Foi mais uma grande surpresa, no pacote de novidades, que está se registrando na política rondoniense. Na terça à noite, surgiu a bomba: o lançamento da candidatura da primeira dama, Ieda Chaves, para disputar uma cadeira à Câmara Federal. A primeira reação para quem não tem informações internas do partido e da coligação que envolve PSDB, DEM e PSD, é de que poderia ter havido um racha entre as alas e que Ieda viria para confrontar o poderio eleitoral de Mariana Carvalho. Quem pensasse assim, sem saber de toda a história por trás do lançamento dessa  candidata forte, imaginaria uma divisão  no tucanato e em sua coligação. Não há! Pelo contrário, a chegada de Ieda Chaves no jogo político tem o nobre intuito de reforçar a aliança e torná-la viável para eleger ao menos dois federais, quem sabe três!  Apenas com a poderosa Mariana Carvalho, (que deu o aval para que Ieda fosse convidada para entrar na nominata) do PSDB e Expedito Neto, do PSD, além de Lucas Follador, do DEM, o vice prefeito de Ariquemes, a aliança correria o risco de eleger apenas um. Foi por isso também que o DEM foi buscar o jovem vereador de Ji-Paraná, Afonso Cândido, presidente da Câmara da segunda maior cidade do Estado, outro político com boa densidade eleitoral, para compor a coligação, que pretende eleger Expedito Júnior ao Governo e, no final das contas, tomar pelo menos duas das oito cadeiras da Câmara. Foi a jornalista e candidata à Assembleia, Ivonete Gomes, muito amiga de Ieda, quem primeiro noticiou a decisão. Daí se desencadeou uma série de trocas de telefonemas, à busca de confirmação, de parte de políticos, aliados ou não; autoridades, jornalistas. Teriam os grupos do PSDB rachado? Nada disso. Ieda vai para a batalha tentando somar, com seu nome e sobrenome. O raciocínio é que a coligação, assim reforçada, tem agora chances reais de atingir sua meta, coisa que antes, apenas com dois ou três nomes fortes, dificilmente conseguiria.

Hildon Chaves será um importante aliado no apoio a candidatura de Expedito Júnior, de quem é parceiro político de primeira hora. Os dois teriam conversado longamente sobre a necessidade uma boa nominata à Câmara. Não havia, até há poucos dias atrás, qualquer intenção da Primeira Dama para enfrentar uma campanha política, embora se reconheça seu preparo, um discurso forte e ações bastante robustas, para que pudesse fazê-lo, quando quisesse. Não foi fácil para ela tomar a decisão, sabe-se de conversas com amigos. Mas, no final das contas, Ieda entra na disputa com chances reais e como um nome forte, para revitalizar um relação de candidatos que era restrita. Mariana,  Expedito Neto e seus companheiros de coligação agora têm reforços de peso, com Ieda e Afonso Cândido, para uma disputa que se desenha como uma das mais acirradas das últimas duas décadas, pelas cadeiras da Câmara. A estratégia dará certo? Só saberemos em outubro, quando as urnas eletrônicas começarem a cantar seus números...

 

 

 

AS CHANCES DE CRISTIANE

Eleitor da jovem vereadora da Capital, Cristiane Lopes, questiona a coluna do porquê do nome dela não estar entre os que se comenta que poderão  chegar lá. De certa forma, o atento leitor tem razão. Cristiane é um nome novo, fez 2.887 votos em sua primeira disputa eleitoral, foi a décima mais votada e tem feito um mandato bastante produtivo. Lançada como candidata à Câmara Federal para reforçar a nonimata do PP, que tem como nome principal Jaqueline Cassol, que, imagina-se, por seu trabalho e pelo sobrenome, fará expressiva votação, Cristiane tem sua base eleitoral essencialmente em Porto Velho, onde é muito conhecida, também, por seu competente trabalho como apresentadora de TV. Quais as chances reais que ela tem? Está numa coligação forte, que pretende eleger no mínimo quatro federais (há quem, nela, sonhe com cinco!), mas terá que concorrer com nomes como a própria Jaqueline, além de Mauro Nazif, Luiz Cláudio da Agricultura, provavelmente o muito bom de voto Lindomar Garçon e Silvia Cristina, de Ji-Paraná. Se o eleitor optar  apenas por caras novas, ela terá maiores possibilidades. No mínimo, sairá com uma boa votação, que poderá alavancar seu  nome para sonhos mais altos, no futuro.

 

O MDB E SUA CONVENÇÃO DECISIVA

O final de semana será recheado de emoções. Pelo menos três das maiores siglas políticas realizam suas convenções, ambas no sábado. O MDB entra rachado para a disputa ao Senado. Vai realizar sua convenção na sede própria, localizada na rua Elias Gorayeb, bairro Liberdade. É um prédio grande, mas não para um encontro deste tamanho. Só entrarão no recinto portadores de senhas e quem vai votar. Ou seja, tudo está preparado para um embate. O grupo de Valdir Raupp garante que, ao final, sairá apenas ele, Raupp, como candidato ao Senado pelo partido. Confúcio Moura ficaria fora. Já a turma de Confúcio acha que ainda vai haver acordo e os dois serão homologados. A verdade é que o clima não está para paz e amenidades. O encontro emedebista do final de semana vai ferver. A convenção deve homologar também Maurão de Carvalho como o candidato do partido ao Governo do Estado. Em toda a sua história em Rondônia, o MDB nunca esteve tão rachado quanto agora. Há posições fortes e antagônicas de duas das suas maiores lideranças e não se sabe qual será o resultado final desta divisão tão profunda. Todos ganharão ou todos perderão? Essa pergunta, afinal, só terá respostas nas urnas, daqui a alguns meses.

 

ACIR, DANIEL, JESUALDO, MAGNO...

O outro encontro, ao que tudo indica, será bem menos conflituoso. Trata-se da convenção conjunta do PDT e do PSB. Ela servirá, principalmente, para oficializar o nome do senador Acir Gurgacz como o candidato do grupo à sucessão de Daniel Pereira, que, aliás, será uma das estrelas do encontro. Vai oficializar também os nomes de Jesualdo Pires e Carlos Magno ao Senado, porque na coligação também estarão o PP e o PR, inclusive na proporcional. O enredo, a princípio, é esse. Acir para o Governo, Jesualdo e Magno para o Senado e uma forte nominata a Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, com pesos pesados da política rondoniense. Daniel Pereira já avisou que não quer saber de concorrer, deixando claro que não há Plano B na coligação. Acir tem absoluta convicção de que terá o aval da Justiça Eleitoral para ser o nome da aliança ao Governo. Os aliados nessa complexa coligação estão pensando em eleger, no mínimo, metade da bancada federal. Enfim, pelos lados do PDT e seus parceiros, o otimismo é a tônica. Só falta agora acertar tudo com o eleitorado rondoniense, para fechar o projeto com chave de ouro!

 

TRÊS MILHÕES BEM GUARDADOS

Nesta quinta, o Partido Novo realiza sua convenção, lançando apenas um candidato ao Senado, o advogado Fabrício Jurado, além de três nomes à Câmara Federal: a advogada Carolina Perazzo; o engenheiro Victor Salessi e o médico Valdemar Kjaer Katayama. O encontro será no final da tarde, na sede do Sindicato do Comércio Atacadista, o Singaro, na avenida Guaporé. Já nesta sexta, com seus candidatos locais oficializados, os membros do Novo recebem seu presidenciável, o empresário João Amoedo, que vem também para uma palestra na Fundação Getúlio Vargas, a partir das 19h30. O partido é mesmo diferente. Não aceita nem um só centavo de dinheiro público, ao ponto de tentar devolver quase 3 milhões de reais que recebeu do Fundo Partidário, Não o fez, porque foi informado que essa dinheirama não seria utilizada em benefício do País, mas sim distribuída entre outros partidos, inclusive os que estão abarrotados de grana do contribuinte.  Para não permitir que seu dinheiro fosse (mal) usado, a direção do Novo abriu uma conta onde todo o dinheiro está depositado. Não sairá de lá, a não ser que possa ser usado para beneficiar a população e nunca para voltar aos cofres que engordam os milionários partidos políticos, movidos a dinheiro do  suor dos brasileiros, que não vivem da política.  

 

NEGOCIATAS DE BALCÃO

Enquanto isso, muitos partidos, entre os  nanicos, estão mais perdidos do que cachorro que caiu da mudança. Num momento da política em que ninguém sabe, de verdade, para que lado vai tender o país, as siglas de balcão estão ameaçadas de perderem a moleza que tiveram durante anos, vendendo espaços no horário eleitoral gratuito e negociando tudo o que  era possível negociar, para que seus dirigentes enchessem os próprios bolsos. Obviamente, essa análise não vale para todos, porque há, sim, honrosas exceções,  como o Partido Novo. Agora, a coisa complicou. Quem não alcançar pelo menos 1,5 do total dos votos válidos ou não eleger ninguém, nessa eleição, estará fora do jogo já para a disputa municipal de 2020. O que não se compreende é que, de um lado tenham sido criadas regras mais duras para acabar com as negociatas que os nanicos representam na política brasileira, mas, por outro, quase 50 novas agremiações inúteis estejam na fila para serem criadas e, muitas delas o serão. Aqui, se quer moralizar. Logo ali,  abre-se espaço para a baderna e a negociações escusas. Não está na hora desse Brasil se tornar um país sério e acabar com essas leis contraditórias, que só nos transformam em algo semelhante à uma Republiqueta de Bananas?

 

O “FLOR” PRECISA MANTER SUA GRANDEZA

Já é quase agosto, mas, enfim, mesmo fora de época, teremos a 37ª edição do Flor do Maracujá, que já foi o maior festival folclórico da região e que há muito tempo não consegue mais repetir o enorme sucesso de anos atrás, quando era realizado numa área fixa, próxima de onde é hoje o complexo da sede do governo do Estado e do novo prédio da Assembleia. Mesmo assim, os grupos folclóricos lutam desesperadamente, geralmente de forma solitária e pouquíssimo apoio oficial, para manter a tradição e o encanto que o “Flor” causa na população. No total, as apresentações serão de 33 grupos, que mantém viva a chama da tradição das quadrilhas e bois- bumbás. A festa vai ser no Parque dos Tanques, especialmente preparado para o evento e começa nesta sexta, dia 27, prosseguindo até o domingo, 5 de agosto. É importante que a comunidade prestigie, para torná-lo novamente grandioso e exigir das autoridades estaduais e municipais, o apoio real e necessário para que um evento cultural dessa grandeza não perca seu brilho e sua importância para nossa cultura. Já estamos perdendo tradições demais e o Flor do Maracujá tem que se manter cada vez mais forte, para que não fiquemos sem ele também, daqui a alguns anos. Aliás, já estaríamos órfãos dele, não fosse o mesmo grupo de lutadores e abnegados de sempre!

 

PERGUNTINHA

Com tantas surpresas, mudanças, voltas e reviravoltas na política rondoniense, você, eleitor, está pronto para escolher aqueles nomes que, na sua opinião, são os melhores para nosso Estado?

 

 

 

 

 

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