E Confúcio Moura, afinal, sai ou não sai? Sai. O governador, que vinha mantendo seu voto de silêncio, nessa reta final do período em que terá que renunciar ao cargo, para ser candidato ao Senado, já estaria pronto para o desafio nas urnas. Faltando apenas duas semanas para o dia D, tudo indica, pelo que se ouve nos bastidores e nos corredores palacianos, que a decisão já está tomada. Até ontem não se sabia exatamente a data em que o Governador deixará o posto, mas ele já alinhavou os detalhes com seu vice, Daniel Pereira, que assume o Estado por nove meses e alguns dias.  O que houve, para que esse novo quadro fosse pintado? As relações com o vice, Daniel Pereira, melhoraram, embora não se possa dizer que tenham voltado ao que eram antes da crise. Os dois voltaram a andar juntos pelo Estado, inclusive entregando obras, eventos acrescidos de comentários de elogios mútuos nas redes sociais. Andaram conversando também. Não se sabe quanto tempo e nem a intensidade da conversa, porque foi tudo a portas fechadas. Mas a dupla já estaria definindo os detalhes da sucessão, que certamente não será tão barulhenta quando se desenhava, no período pré crise, quando alguns partidários de Daniel, afoitos e sem o aval dele, andavam pelas secretarias dando carteiraço, como se já fossem donos do pedaço. Nos últimos dias, nesse quesito, a situação mudou bastante. Daniel também está falando muito menos e os acordos entre ambos – ele e Confúcio – estariam andando normalmente. Há quem diga que o Governador poderia deixar o posto até antes de 7 de abril, mas essa decisão, se já está tomada, é do conhecimento apenas do próprio e talvez de uma ou duas pessoas mais próximas.  Nas alas palacianas o clima melhorou, depois de grande tensão. Por uma questão de justiça, deve-se dizer que a participação do Chefe da Casa Civil, Emerson Castro, como bombeiro, tem sido muito importante nesse contexto.

O que pode dar errado ainda? O mesmo do mesmo! Gente ligada à Daniel Pereira, que mesmo sem autorização ou ordem dele, usando seu nome, invadiu secretarias dando ordens, exigindo listas e querendo saber dos cargos comissionados, terá que sumir dos corredores palacianos. Não se sabe se só nessa fase de transição ou também depois que o vice assumir. Sanguessugas que  não deram certo em lugar nenhum e que agora se arvoram como “danielzistas” desde criancinha, querendo uma fatia no poder, já começaram a ser movimentar. Se o futuro Governador não se cuidar, pode ser engolido por esse tipo de gente. É importante que os acordos políticos feitos sejam cumpridos. Daniel já avisou que, não importa o que acontecer, vai apoiar totalmente Confúcio Moura ao Senado, junto com Jesualdo Pires, o nome do seu partido, o PSB. Há outras questões em jogo, que certamente ficarão conhecidas com o andar carruagem, mas, no geral, o quadro está fechado. Se não houver passos em fals, pisada de bola e se a nova forma de convivência não for conspurcada, o quadro será este. Esperemos agora só o andar do calendário!

 

 

O DEM AINDA SONHA!

O final de semana será, novamente, de grande mobilização política. No sábado e no domingo, em Ji-Paraná, ocorrerão eventos que podem desaguar em decisões importantes para a eleição de outubro. O primeiro evento ocorrerá no Espaço Partenon, em Ji-Paraná, quando o diretório do DEM reunirá suas principais lideranças, de olho nas urnas. Os dois principais nomes do partido são os do deputado federal Marcos Rogério, que vai em busca da reeleição e do deputado estadual Adelino Follador, o mais votado no último pleito, que também buscará novo mandato. Follador estava de olho na Câmara Federal, mas mudou seus planos porque o filho dele, Lucas, atual vice prefeito de Ariquemes, é quem vai disputar uma cadeira no Congresso. O DEM anda serelepe com uma possibilidade, que, ao menos até agora, não parece viável: a de que o governador Confúcio Moura saia do MDB para concorrer ao Senado e escolha os Democratas para abrigá-lo. Por enquanto, nada mais do que boatos e ilação. Mas....

 

PP E ALIADOS EM JI PARANÁ

Já no domingo, o PP de Ivo Cassol faz um grande encontro, também em Ji-Paraná, no auditório do Hotel Maximus, a partir das 13 horas. Cassol lidera o grupo de pepistas no encontro denominado “Rondônia, qual o seu futuro?”. Além dele, estarão presentes o deputado estadual Aélcio da TV, nome de primeira linha do partido, na região da Capital; Jaqueline Cassol, presidente regional da sigla, que disputará uma vaga à Câmara Federal e o ex deputado federal e ex vice governador Carlos Magno, vice presidente da sigla. Representantes de outros partidos, que poderão formar uma aliança com o PP, também já confirmaram presença. Entre eles, Expedito Júnior, um dos dois principais nomes do PSDB tanto ao Governo quanto ao Senado. O deputado federal Luiz Cláudio, presidente estadual do PR e aliado de primeira hora de Cassol também estará lá, assim como o ex deputado estadual e pré candidato à Câmara Federal, Tiziu Jidalias, presidente regional do PSD. A ex deputado Rosália Helena, que também volta às lides da política, é presidente do PROS e vai estar também no encontro. Será um Domingão daqueles, para a política rondoniense!

 

PALESTRAS E DISCURSOS

Ainda sobre o assunto: além de ato político, o evento terá palestras direcionadas especialmente aos pré candidatos e dirigentes do PP e seus aliados. As palestras serão ministradas pelo dr. Juacy Loura Junior, advogado especialista e em Juiz Eleitoral e o dr. Manoel Veríssimo, também especialista em Direito Eleitoral. As palestras serão direcionadas principalmente para os pré candidatos e para os dirigentes das  Comissões Provisórias e Diretórios Municipais, tanto ao PP quanto dos seus aliados. Além disso, obviamente os discursos mais esperados no encontro serão os de Expedito Júnior e do próprio Ivo Cassol. Ambos devem reafirmar a parceria na eleição de outubro. Caso Cassol confirme seu nome na disputa, Expedito sairá ao Senado, apoiando totalmente a coligação formada em torno do ex governador e atual senador. No caso de Cassol não puder concorrer, Expedito pode ser o nome do grupo ao Governo, daí com total apoio do PP e de todos os demais partidos que estão formando uma aliança. Em breve se saberá quais os rumos deste poderoso grupo político.

 

AS BOMBAS DE HILDON CHAVES

Com duas bombas potentes nas mãos, ambas com alto poder de destruição (a crise na saúde e a dos taxistas, que exigem trabalhar com o sistema compartilhado), o prefeito Hildon Chaves continua vivendo dias difíceis na sua administração. Ao mesmo tempo, ainda está preparando uma série de mudanças no seu time, para tentar consolidar uma equipe que, ao menos até agora, ele não conseguiu montar. No caso da saúde pública, uma série de ações está sendo preparada, na batalha constante para diminuir as reclamações e melhorar o atendimento em toda a estrutura municipal. No caso dos taxistas, Hildon está entre fogos cruzados. Se cria uma lei autorizando os táxis a manterem o sistema de lotação, abre guerra com o consórcio SIM, do transporte coletivo e, certamente, o caso vai para a Justiça. Se não atender aos taxistas, sofrerá uma pressão diária tremenda, porque a categoria está mobilizada e exige solução. Nesse meio tempo, o Prefeito tenta criar uma pauta positiva. Anuncia várias obras para depois do inverno amazônico, com investimentos que podem superar 100 milhões de reais e confirma que, até o fim do seu governo, entre 20 mil e 30 mil títulos de regularização na Capital. No momento, contudo, a pressão está terrível. Hildon terá que usar toda a sua experiência e jogo de cintura, para conseguir superar tudo o que tem de desafios pela frente, a curtíssimo prazo.  

 

ZEQUINHA E AS PESQUISAS

Pelo menos oito dos atuais vereadores estão prontos para disputar nova eleição, menos de dois anos depois de terem assumido a Câmara Municipal. Esse é outro desafio que o prefeito Hilton Chaves tem que enfrentar, nesse ano eleitoral. Os edis/candidatos estão trabalhando, se reunindo, discursando e votando sempre de olho nas urnas. Há pelo menos três nomes se destacando nas pesquisas que estão sendo feitas em Porto Velho, sobre quem dos oito tem mais condições de chegar à Assembleia. Zequinha Araújo, ex deputado, várias  vezes vereador e personagem dos mais conhecidos, por sua fundação que atende milhares de pessoas, tem aparecido sempre em primeiro lugar, nessas pesquisas não formais. Os outros dois são nomes novos da política rondoniense: o do atual presidente da Câmara, Maurício Carvalho e o mais votado na sua primeira eleição, o professor Aleks Palitot.  Obviamente que tais pesquisas não têm eficiência e credibilidade totais, mas dão indícios. Também devem disputar a Assembleia os vereadores Alan Queiroz, Joelna Holder, Marcelo Cruz, Junior Cavalcante e Jair Montes. Pelo caminho, podem surgir outros nomes...

 

PUNIÇÃO DESCABIDA AOS PMS

O que a União está fazendo com Rondônia, na questão da transposição dos servidores do ex Território Federal, é daquelas ações que se fazem apenas contra inimigos. Além dos passos de tartaruga, para impedir que avancem os processos de milhares de servidores que deveriam estar na folha de pagamento federal há décadas, agora é cometido mais um ataque, duríssimo, contra os interesses de centenas de representantes da Polícia Militar. Um total de 706 membros da PM, que já estavam há meses na folha da União; que já tinham novas vidas, com novos projetos, novos salários, novos rumos, agora são obrigados a voltar a receber pelo Estado, numa medida inacreditável. Pior de tudo é que os pobres coitados ficarão fora da folha federal e também da folha do Estado, já que não há orçamento para pagá-los. Essa bagunça jurídica que atinge, com toda a força, os processos de transposição, chegaram num patamar insuportável. É uma vergonha atrás da outra, prejudicando os rondonienses que dedicaram suas vidas ao serviço público. Lamentável!

 

PERGUNTINHA

Com tantas notícias falsas circulando nas redes sociais, atacando de forma anônima e covarde muitas biografias, você acredita que a Justiça Eleitoral vai conseguir diminuir esse número incrível de fakes, durante a próxima campanha eleitoral?

 

 

 

 

 

 

 

 

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