dias, a coluna divulgou que estava havendo muitos protestos, principalmente entre mulheres candidatas, que não foram aquinhoadas com recursos do Fundo Partidário, dentro do que esperavam e do que lhes foi prometido.  Começaram agora a aparecer, na Justiça Eleitoral, os primeiros casos concretos. O mais complexo deles envolve a irmã do governador Confúcio Moura, Cláudia Moura, que ingressou com Mandado de Segurança para receber parte dos recursos do Fundo, contra a verba entregue, em grande parte, à deputada Marinha Raupp. O mesmo caminho, aliás, podem seguir outras mulheres candidatas no PROS, já que a única candidata que recebeu todos os recursos foi Rosária Helena. No caso de Cláudia Moura, ela alega que praticamente todo o valor destinado às candidatas, na coligação, foi entregue pelo comando partidário à Marinha Raupp, deixando as demais fazendo campanha à míngua. O mesmo, aliás, está acontecendo na coligação liderada pelo PSDB, onde as candidatas ao primeiro mandato são ignoradas, em termos de recursos. O MDB, que recém saiu de uma crise interna, depois da sua convenção, volta a ter outro problema grave, agora entre as mulheres candidatas. O problema é que a legislação eleitoral não obriga que o dinheiro do Fundo seja dividido. Ele pode ser entregue pela direção do partido a quem  o comando bem entender. Então, o rolo ainda vai longe, mas afora os protestos, pouco resultado prático vai trazer às candidatas que ficaram sem nada ou quase nada.

Esse caso faz parte de uma legislação eleitoral construída essencialmente para proporcionar reeleições e impedir, praticamente, todos os projetos de renovação da política. As candidaturas mais antigas, já sólidas e de nomes conhecidos do eleitor, recebem todos os espaços e benesses possíveis, enquanto os novatos são extintos pela falta de apoio e recursos, inclusive dentro de suas coligações. Iludidas de que terão apoio em suas campanhas, muitas mulheres entram no jogo sem saberem que ele é bruto e que, apoiado por uma legislação que foi criada pelos que estão hoje no poder, com o intuito de mantê-los nele, foi criado o instituto da reeleição e muito pouco da eleição. Caras novas, só se tiverem recursos do próprio bolso ou de seus grupos.  Porque se dependerem do Fundo Partidário, podem tirar o cavalo da chuva. Some-se a isso as inúmeras restrições impostas aos novatos e as decisões da Justiça Eleitoral, que ao invés de dar paridade à disputa, beneficia sempre quem já é mais conhecido e já está na política há longos anos. Renovação? Se depender dos caciques da política brasileira e das nossas leis, ela acontecerá, mas certamente não aqui. Quem sabe no Japão?

 

 

CONFÚCIO CONFIRMA, RAUPP SE FIRMA, FÁTIMA CAI

A corrida ao Senado continua com bastante semelhanças ao que era há duas semanas, quando foi divulgada a primeira pesquisa do Ibope, em relação à liderança. Mas mudou muito na corrida pela segunda vaga.. Nessa nova pesquisa,  divulgada na terça, pela TV Rondônia/Globo (registro 00295/2018, no TRE), Confúcio Moura mantém-se bem à frente, com 33 pontos. Ao que tudo indica, pode encomendar o terno da posse, embora ainda haja 18 dias de campanha. No segundo lugar, Valdir Raupp ficou com números muito parecidos com as pesquisas anteriores (tanto do Ibope como do Big Data), mas está mais distante de Fátima Cleide que, ela sim, teve uma queda muito grande em relação às pesquisas iniciais. Na primeira, do Ibope, Fátima tinha 25 pontos e Raupp 21. Agora inverteu-se: Raupp ficou com 20, mas Fátima perdeu nove pontos, caindo para 16.  Marcos Rogério (13), Carlos Magno (11), Jesualdo Pires (8), ainda têm chances reais. Pastor Edésio e Aluízio Vidal, ambos com 5, já ficam em posição muito menos positiva. Mesmo com 36 por cento do eleitorado ainda indeciso,  todos os demais, não têm chance. Na reta final da campanha, a guerra pela segunda vaga vai se acelerar. A tendência é que Fátima continue caindo, com Marcos Rogério chegando ao terceiro posto e indo na direção de Raupp. Vamos esperar para ver se essa previsão tem ou não algum fundamento.

 

VISITAS ILUSTRES E AS 66 FUGAS                              

Na área policial, os últimos dias foram efervescentes. A começar por visitantes ilustres que recebemos, para ocupar celas do nosso Presídio Federal. Pelo menos oito dos maiores bandidos de Goiás, vieram nos dar a honra de suas visitas, transferidos depois de comandarem, de dentro das prisões onde estavam, uma série de crimes, incluindo vários assassinatos. Esses câncer que dominam os presídios brasileiros, muitos protegidos por forças poderosas e pela legislação criminosa que nos impuseram, de vez em quando são mandados para cá, como se fôssemos uma lixeira. Outra notícia que parece incrível, mas é verdade, é que a semana registrou a nona fuga do hotel de alta rotatividade, também conhecido como Centro de Ressocialização de Ariquemes. Em um ano, foram exatas 66 fugas. Mais de cinco por mês. Seria ótimo se os representantes do Guiness viessem para cá, para checar se já não merece constar no livro dos recordes, nosso moderno presídio do Vale do Jamary, construído pelos próprios presos e que é uma verdadeira peneira. Outro fato digno de registro foi o ataque de uma quadrilha de bandidos violentos, contra o Hospital do Câncer, para roubar os caixas eletrônicas. Os desgraçados, como quase sempre, escaparam ilesos. Uma vergonha!  

 

TRINTA POR CENTO DE IMPUGNAÇÕES

Dois dos três candidatos ao Governo que haviam sido impugnados pelo Tribunal Regional Eleitoral, puderam voltar à disputa, por nova decisão do próprio TRE, que aceitou os argumentos da defesa de Pedro Nazareno (PSTU) e Coronel Charlon (PRTB) e autorizou que ambos permanecessem na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA. Ainda está pendente a candidatura do Comendador Queiroz, do PMB, que até esta terça, aguardava resultado do seu recurso junto ao TSE. Em todos os três casos, o problema foi de documentação. No caso do Comendador, houve um erro na documentação inicial encaminhada à Justiça, mas que já foi corrigido. Caso ele seja autorizado pelo TSE a concorrer, como o foi o pedetista Acir Gurgacz, voltam a ser nove os concorrentes ao Governo. Dos mais de 450 candidatos que apresentaram pedidos de registros ao TRE rondoniense, para todos os cargos que estão em disputa, um total de 134 foram impugnados, ou seja, quase 30 por cento do total entre os que se postaram para a corrida eleitoral de 7 de outubro. Também houve pelo menos duas dezenas de desistências. Entre os nomes mais conhecidos entre os que decidiram sair da disputa, depois de terem encaminhado pedido de registro, foi  a ex primeira dama Ivone Cassol, esposa do senador e ex governador Ivo Cassol. Ela seria suplente na chapa de Carlos Magno ao Senado, mas decidiu ficar de fora e se dedicar aos assuntos de família. Desistiram também, mas por estarem com processos em segundo grau, Nilton Capixaba, a federal e Ernandes Amorim, a estadual.

 

TSE AUTORIZA IMPUGNADOS A CONCORRER

O vereador e ex deputado Zequinha Araújo é um dos que tiveram suas candidaturas impugnadas pelo TRE. Seguiram o mesmo caminho o atual vereador Jair Montes e o ex vereador Sid Orleans. Em todos os casos, os impugnados estão recorrendo da decisão. Jair Montes afirmou que tem certeza de que vai conseguir reverter a situação, será candidato e que quer ser um grande deputado. Zequinha e Sid ainda não comentaram o assunto, embora já tenham tomado medidas legais para continuar na disputa. Outra decisão importante se relaciona com a impugnação de Melki Donadon, pela Justiça Eleitoral rondoniense. Como na maioria dos casos em que há recurso ao TSE, Melki foi liberado para continuar sua campanha, agora sub judice, já que a liminar foi concedida, a seu pedido. Também está no mesmo sistema o Padre  Ton, do PT, quando também havia sido barrado em Rondônia. Muitas candidaturas vão mesmo continuar na disputa sub judice, aguardando definição de seus processos em Brasília, no TSE, que está abarrotado de casos para analisar. Não há qualquer previsão de que as pendências de Rondônia sejam decididas tão cedo. É uma confusão geral, causada por uma legislação ainda mais confusa.

 

MULHER COMANDA A POLÍCIA

Mudança no comando da polícia civil causou comentários, confusões e até um texto anônimo, acusando o Governo de estar planejando dar acesso a informações confidenciais dos rondonienses. A verdade não é nem perto disso. O governador Daniel Pereira decidiu colocar uma mulher para comandar a Civil e convocou a delegada Valquíria Manfrói, em substituição ao delegado Eliseu Muller, que permaneceu durante mais de dois anos à frente da instituição. .Pouco depois, começou a circular um texto apócrifo, “assinado” por um tal de “Paulinho Gogó” esculhambando com o Governo, com o Governador e com o Capitão Marcelo, ajudante de ordens de Daniel Pereira, creditando a eles um complô para entregar a órgãos de segurança dados confidenciais de milhares de pessoas. Isso teria causado, inclusive, o pedido de demissão do delegado Muller. Nota oficial da delegada Valquíria  esclarece a situação. Ela diz que a decisão de Daniel foi de prestigiar uma mulher, que dará prioridade às causas femininas, sem tirar os olhos de todos os outros setores. Disse ainda que o projeto criticado seria para trocar informações entre órgãos de segurança, mas somente sobre envolvidos em ocorrências policiais e que, assim mesmo, o projeto foi arquivado e nunca executado. Enfim, Valquíria pediu apoio para começar seu trabalho e concluiu seu texto: “gostaria de contar com o apoio irrestrito de todos os integrantes da nossa gloriosa polícia civil”.

 

PERGUNTINHAS

Você acredita nas pesquisas eleitorais dos grandes institutos nacionais? Acha que elas mais erram do que acertam em suas previsões sobre eleitos e eleições ou considera que o ideal era não ter pesquisa, para que o eleitor pudesse votar sem ser influenciado por esses levantamentos de opinião?

 

 

 

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