Começou! Desde a manhã desta sexta e pelos próximos 35 dias, os ouvintes de rádio e os telespectadores da TV, finalmente poderão saber que existe uma campanha eleitoral em curso, já que as proibições são tantas que, na verdade, para os novos candidatos, as chances são ínfimas de ficarem conhecidos do eleitor. Parece uma reeleição e não uma eleição, tais os obstáculos para que o eleitor tenha acesso às informações que precisa, caso queira votar em caras novas. As leis eleitorais, portanto, foram preparadas para beneficiar quem já está no poder e dar o mínimo de possiblidades aos que chegam agora, para tentarem oxigenar a política. Isso ocorre na disputa em todos os níveis. Por isso é que há quem diga que Jair Bolsonaro, o líder nas pesquisas, poderá ser seriamente prejudicado, com apenas alguns segundos no horário eleitoral, enquanto seus adversários terão tempos enormes para passarem suas mensagens. Em Rondônia, na disputa ao Governo, as coligações mais fortes, é claro, terão os maiores tempos. O candidato Acir Gurgacz foi o maior beneficiado neste contexto. Expedito Júnior e Maurão de Carvalho terão tempos assemelhados. Graças à sua aliança com o PT, Pimenta de Rondônia, do PSOL, terá o quarto melhor tempo. Todos os demais falarão apenas por alguns segundos. Para eles, o horário eleitoral traz pouco ou nenhum benefício. Vinicius Miguel, o que terá o quinto melhor tempo, pode soltar fogos. Terá 20 segundos, como candidato da Rede, para falar com os telespectadores. Um dos nanicos que terá apenas seis segundos, é o coronel Marcos Rocha, do PSL, o candidato de Bolsonaro. Ele só poderá dizer seu nome, seu número e fazer uma apresentação relâmpago. Vai usar muito imagens do seu candidato a Presidente, que, aliás, estará nesta sexta em Porto Velho.

Quais as chances do próprio Rocha; do coronel Charlon (PRTB), do Comendador Valclei Queiroz (PMB) e de Pedro Nazareno (PSTU), numa programação em que cada um terá apenas 6 segundos para dizer alguma coisa? Obviamente, gastar dinheiro com produção de TV e Rádio é daqueles absurdos que só leis como essas, que não dão igualdade aos iguais, obrigam os candidatos de siglas pequenas a sofrer. As campanhas políticas, em nome de uma pretensa igualdade, foram minguando. Não há mais showmícios, nem cartazes nas ruas, nem pinturas em muros, nem as multidões de  formiguinhas que se via pelas ruas. Tudo agora é pasteurizado, tudo cheio de não me toque, não me rele, afastando cada vez mais os candidatos dos eleitores. Resta então o horário eleitoral gratuito. Mas que igualdade ele dá? Daqui a algum tempo, a continuar assim, os candidatos terão que fazer campanhas sigilosas, escondidos da polícia, como se criminosos fossem. Mas, enfim, não poderíamos esperar muito mais do nosso país, que precisa mesmo algumas mudanças muito fortes. Sorte a todos os candidatos e um abraço, cheio de pena, para os pobres caras novas!

 

 

                                                                                                              

O QUE DIRÃO OS CANDIDATOS

No primeiro programa eleitoral, Expedito Junior, do PSDB, além de fazer sua apresentação, vai começar a tratar de um tema básico da sua campanha: emprego em Rondônia. “As riquezas são nossas, nós produzimos, mas são eles, lá fora, quem ganham!”, será um dos motes da campanha. Acir Gurgacz abre sua presença no rádio e TV, falando da sua vida pública, das suas realizações como político, do seu  envolvimento profundo com Rondônia e anunciando alguns dos planos básicos de governo.  Maurão de Carvalho começa se apresentando, contando sua trajetória, as realizações como homem público, sua atuação como político e sobre o porquê quer ser Governador do seu Estado. Os três principais nomes ao Governo começam o horário eleitoral gratuito com programas softs, sem ataques diretos aos adversários, embora não se possa refutar a ideia de alguma surpresa de última hora. Pimenta de Rondônia, no quarto maior tempo, vai aproveitar seu minuto e 17 segundos para se apresentar ao eleitorado, falar da sua vida ilibada, apresentar-se como ficha limpíssima e vai dizer que tem sim planos de governo para o desenvolvimento do Estado, com justiça social. Vinicius Miguel se apresentará também e já dará uma linha geral da sua forma de campanha. Os demais, com seus seis segundos, vão tentar o milagre de dizer alguma coisa neste tempo recorde, menor do que tinha o famoso Enéas Carneiro, que marcou sua passagem rápida com a frase inesquecível. “Meu nome é Enéas!”

 

INTERROGATÓRIO DE ALKMIN NÃO REPERCUTE

Um interrogatório (jamais pode ser chamada de entrevista), de 26 minutos, colocou o tucano Geraldo Alkmin quase como chefe de facção criminosa, pelos questionamentos dos apresentadores do Jornal Nacional, nesta quarta. Um dia antes, eles tentaram fazer o mesmo com Jair Bolsonaro, mas ele respondeu os coices com coices; agressões com agressões e patadas com patadas. Alkmin foi Alkmin: calmo, moderado, um picolé de chuchu, como o apelidou o humorista da Folha de São Paulo, Zé Simão. A entrevista de Bolsonaro continua rendendo comentários, discussões, agressões verbais, ataques e contra ataques na mídia e redes sociais. Quem o defende diz que ele arrasou com William Bonner e Renata Vasconcellos. Quem o detesta diz que foi uma entrevista lastimável e que ele perdeu milhões de votos. Com Bolsonaro não há meio termo. Ou se ama ou se odeia. Mas a verdade é que tudo o que se relaciona com ele, torna-se debate nacional. Certamente, algo que ele dirá nesta sexta, quando desembarcar em Porto Velho para um encontro de apenas algumas horas com seus partidários, na Casa de Show Talismã, será notícia nacional amanhã. Já a entrevista/inquisição  de Alkmin, dura, polêmica, teve repercussão zero. Fora Lula, que está na cadeia, não há político, hoje, que se possa comparar com Jair Bolsonaro. Para o Bem e para o Mal...

 

MAGNO É CANDIDATÍSSIMO

A pena foi prescrita pela via da pretensão punitiva. Se fosse a pretensão executória, não teria saída. A linguagem técnica resume o motivo principal pelo qual o Ministério Público Eleitoral voltou atrás no pedido de impugnação da candidatura de Carlos Magno ao Senado. Ele é, portanto, candidatíssimo. A prescrição da pena pela via da pretensão punitiva, defendida por seu advogado, Manoel Veríssimo, fez cair por terra todas as consequências de qualquer condenação. Ou seja, não há amparo legal para que Magno tivesse seu nome impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral, na sua pretensão de concorrer ao Senado. Foi um alívio  não só para a coligação que o lançou na disputa, como para o próprio candidato, que já sofreu muito com acusações que, no final das contas, foram consideradas infundadas. O TRE, contudo, tem ainda vários outros processos para julgar. O mais importante deles se relaciona com a candidatura ao Governo de Acir Gurgacz, o nome ao Governo da coligação da qual Carlos Magno faz parte. Os advogados de Acir garantem que ele será autorizado a disputar a eleição. Acir, aliás, está percorrendo o Estado, fazendo campanha e estreia hoje no horário eleitoral gratuito, falando de seus planos de governo.

 

CASO LULA NO TSE, NESTA SEXTA

Por falar em Justiça Eleitoral, a sexta feira é de grande expectativa. É muito possível que o Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) realize uma sessão extraordinária, para decidir, entre outros casos, se o ex Presidente Lula pode ou não ser candidato, mesmo preso. Lula está na cadeia desde 7 de abril.  Numa cela da Polícia Federal, em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do caso do triplex em Guarujá. Pela legislação vigente, não há qualquer possibilidade de que Lula seja liberado para concorrer, mesmo na cadeia, por causa da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE até 17 de setembro. É sempre bom lembrar que estamos no Brasil e onde nem sempre as leis valem para todos, infelizmente. Mas, pela tendência e pelas declarações vigorosas de todos os ministros do TSE, em defesa da Lei da Ficha Limpa, as chances do ex-Presidente são remotíssimas. Esperemos, pois, que a lei e a decência vigorem.

 

UM RECORDE PARA O GUINESS

Uma escola de Rondônia caminha, célere, para entrar no Livro Guiness de Recordes. Falta pouco, certamente. Ela esta localizada na cidade de Urupá, a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho. Merecerá, obviamente, um profundo estudo das chamadas “autoridades competentes”, que na tradução para o Português/Brasileiro pode ser lido como “autoridades incompetentes!” Pois a Escola Estadual Altamir Billy, localizada no centro da cidade, foi arrombada pela 41ª vez nos últimos cinco anos. O primeiro registro de ataque à escola foi em 2013. De lá para cá,  foram mais de oito ataques por ano. Dessa vez, como em outras, os bandidos deixaram um rastro de destruição, levando também toda merenda escolar que se encontrava na dispensa e nos frezzer. No total, a escola tem onze salas;  equipamentos de TV,  aparelhos de DVD, antenas parabólicas;  copiadoras, impressoras, aparelhos de som, projetores multimídia  Datashow e ainda 34 computadores. De vez em quando, tudo tem que ser comprado de novo, porque o material é levado pelos criminosos. A continuar assim, temos que agradecer aos canalhas, porque eles ainda não levaram o prédio da escola...

 

ESTREIA FILME RONDONIENSE

Imperdível! É nesta sexta o lançamento do filme “Amor de Mãe” no Cine Veneza, em Porto Velho. Serão duas sessões, a primeira às 20h30, e a segunda às 21h30. O Veneza fica na rua Joaquim Nabuco, 1976 – centro. Os convites estão sendo distribuídos pela Rondônia Cinematográfica. “Amor de Mãe” é denso, com paisagens deslumbrantes e fotografia impecável. Foi todo filmado em Porto Velho sob a direção do cineasta e ator da Globo, Anselmo Vasconcellos, com roteiro do empresário e jornalista porto velhense Paulo Andreoli. Com duração de 48 minutos, o filme tem co-direção e cinematografia do rondoniense Neto Cavalcanti. Ele é responsável também pela direção de fotografia, trabalho executado em parceria com Thiago Oliveira. O filme destaca a atuação da atriz rondoniense Leila Lopes, de Espigão do Oeste. O longa é uma obra de ficção, no estilo jornalismo dramático, com uma pitada de romance, envolvendo três personagens em uma relação amorosa. É uma produção local, que merece ser prestigiada.

 

PERGUNTINHA

Na tarde desta sexta, você vai ao aeroporto Jorge Teixeira, receber e saudar Jair Bolsonaro, líder de todas as pesquisas, chamando-o de Mito ou vai é vaiar e demonstrar sua oposição ao candidato da direita?

 

 

 

 

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