Má gestão, super salários para alguns apaniguados e sem salário (há pelo menos quatro meses), para os servidores que dão duro; falta de material; falta de condições de investimento; graves problemas de manutenção de equipamentos, muitos deles precisando de substituição imediata: tudo isso está acontecendo com a Caerd, uma estatal que tinha tudo para dar certo mas que, no decorrer dos anos, foi engolida pela politicagem e a má administração. A situação piorou com uma gestão compartilhada, onde muitos representantes de sindicatos (leia-se, de gente ligada ao PT, principalmente), assumiu o comando, há vários anos e pôs na empresa o ovo da serpente. Quando o ovo eclodiu, a serpente cresceu e acabou engolindo a todos, inclusive a própria Caerd. Para piorar ainda mais a situação, recentemente foram autorizadas contratações absurdas, de salários de até 24 mil reais e, em alguns casos, com penduricalhos e os tais “direitos adquiridos”, com alguns vencimentos superando os 35 mil reais. Isso enquanto a maioria dos servidores está com seus salários em atraso desde dezembro. E o Governo do Estado, maior acionista, vai ficar de braços cruzados? Não tem como começar já um processo de privatização? Pobre Caerd! E pobre contribuinte, que depende da água que ela distribui, mas só às vezes...

Pode-se acrescentar também o azar, nos graves problemas que a Caerd está enfrentando. Ou, claro, para quem não acredita em azar, na falta de planejamento e gestão mesmo! Na semana passada, a explosão num equipamento interno deixou grande parte da cidade totalmente sem água. Em algumas áreas, a falta chegou a duas semanas, para desespero do consumidor. Nesta semana, quando recém o problema anterior tinha sido resolvido, outro drama: quebrou alguma coisa na adutora do Bate Estaca e, apenas nesta terça o dano foi descoberto, graças a contratação de mergulhadores, que ajudaram a localizar o problema. Quanto tempo levará para ser consertado? Ainda não se sabe. Há uma previsão – e apenas isso – de que esse novo dano no sistema de abastecimento esteja corrigido até esta quarta, mas ninguém jura que isso vá acontecer mesmo. Sem um Plano B de captação, quando dá problema na adutora do Rio Madeira, a situação do abastecimento de grande parte da Capital pode continuar a sofrer constantes prejuízos. Portanto, está na hora de começar a resolver tudo isso, porque os funcionários que realmente trabalham, os técnicos competentes e dedicados, estão fazendo de tudo para que não haja mais falta de água, embora eles estejam vivendo um verdadeiro inferno, muitos trabalhando há meses sem receber. Contudo, todos sabem que com a atual estrutura, só no milagre. No azar uns e outros acreditam, mas em milagres...muito poucos!

 

 

 

NA PASSARELA, A ÚLTIMA SOLENIDADE

Não será uma inauguração. Apenas uma solenidade, para entrega da nova e moderna passarela, porque ainda faltam obras a serem realizadas, incluindo o estacionamento. Mas no anoitecer deste domingo, agendado para às 19 horas, está programado o último ato público de Confúcio Moura, ainda como Governador, em Porto Velho. Junto com autoridades convidadas; secretários e público, ele vai entregar a moderna passarela, com iluminação a LED, que passará a ser utilizada pelo público, no pacote de serviços disponíveis à comunidade, no Espaço Alternativo. A obra atrasou pelo menos dois anos, depois que órgãos de fiscalização detectaram irregularidades. Só a população foi punida, já que, até hoje, não há qualquer condenação de quem quer que tenha sido apontado por responsabilidades em ilegalidades. Como sempre, aliás. Mas, enfim, o Espaço começa a se tornar realidade e, não fosse um problema com a Aeronáutica, também o estacionamento teria sido concluída. Resolvida a situação, a obra será feita tão logo parem as chuvas.  

 

DANIEL GOVERNA JÁ NO DIA 5

Inicialmente, a entrega da passarela do Espaço estava programada para ser no dia 4, quarta-feira da semana que vem. Mas surgiu um problema: esse será o último dia de Confúcio Moura como Governador e haverá uma série de decisões e programações a serem tomadas, para que Daniel Pereira assuma e ele possa sair para disputar uma cadeira ao Senado. Então, até por segurança e para não haver qualquer dificuldade de última hora, a solenidade em Porto Velho foi antecipada para o domingo, fazendo, aliás, com que engenheiros responsáveis pela obra tenham que entrega-la pelo menos três dias antes do inicialmente previsto. Confúcio pode anunciar inclusive nesta solenidade de domingo, oficialmente, sua saída do Governo. Mas poderá deixar para a 25ª hora, quem sabe até na própria quarta-feira.  Se não houver mais nenhum desvio de percurso, como quase ocorreu há dias atrás, a próxima quinta, dia 5, amanhece com novo Governador no Palácio Rio Madeira/CPA: Daniel Pereira assume o poder um dia antes.

 

O FALSO AUMENTO DOS ÔNIBUS

Há algo muito errado­­ e cheio de complicações  nas relações entre a Prefeitura de Porto Velho e o Consórcio SIM, responsável pelo sistema de transporte coletivo de Porto Velho. No caso da criação de uma lei especial que autoriza os táxis compartilhados ou lotações, ficou claro o posicionamento da Prefeitura, contra os interesses das empresas. Mas agora aconteceu algo pior, mais grave, que precisa ser esclarecido. Certamente mal orientado, com informações pela metade, o prefeito Hildon Chaves denunciou na mídia que por trás da greve dos coletivos, promovida pelo sindicato dos motoristas e cobradores, haveria a pressão do SIM, que estaria querendo um reajuste das passagens para mais de 6 reais, a partir deste mês. Ora, a informação é totalmente falsa. Não se entende como a assessoria permitiu que Hildon fosse exposto a essa situação vexatória. Ninguém orientou o Prefeito de que há um documento assinado, em que o Consórcio SIM e o Município acordam de que não haverá reajuste das tarifas em 2018. E que os  6 reais e pouco, citados num documento, é apenas uma referência ao que deveria ser o preço atual das passagens, pelos critérios do Geipot, caso fosse negociado o reajuste. De quem é responsabilidade pela falsa informação? Respostas em breve...

 

CORRERIA PARA OUTUBRO

Os partidos entram na reta final dos preparativos para a campanha eleitoral, que começa quente mesmo só em agosto. No último final de semana, PP, PDT e DEM, entre outros partidos, fizeram grandes reuniões, para tratar de outubro. No caso do PP, foi mais uma vez confirmada a pré candidatura de Ivo Cassol. Ele já teria até o vice: o ex deputado federal Carlos Magno, que está otimista com a campanha deste ano. O PDT também confirma o nome de Acir Gurgacz, que tanto quanto Cassol, têm que enfrentar ainda desafios jurídicos para conseguir o registro necessário para entrar na disputa.  O caso de Cassol parece menos complicado, porque a pena imposta a ele acaba dias antes do pleito. A situação de Acir é muito difícil, mas seus advogados garantem que ele estará apto a participar da corrida ao Governo. O DEM também se reuniu, sem grandes novidades. O grande nome do partido no Estado, hoje, é o deputado federal Marcos Rogério, que pensa apenas na reeleição. O ex governador José Bianco, sempre um destaque nos Democratas, aparentemente não quer voltar a uma disputa política. Nos bastidores, o DEM ainda acha que pode cooptar Confúcio Moura, para ser seu candidato ao Senado. Confúcio continua dizendo que não sai do MDB. Mas, em política, nada é definitivo...

 

EXPEDITO E O MÊS DE JULHO

A verdade é que, mesmo com todas as reuniões, elucubrações e debates, as coisas vão começar a se definir mesmo só por volta de julho. Prova disso é o que faz o experiente Expedito Júnior. Anda aqui e ali, namora com vários partidos; anuncia seu apoio a Ivo Cassol para o Governo; discursa falando no crescimento do PSDB no Estado, mas....continua firme, sólido, imexível (como diria aquele famoso Ministro de Fernando Collor), em cima do muro. A essas alturas do campeonato, não se sabe se Expedito será candidato ao Senado (onde liderava até há pouco, nas pesquisas formais e informais) ou se vai mesmo ao Governo. Ele diz que a segunda hipótese só será considerada caso Cassol não possa concorrer. O que, aliás, já lhe garantiria todo o apoio da turma cassolista, numa eventual disputa ao Governo.  Se for ao Senado, forma dobradinha com Cassol. Expedito conhece eleição como ninguém e acha que é muito cedo para tomar decisões definitivas. Ele mesmo ainda tem questões partidárias a resolver, porque o clima interno no tucanato não está nenhuma Brastemp. Mas, como há tempo (pelo menos três meses, ainda), tudo o que se disser agora pode não valer em julho. Portanto, Julho é, como na linguagem da TV, a Dead Line, o prazo final. Até lá, Expedito se faz de doente para passear de ambulância, como se fala, com bom humor, na linguagem popular, daqueles mais experientes e sabidos...

 

O METRÔ E A ESTRADA DO BELMONT

Foram 2 bilhões e 200 milhões de empréstimos, junto ao BNDES, sem se saber se um dia haverá retorno. O projeto previa a construção de oito estações, num total aproximado de nove quilômetros. Dez anos depois, apenas duas estações foram concluídas pela Odebrecht, que venceu a concorrência e o trecho entregue chega a apenas um quilômetro e meio. Os poucos trens que ainda circulam, demoram mais ou menos 25 minutos e sempre estão superlotados. Mesmo depois de um financiamento bilionário, a população não tem mais esperança em ver construídas as outras linhas e as seis estações do metrô que ainda precisam ser feitas. As obras estão abandonadas. Este é o resumo do negócio de jeque que o governo brasileiro (leia-se Luiz Inácio lula da Silva), autorizou que o BNDES fizesse com o governo da Venezuela, para construção de um moderno sistema de metrô em Caracas.  A grana? Ninguém sabe se um dia voltará aos cofres do nosso maior banco, que empresta essa fortuna para um governo que está caindo de podre, mas não quer investir, por exemplo, apenas oito milhões de reais, numa obra vital para Porto Velho: a Estrada do Belmont, destruída há anos e por onde passam, todos os dias, muitas riquezas de Rondônia.  Esse é só um pequeno exemplo do que governos ideológicos podem fazer de ruim a um país. Estamos sofrendo na carne e sofreremos ainda por muitos anos...

 

PERGUNTINHA

Você que não é professor, que não tem nada a ver com a greve dos professores, que não é do Governo, que não pode resolver nada, não se sente um idiota quando tem que esperar horas a fio pelo fim de um protesto da classe na BR 364, interrompendo o trânsito na região de  Porto Velho e Vilhena, como se fossem os grevistas os únicos com direitos nesta terra?

 

 

 

 

 

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