“Não há defesa ecológica. Isso é uma mentira. A BR 319 vai sair sim. Ela está saindo. Vai sair no tapa. Não dá mais para segurar. Ou vai por bem ou vai por mal!” Essas frases fazem parte de uma entrevista que o governador do Amazonas, candidato à reeleição, concedeu a uma emissora de rádio, nesta semana. Amazonino Mendes foi mais longe. Denunciou que há um lobby que ele diz ser “disfarçado de ecologia”, para que a BR 319 nunca seja pavimentada. Ele garante que vai fazer a estrada de qualquer jeito. Já pediu autorização federal para que o próprio Governo do Estado realize as obras. Terá sido apenas um brado retumbante, desses que os candidatos adoram encenar, em época de campanha ou Amazonino vai mesmo ter a coragem de enfrentar essa história que deveria envergonhar as autoridades brasileiras? O governo federal baixa as calças para o Ibama, para as ONGs internacionais e para lobistas que não querem que a 319 seja concluída nunca, porque acabaria com o negócio deles, o  das balsas, que há décadas fazem o transporte de mercadorias pelo rio, cobrando o preço que querem, porque não há concorrência. Nesta terça, na Comissão de Infraestrutura do Senado, foi dado o prazo de três meses para que os órgãos ambientais concluam os estudos sobre o impacto das obras na rodovia. Até agora, os tais estudos foram recheados de mentiras. Recentemente, quando o senador Acir Gurgacz, um dos maiores batalhadores para que a obra ande, foi atrás da realização dos tais “estudos” descobriu que eles sequer tinham sido iniciados, apesar de informações falsas que eram dadas constantemente de que a análise ambiental estava “quase pronta!”. O governador de Rondônia, Daniel Pereira, esteve presente à sessão do Senado e ajudou a pressionar para que, enfim, seja dada autorização para o asfaltamento dos pouco mais de 900 quilômetros, que ligam Porto Velho a Manaus.

Pode ser que agora a coisa vá em frente. As bancadas de Rondônia e do Amazonas estão unidas, enfim, pela obra de recuperação da BR 319. Os debates desta terça, no Senado, uniram a comunista Vanessa Grazziotin ao emedebista Eduardo Braga. Eles exigiram do ministro da Justiça, Torquato Jardim e o do Meio Ambiente, Edson Gonçalves Duarte (ambos convocados para o encontro) que resolvam as questões que estão emperrando o asfaltamento da BR há décadas, Também participou do evento o ministro interino dos Transportes, Porto e Aviação Civil, Herbert Drumond. O senador Eduardo Braga fez um protesto e uma exigência:  “quase dezenove anos depois da repavimentação da BR, nós estamos aqui, diante de um ministro convocado pelo Senado para dar explicações, e nós esperamos que até dezembro de 2018, ele consiga resolver esse problema, porque todas as oportunidades para isso já foram dadas”.  Daniel Pereira e os representantes de Rondônia também concordaram. Enfim, se não for apenas discursos vazios de campanha política da pior espécie, quem sabe não será dessa vez que a vergonhosa situação da BR 319 será resolvida?

 

 

 

DANIEL EXIGE SOLUÇÃO RÁPIDA

Sobre o assunto, aliás, o governador Daniel Pereira registrou, no encontro do Senado, um questionamento extremamente pertinente. Ele destacou que não se pode compreender como há licenciamento ambiental para grandes obras na Amazônia, como as hidrelétricas do rio Madeira e obras semelhantes em outros Estados, mas não se consegue o mesmo em relação à BR 319. Provavelmente o governador estava ironizando, porque os motivos pelos quais a liberação das obras não é feita é em função da pressão das ONGs e do lobby dos balseiros ambas aceitas passivamente pelo governo brasileiro. Daniel participou do encontro da Comissão de Infraestrutura do Senado, a convite dos senadores Valdir Raupp e Acir Gurgacz, que estão no pacote de autoridades da região que não aceitam mais as desculpas esfarrapadas para que a 319 não seja imediatamente recuperada. O governador rondoniense diz que quer ver a obra pronta para interligar Porto Velho a Manaus e integrar toda a região.

 

O PAU ANDA CANTANDO...

Que não se imagine que as coisas andam às mil maravilhas no contexto das coligações que estão na batalha do voto. Nos últimos dias, várias batalhas internas, todas por enquanto abafadas e sem repercussão da porta para fora, já aconteceram. Num dos episódios, registrados no aeroporto de Porto Velho, a coisa quase ficou feia, mas os beligerantes foram contidos. Num outro grupo, a coisa enfeiou também. Dois grupos que, para o público externo estão juntos, mas que não têm realmente os mesmos objetivos, andam se bicando feio dentro de um desses palácios que reúnem pesos pesados da nossa política. Num terceiro grupo, o pau que cantou lá atrás ainda não foi esquecido, embora esteja adormecido pelo calor da campanha. Quando as urnas fecharem e expelirem seus resultados; quando os eleitos estiverem comemorando e os derrotados lambendo as feridas, vai se saber com mais detalhes o que anda acontecendo. As histórias se repetem todos os anos. Quanto mais há uma amálgama de sigla e interesses em jogo, maior o risco de incêndio. Até agora, ao menos, as tensões têm sido controlados do lado de dentro das portas.

 

IMPUGNAÇÕES: COMEÇOU A BATALHA

O suor está escorrendo na testa de alguns candidatos que estão sob a alça de mira da legislação eleitoral e que poderão ficar fora da disputa nas urnas, caso não passem pelo crivo do TRE. No final da tarde desta terça, começaram as sessões de julgamento que vão analisar dezenas de casos, incluindo os pedidos de impugnações de candidaturas. A principal decisão deve ser relacionada com o caso do senador Acir Gurgacz, que garante que terá aval da Justiça para prosseguir com sua candidatura, enquanto seus adversários defendem que ele não poderá concorrer, por estar incurso na Lei da Ficha Limpa. Pelo menos na primeira sessão de julgamento, onde deveriam ser analisadas algo em torno de duas dezenas de processos, o de Acir não estava na pauta. Mas há outros casos de personagens importantes, que dependem de decisão do TRE para poderem se manter candidatos. Apenas para citar dois: estão sob risco de impugnação as candidaturas do deputado federal Nilton Capixaba, um dos campeões de voto na Estado e de  Melki Donadon, que sempre tem um caminhão de votos no Cone Sul, a partir de Vilhena. Ambos também têm condenações em segundo grau, mas tentam conseguir o OK da Justiça Eleitoral para se manterem na disputa. O TRE tem até o dia 17, daqui a 12 dias, para julgar todos os casos de impugnação e outros que dependam de sua decisão.

 

PESQUISA NO FALA BRASIL!

Ficou para a manhã desta quarta, durante o programa Fala Brasil, em rede nacional pela Rede Record de Televisão, a divulgação dos dados e números  da primeira pesquisa do instituto Big Data, contratado pela emissora, sobre a sucessão ao Governo e a disputa do Senado em Rondônia.  O resultado do levantamento está sendo guardado a sete chaves e só após a notícia ser dada no programa da manhã (líder de audiência no horário, em todo o país), é que as informações serão repassadas a outros veículos. No noticiário da SICTV, afiliada à Record, a pesquisa será divulgada nos programas jornalísticos locais, a partir do Câmera Mais, que começa antes do meio dia, até o principal telejornal da emissora, o SIC News, que inicia ás 18h45. Já a pesquisa do Ibope, ao menos até o final desta terça, ainda não estava oficialmente confirmada. Mas há informações de que o levantamento de opinião foi feito e que os dados serão apresentados a partir do Jornal de Rondônia (TV Rondônia/Rede Globo), no final da tarde e logo em seguida no jornal Nacional. Até à noite desta terça, contudo, não havia informação oficial sobre se a segunda pesquisa do Ibope na corrida ao Governo e ao Senado, será mesmo divulgada nesta quarta.

 

CIRO, MARINA E ALKMIN CONTRA BOLSONARO

Mais uma pesquisa nacional, agora do instituto FSB, encomendada pelo Banco Pactual, mostra que o candidato Jair Bolsonaro está disparado na frente das intenções de voto, num cenário sem Lula. Ele teria 26 pontos percentuais das  intenções de voto, contra 12 de Ciro Gomes e 11 de Marina Silva, empatados tecnicamente. Geraldo Alkmin, certamente o último dos quatro que têm condições reais de ir ao segundo turno, continua empacando na quarta posição, Não sobe, não desce. Pela pesquisa, ele está com 8 por cento, próximo a Ciro e a Marina, bem muito longe de Bolsonaro. Enquanto os marqueteiros de Alkmin miram em Bolsonaro, em programas eleitorais agressivos contra o coronel candidato do PSL, os dois concorrentes diretos do tucano começam a crescer. A pesquisa, divulgada nesta terça pela revista Veja, certamente ainda não avalizou se a estratégia de Alkmin contra Jair Bolsonaro está dando certo. Até agora, todos os esforços para derrubar o líder das pesquisas, não têm dado certo. Se não acontecer nenhum fato novo (e ele pode vir do próprio Bolsonaro, que adora fazer besteiras!), ele está no segundo turno. Quem irá contra ele? Nesse momento, a tendência é de que seja Ciro Gomes. Nas próximas semanas, veremos se continuará sendo esse o quadro.

 

 

MAIS ELEITOR DO QUE HABITANTE

Com toda a tecnologia, com toda a gastança imensa da Justiça Eleitoral, mesmo com o país parando a cada dois anos com eleições (o brasileiro sabe exatamente o quanto representa de prejudicial à sua vida, essa sucessão de uma campanha atrás da outra), há ainda coisas que não se pode compreender, neste Brasil da corrupção e da malandragem. Como explicar que ainda existem no país, um total de 308 cidades, mais de meio por cento do total de municípios, em que existem mais eleitores do que habitantes?  Metade das cidades onde ocorre essa situação, está em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Goiás e todos são de pequeno porte, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios. Não há notícias de que o levantamento do IBGE tenha detectado esse fenômeno em Rondônia e outros estados da região norte. Claro que esse tipo de situação já foi muito pior e atingia também cidades de porte médio. Já houve casos, em décadas passadas, de municípios em que chegou a haver mais de 2 mil eleitores, acima do total da população recenseada. Mesmo assim, ainda termos 308 cidades nessa situação, mesmo com todas as ações da Justiça Eleitoral no país, é preocupante.

 

PERGUNTINHA

Você acredita mesmo que dessa vez Rondônia vai se ligar ao Amazonas por terra, pela BR 319 asfaltada em seus 900 quilômetros ou considera que a mobilização atual é só conversa de campanha política?

 

 

 

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