Era uma vez uma terra onde as autoridades juravam que as riquezas seriam mantidas intactas; que os contrabandistas jamais levariam o ouro, o diamante e tantas outras maravilhas da terra que só ali existiam. Era uma vez uma terra onde o papo furado, a conversa pra boi dormir, a enrolação (centenas de estrangeiros que vampirizam as riquezas, levadas às pencas, mesmo com os juramentos vazios das chamadas autoridades competentes, traduziriam a expressão para o inglês: enrolation!), as ideologias espúrias, as ONGs internacionais que só tratam dos seus próprios interesses, mas a maioria com o dinheiro do povo, porque de Não Governamentais nada têm, toda essa gente junta, faz de conta que não está acontecendo o que, obviamente, está acontecendo neste mundo aqui inventado. Vamos fazer de conta que essa terra imaginada tenha o nome de Rondônia e que, avizinhado, exista um país também criado na ficção, chamado Bolívia. E vamos falar apenas numa invenção que poderíamos apelidar de contrabando de ouro para lavagem de dinheiro, entre outras “cositas más”, usando um pouco do palavreado do vizinho fictício. Nessa novela que, claro, nada tem de real, ao longo de um rio, que vamos chamar hipoteticamente de Madeira, ouve-se todos os dias conversas de idiomas diferentes, como chineses, coreanos, americanos, japoneses, suecos. Na maioria dos casos, nessa novela inventada, o idioma oficial é o inglês. Mas as negociações se fazem em mandarim e vários outros dialetos, embora hajam tradutores pagos a preços de ouro. Ops! Ouro é a mercadoria. Aquela que é inacessível ao brasileiro comum, proibido de explorar as riquezas no seu próprio país, enche os bolsos estrangeiros. Mas não só deles. É usado para lavar dinheiro do crime, do narcotráfico, da corrupção, pelas fronteiras escancaradas do vizinho que fala espanhol. Claro que é apenas obra de ficção, porque na vida real, segundo as mais importantes autoridades do nosso país, nada disso existe.

Enfim, é uma novela com um longo e tenebroso enredo. Na vida real, continuamos proibidos de usufruir o que é nosso, enquanto nosso ouro, nosso diamante e nosso nióbio, apenas para usar alguns exemplos, fazem fortunas mundo afora. Nossos índios morrem de fome e doenças, mesmo sentados numa das maiores e mais ricas minas de diamantes do mundo. Nos rios, principalmente no Madeira (apenas coincidência com o rio da novela), toneladas de ouro são retiradas, produzindo uma sucessão de ilegalidades e enriquecendo quem não merece, porque, se houvesse o garimpo controlado pelo Estado, só com os impostos recolhidos, nos transformaríamos, rapidamente, numa das regiões mais ricas do mundo. A pergunta é: isso interessa aos poderosos? Pensando bem, não é melhor viver no mundo da ilusão do que distribuir  a riqueza que é de todos? Como diria o experiente rondoniense José Sátiro De Mendonça Neto: “É o velho Pensador pensando: Pensem...”

 

 

SÃO MAIS DE 50 MILHÕES AO MÊS

No auge da produção ilegal de ouro no rio Madeira, um auxiliar de voadeira pode ganhar salários de até cinco mil reais. Por semana. O dono de uma draga pode embolsar até 350 mil reais/mês, um faturamento aproximado de 4 milhões e 200 mil por ano. Fontes não oficiais apontam que saem apenas do rio Madeira, todos os meses, quando a produção do ouro está em alta (não é o que está acontecendo agora, onde os pontos de garimpagem diminuíram um pouco), algo em torno de 50 milhões de reais. Fazendo uma continha simples e com apenas o ICMS mais baixo, de 17,5 por cento, se fosse pago apenas esse tributo, seriam recolhidos 8 milhões e 750 mil reais aos cofres públicos, todos os meses. Por ano, um faturamento de 105 milhões de reais. Imagine-se o que se poderia fazer com isso, em benefício da população!. No caso dos diamantes de Roosevelt, por exemplo, caso fosse pago aos indígenas, vamos dizer, 10 por cento dos valores negociados da riqueza daquela área, pertencente aos Cinta Larga, chegaríamos a uma fortuna de tal tamanho que o Brasil teria, sem dúvida, a única tribo milionária do Planeta. Não é de se questionar do porquê essa perspectiva que seria benéfica para todos, não é praticada? Essa é a pergunta que ninguém tem coragem de responder.

 

TEM SALÁRIO E 13º NA TERÇA

Notícia das melhores foi divulgada ontem pelo governador Daniel Pereira, depois de conversa com o secretário da Fazenda, Franco Ono: o governo paga, nesta terça, dia 26, não só os salários de junho, como também metade do 13º salário ao funcionalismo. Nestes tempos de crise e enormes dificuldades, mesmo com a queda da arrecadação nos últimos meses (uma das causas principais foi a greve dos caminhoneiros, que afetou todo o sistema de produção do Estado), o Estado  tem mantido rigorosamente um sistema de pagamento dentro do mês trabalhado, que começou no primeiro governo de Ivo Cassol, continuou com João Cahula, passou por todo o governo de Confúcio  Moura e se mantém agora, nesse curto período de Daniel Pereira. No total, mais de 312 milhões de reais serão injetados num só dia, na economia rondoniense.  A atenção especial ao funcionalismo, não só pagando salários em dia, como também no atendimento de importantes reivindicações de várias categorias, faz parte da sistemática de governo de Daniel, um ex sindicalista que não esquece suas origens. Portanto, nesta terça, os servidores estarão com bolsos cheios. Com grana para preparar outra festa na quarta, quando a Seleção Brasileira  vai ganhar de novo!

 

CRESCE O FRENTÃO PRÓ EXPEDITO

Já são sete os partidos unidos para a eleição de outubro, a princípio para a disputa à Câmara Federal e Senado. A verdade verdadeira é mais ampla: os sete vão apoiar o nome de Expedito Júnior ao Governo, já que ele deve substituir Ivo Cassol, impedido de concorrer. PSDB, PSD (e não PSB, como publicou a coluna, por erro de digitação), PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade estarão juntos na caminhada. Como Expedito ainda não definiu oficialmente se aceita a missão de disputar o Governo, na condição de comandante geral deste grupo poderoso, a conversa por enquanto é apenas em relação à Câmara e Senado. O DEM foi o último partido importante a se aliar, depois que seu principal nome, Marcos Rogério, definiu que irá mesmo disputar a reeleição à Câmara Federal e abrir mão da corrida ao Senado. O candidato a senador do Frentão de sete partidos será o vereador Edézio Fernandes, do PRB.  O partido, ligado à Igreja Universal, também tem outro nome importante à reeleição: o do deputado Lindomar Garçon. Já os tucanos têm como principal nome para a Câmara, o da deputada Mariana Carvalho. E o PSD, o de Expedito Neto. Entre a turma do PP, o destaque é Jaqueline Cassol.  Expedito vai esperar mais alguns dias, analisar profundamente o quadro e só então se decidirá. Tem tempo. Mas tudo leva a crer que virá. E, se vier, será apoiado por um grupo de partidos bastante respeitável!

 

DANIEL VAI OU NÃO VAI?

Por onde anda, o governador Daniel Pereira tem que responder ao menos uma mesma pergunta: vai ou não vai concorrer à reeleição? Ele tem respondido que não. Que sua decisão de apoiar Acir Gurcagz está mantida. Numa de suas últimas entrevistas sobre o assunto, foi mais longe: disse que na distante hipótese de Gurgacz não concorrer, ele apoiaria o emedebista Maurão de Carvalho. Daniel está fazendo o correto: tirando o foco de si mesmo, como pré candidato, porque senão seu curto governo pode passar a ser alvo dos opositores, de tal forma a lhe causar grandes danos, num momento em que a situação econômica não está fácil e ele tem que ter muito jogo de cintura e todo o apoio possível, para poder concluir com sucesso seus poucos meses à frente do poder estadual. Mas que ninguém se engane: Daniel está sofrendo tremenda pressão interna, do seu partido, dos dirigentes do PSB e aliados, de secretários, amigos e eleitores, para entrar na briga. Todos os dias o assunto, que não está na agenda oficial, é claro, lhe é levado por lideranças políticas. Por enquanto, ele mantém o discurso de que não tentará a reeleição. É sempre bom lembrar que na política as decisões de hoje podem não ser as de amanhã e que qualquer mudança no quadro, mesmo que não seja profunda, pode causar transformações inesperadas rapidamente. Enfim, Daniel será ou não candidato? Só se saberá, oficialmente, depois de 5 de agosto, quando as convenções partidárias estiverem concluídas.

 

É OUTRO GOVERNO?

O ex governador Confúcio Moura teve participação importante no encontro do MDB deste sábado, em Jaru. Em seu discurso, além de defender a unidade do partido e elogiar o nome indicado para o governo, o de Maurão de Carvalho, depois, com a sutileza que lhe é peculiar, criticou seu sucessor e ex vice, Daniel Pereira. No contexto da sua fala, Confúcio disse que está acompanhando “as coisas que estão acontecendo e eu não estou gostando”. Segundo ele, “é o mesmo governo, mas parece que é outro governo!”. E citou até nome de seus ex assessores, como Wagner Garcia e George Braga, como grandes técnicos que poderiam fazer parte da futura equipe de Maurão, ou, de uma forma indireta, sutil, mas óbvia, deixando claro que a saída deles da administração da Daniel Pereira é um dos motivos da sua insatisfação. Há sim, entre os emedebistas, principalmente nas conversas a portas fechadas, muitas críticas à forma como o partido, que estava no poder até há menos de três meses, têm sido tratado na atual administração. No encontro de Jaru, o assunto ainda não foi tratado de forma ostensiva, mas que há um clima estranho, há sim!

 

RANIERY E A FECOMÉRCIO

A Federação do Comércio de Rondônia, a Fecomércio, continua em boas mãos. O presiente Raniery Araujo Coelho foi reeleito presidente, para um novo mandato de quatro anos, ou seja, até 2022. Raniery tem conduzido a entidade com sabedoria, dialogando com todos os setores e defendendo, com unhas e dentes, um setor que vital para nossa economia. Fazem parte da diretoria, que já tomou posse nessa semana: Gladstone Nogueira Frota, Pedro Juca de Oliveira, Julio Cesar  Gasparello, Leonardo Calixto da Silva, José da Silva Honório, Helio Hirayuki Natori, Diego Prado Aguiar e Abraão Lima Viana.  Também foram empossados os suplentes da diretoria, membros do Conselho Fiscal e outros órgãos internos da entidade. Em seus agradecimentos, o presidente lembrou de figuras importantes que dedicaram muitos anos de trabalho ao desenvolvimento da federação, citando o conselheiro e amigo José Ramalho, os ex-presidentes Luiz Tourinho e Francisco Linhares, além do ex conselheiro Joaquim Bidel. “Foram companheiros que muitos contribuíram para o crescimento do sistema Fecomércio-Sesc-Senac-IFPE, dos sindicatos e do comércio de Rondônia”, agradeceu.

 

FANÁTICOS, MALANDROS E NAZISTOIDES!

Nem uma coisa, nem outra. Alguns petistas idiotizados pelo fanatismo (e alguns outros por malandragem e safadeza mesmo!), já comemoravam o fato de que Lula seria libertado por decisão do Supremo, em reunião agendada para esta terça, dia 26. Os antiPT, agressivos, nazistoides, antidemocratas, avisavam nas redes socais que os ministros aproveitariam a euforia da Copa do Mundo, para colocar o preso nas ruas . Se deram muito mal, ambos os grupos idiotas. Nesta sexta, o ministro Fachin cancelou a reunião em que o assunto seria votado, determinando que a decisão deve ser a Justiça Federal e não do STF. É impressionante não só como os nomes de Lula e Bolsonaro dividem o país, mas, pior que tudo, é a forma agressiva, desrespeitosa, vergonhosamente canalha , com que os adversários de um e outro os tratam, em textos ofensivos nas redes sociais. É importante que a Justiça atue com dureza, processando essa gentalha, que usa uma ferramenta tão importante para destilar seus ódios e suas frustrações. Todos os que assim o fazem, não merecem nada menos que o peso da lei. E um pouco de pena, pelos péssimos seres humanos que são. Dos dois lados...

 

PERGUNTINHA

 Vai dizer que você não lamentou profundamente aquela falta totalmente desnecessária, a 15 segundos do final do jogo, que se transformou no gol que salvou a nossa algoz Alemanha de praticamente cair fora da Copa do Mundo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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