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Sérgio Pires 18/01/2018

DECISÃO TOMADA: DANIEL VAI DIZER A CONFÚCIO MOURA QUE APOIARÁ GURGACZ AO GOVERNO

 

Falta ainda uma conversa definitiva. Deveria ter ocorrido há alguns dias, mas foi transferida porque o  Governador teve que mudar sua agenda na última hora, para comparecer ao funeral da filha do deputado Edson Martins. Mas o encontro vai acontecer neste sábado, também conhecido como amanhã. Confúcio Moura e Daniel Pereira vão sentar, olhar nos olhos um do outro e começar a definir os compromissos políticos daqui para a frente, planejando o futuro de ambos e do Estado. Quando o encontro terminar, se saberá se Confúcio Moura será mesmo candidato ao Senado e renunciará em 5 de abril, abrindo caminho para que Daniel assuma o governo por nove meses ou se o atual Governador fica onde está, não concorrendo a nada e sem que seu vice seja o sucessor ainda neste mandato. A tendência, a princípio, era de um grande acordo, que já estaria alinhavado. Mas declarações de Confúcio Moura, a uma TV de Ariquemes, podem mudar o quadro. Porque do que ele disse, Daniel aceita tranquilamente a metade. A outra, não topa. E é aí que a coisa pode complicar. O que Daniel Pereira dirá ao seu companheiro de mandato? Primeiro, que manterá toda a estrutura de governo, as metas, as realizações e os projetos. Mexerá muito pouco na equipe. Vai dizer que o governo de Confúcio é diferenciado para melhor e vencedor. E que ele, Daniel, apenas colocará suas digitais aqui e ali, mas, na essência, nada vai mudar. Essa parte da exigência de Confúcio ele topa. Já topou. O problema é a parte política. Na entrevista de Ariquemes, Confúcio afirmou que só deixará o governo caso Daniel se comprometa com o seu (dele, Confúcio) grupo político. Daniel, como líder partidário do PSB, não vai topar. O que ele prometerá ao Governador é que o nome de Confúcio Moura será apoiado na disputa ao Senado totalmente por ele e por seu partido. Mas o  PSB lançará um segundo nome, muito provavelmente o de Jesualdo Pires, o sempre elogiado prefeito de Ji-Paraná, para a outra vaga ao Senado. Ponto final. A partir daí, não tem mais acordo.

O que Daniel afirma é que ele e seu partido cumprirão um antigo  acordo político com o PDT e seu líder maior no Estado, o senador Acir Gurgacz e que será ele, Acir, o nome aliado dos socialistas para concorrer ao Palácio Rio Madeira/CPA, nas eleições deste ano. Numa conversa com amigos e parceiros, Daniel encheu a bola do presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, que é o candidato do MDB e de Confúcio ao Governo. Mas reafirmou: “acho Maurão um grande candidato, mas meu partido vai apoiar Acir Gurgacz”. Essa questão, segundo tem repetido o vice governador, não é negociável. Esperemos para ver...

 

 

VAI TER ACORDO OU NÃO?

Até agora, esse é o resumo da ópera. Caso Confúcio aceite o apoio incondicional de Daniel à sua candidatura ao Senado e se contentar com isso, estará tudo resolvido. Mas se o Governador bater pé na exigência de que seu vice teria que abrir mão de outros compromissos partidários, para apoiar os nomes do MDB, como deixou transparecer na conversa com o repórter da TV de Ariquemes, não vai dar acordo. O jogo político está andando. Neste final de semana saberemos, enfim, se Confúcio sai do governo para disputar o Senado; se Daniel assume o poder, até 31 de dezembro próximo ou se tudo fica como está. O funil em direção às eleições de outubro está com seu bocal cada vez mais estreito. Todos os partidos e candidatos se mexem. O caso Confúcio/Daniel é um dos mais emblemáticos. No início da próxima semana, já se saberá o que os dois poderosos da política rondoniense decidiram. Acordo ou não? Respostas em breve. 

 

HOMENAGENS À DONA SUZANA

Do jeito que está o Brasil, em breve a assassina dos pais Suzana Von Richthoffen será libertada, depois de cumprir menos da metade da sua pena de 39 anos e alguns meses. Já tem vários benefícios, mas sua liberdade é iminente. Os pais que ela matou, segundo a baderna jurídica que beneficia criminosos, poderiam ser convocados para cumprir o restante da pena no lugar dela, mas infelizmente não vão poder comparecer, por motivo de força maior. Ela poderá, em breve, ser convidada para uma novela da Globo, onde faria o papel de um transexual que se acasalará com um alienígena, sob o patrocínio da Coca Cola. Será lançada candidata por algum partido de esquerda, com apoio total dos defensores dos direitos dos bandidos, com a bandeira da defesa dos pobres coitados que, apenas por matar os pais, são obrigados a ficar um tempão na cadeia. Desfilará, como homenageada, por ter ajudado a manter o controle de natalidade (matou os pais e eles não poderão mais ter filhos, deu pra entender?), em alguma Escola de Samba do Rio e sua vida virará um filme, produzido com recursos da Lei Rouanet, onde poderá concorrer a um Oscar, representando o cinema brasileiro. É uma tristeza se pensar num país em que toda essa ironia corre o risco até de se tornar realidade. Lamentável!

 

BEM VINDOS, NOVOS VIZINHOS!

Decisão da justiça federal do Rio de Janeiro transfere para o presídio federal de Porto Velho, mais um daqueles criminosos que  faz parte do rol dos grandes inimigos da sociedade brasileira. E ele virá exatamente para encontrar-se com quem? Isso mesmo: com seu maior rival. Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que aterrorizou  favelas do Rio de Janeiro, tentando tomar o poder que era de Antônio Bonfim Lopes, o Nem,,, esse outro bandidão já está numa cela do nosso Presídio Federal, vão se encontrar.  Agora, dois dos maiores rivais do crime, que certamente trarão para seu entorno parceiros e seguidores, como outros já o fizeram, estarão se confrontando dentro de uma cadeia considerada de segurança máxima, mas que pode, com essa decisão infeliz, se transformar num verdadeiro caldeirão. Ora, a decisão, que pode ter sido emanada de alguém que ainda acha que Porto Velho é capital de Roraima, deixa clara a não preocupação em manter, juntos, dois criminosos deste porte, que mesmo dentro da cadeia, continuam mandando no crime do lado de fora.  E que continuarão seus confrontos, seja no Rio de Janeiro, seja por aqui mesmo. É daqueles presentes gregos que enchem o saco da gente. Mas reclamar pra quem? Ninguém que nos representa protesta com veemência contra esses absurdos.

 

NAZIF E A MELHOR VOTAÇÃO

Ele voltou! Depois de longo tempo distante das ruas, o ex prefeito Mauro Nazif está de volta. Vai participar da eleição deste ano, concorrendo a uma vaga à Câmara Federal. O otimismo ronda ele e sua turma. O vice governador Daniel Pereira comentou, essa semana, que o partido não só quer eleger Nazif, mas o quer com a maior votação entre todos os candidatos a deputado federal, em outubro. Nazif teve passagens bastante vitoriosas pelo parlamento. Tanto na Assembleia como na Câmara, sempre teve atuação destacada. Seu problema foi com o Executivo. Eleito Prefeito de Porto Velho, depois de um mandato controvertido e abaixo de críticas, de apenas quatro anos, ele tentou a reeleição, mas sequer chegou ao segundo turno, ficando com uma votação muito aquém do esperado.  O PSB considera que a administração de Mauro Nazif foi bastante positiva e que sua história como parlamentar que seu partido considera diferenciada, podem levá-lo a uma eleição consagradora. Vamos ver se esse otimismo se confirmará nas urnas!

 

PT AINDA NÃO DECIDIU NADA

Marcos Pereira, membro do PT, é um nome quase desconhecido da porta para fora do partido, em Rondônia. Mas teria sido lançado como pré candidato ao Governo, há alguns meses. Só que a cúpula petista nunca confirmou oficialmente essa decisão. A tal ponto que o presidente regional, Lazinho da Fetagro, emitiu nota oficial contestado a indicação. Diz o texto, ao se referir diretamente ao assunto: “O Partido dos Trabalhadores não definiu e nem discutiu nenhum nome para representar a sigla nas eleições de outubro de 2018. A Executiva Estadual vem analisando o quadro político e discutindo com as bases do partido e no momento oportuno irá propor ao Diretório e a militância, a tática eleitoral a ser implementada em Rondônia pelo nosso partido”. Ou seja, qualquer indicação de nomes, seja para que cargo se quiser comentar, não tem ainda o aval do diretório estadual. Obviamente que, além do próprio Lazinho, o PT tem analisado candidaturas como as de Fátima Cleide, Roberto Sobrinho e Padre Ton, seus principais nomes hoje, no Estado. Mas, por enquanto, não há nada oficial sobre futuras candidaturas tanto ao Governo como ao Congresso ou à Assembleia.

 

SE NÃO É DITADURA, É  O QUE?

Como chamar um projeto de governo que acaba com a liberdade individual e com a liberdade religiosa;  que quer engessar a imprensa, ameaçando com  julgamentos sumários e penas duríssimas, a jornalista que escreverem contra os poderosos de plantão? Qual o nome que se daria a um governo que pretende ter o controle das empresas e as propriedades privadas? Pode-se chamar de democracia, um governo que pretende criminalizar as manifestações legítimas da população, a menos que elas lhes sejam favoráveis? Tem algum apelido, que não ditadura plena, a tentativa de criminalização da atuação dos médicos, dos caminhoneiros e que pretende até  controlar o deslocamento da população dentro do país? E isso é apenas uma pequena parcela das intenções do presidente da Bolívia, Evo Morales, em eternizar-se no poder e transformar seu país num estado socialista, onde só o governo tem razão, mexendo profundamente no Código Pena e na Constituição. Ora, se isso não é ditadura, o que é então? Qual o novo nome que se pode dar a isso tudo? Certamente que nem arremedo de democracia é. Respeita-se as opiniões em contrário, é claro, mas Don Evo está sim tentando transformar seu país no quintal de sua propriedade ideológica. É, claramente, tentativa de impor uma ditadura!

 

PERGUNTINHA

O que você achou das declarações da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT e do senador  Lindenberg Farias, de que a esquerda tem que radicalizar contra a Justiça e que se prender Lula, “vão ter que matar muita gente”?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 18/01/2018

LIBERDADE TOTAL OU CENSURA? COMO RESOLVER O CAOS DA CULTURA BRASILEIRA?

 

Será censura, protestar contra a letra de uma música que exalta o estupro e a transformação da mulher apenas como um objeto sexual descartável? Será censura exigir que manifestações culturais como as que colocam uma criança, uma menina de seis anos, tocando um homem nu numa exposição, seja extirpada do circuito de exposições culturais? Será censura os constantes protestos de alguns pais, Brasil afora, contra a exposição sexual em horário nobre de TV?  Serão apenas censores os que berraram contra cenas de lesbianismo e beijo gay entre duas garotas, numa novela para crianças e jovens, no final da tarde? Afinal, o que é arte e o que é censura? Alguém deveria ter o poder de censurar o que quer que se analise, num país onde a democracia é plena e a liberdade total? Todas essas perguntas vêm a calhar, nesse momento em que o Brasil se racha no meio, também nesta questão. De um lado estão os artista e seus seguidores e patrocinadores, que não aceitam controle algum sobre a criação cultural, seja nas artes, no cinema, na música, na poesia, no teatro. De outro, os que acham que criança junto com homem nu é cena impossível de se aceitar. Que acham que beijo gay entre meninas é forçação de barra. Que pensam que quando um cantor de funk, (um tal MC Diguinho), faz uma música de sucesso, compartilhada por milhões de pessoas nas redes sociais, dizendo, por exemplo: “só uma surubinha de leve, com essas filhas da puta; taca bebida nelas, depois taca a pica e abandona na rua”! é um absurdo. Isso é arte?  MD Diguinho diz que é. E avisa: se essa minha música é um incentivo ao estupro, muito prazer, sou o novo estuprador na praça!”. E agora?

Há sim uma parcela do mundo das artes com criatividade, bom gosto, senso crítico, exagerado até, às vezes; mas também é verdade que o domínio do que há de pior nas artes e na cultura foi solto, de uma só vez, na vida brasileira. Muitas músicas, adoradas por multidões, são horrorosas, sem poesia, sem criatividade, com rimas forçadas. Há muitos anos não surge algo que preste na musica popular brasileira. Não há textos novos no nosso teatro e os que aparecem, raramente, são sofríveis. As novelas ensinam sacanagem e putaria, mas pouco de cidadania e de respeito às famílias e às pessoas que não concordam com tudo isso.  Qual a última grande exposição de um artista brasileiro que mereceu destaque, a não ser por mau gosto e escândalos?  “Nossa música chegou à fase anal!”, lamentou o cantor Lulu Santos. É um resumo, mas infelizmente, é apenas uma pequena parte da triste e lastimável verdade: a porcaria cultural registra e toma conta do nosso país.. E cresce porque tem público!

 

 

O DEDO APONTADO, SEM HIPOCRISIA

Por que, então, estamos nesse profundo abismo do mau gosto e da baixaria? Ah, resposta fácil. Então, para se responder a todas essas perguntas, não se pode ser hipócrita. Tudo isso só cresce no nosso país porque tem público. O povão adora sacanagem, letras de músicas horrorosas,  de sentido duplo; adora cenas de sexo na TV e as aplaude, mesmo que seus filhos estejam crescendo com essa distorcida visão das coisas; aplaude um doido que escreve uma música transformando as mulheres em objetos, como se elas merecessem  serem maltratadas, estupradas e jogadas no meio da rua. Como se isso não ajudasse a piorar a situação, num país em que, todo o ano, 50 mil mulheres são estupradas.  Nenhuma dessas coisas terríveis que abundam na nossa cultura, teria qualquer chance de sucesso, se não tivesse o aval do público. Os que dizem que vivemos uma época de horror em termos culturais estão errados? O que disse Lulu Santos retrata a realidade, mas é apenas um resumo, uma pequena parte da triste e lastimável verdade: a porcaria cultural se amplia e toma conta do nosso país. E cresce apenas por um motivo: porque tem público!

 

DOIS PARTIDOS NA MÃO

Tem fofoca, tem conversa de bastidores, tem muita coisa falsa. Informação que é bom, pouca! Por exemplo: não há qualquer pingo de realidade na história de que o candidatíssimo ao Senado (ou ao Governo)  Expedito Júnior, estivesse pensando em trocar de partido, saindo do PSDB, por discordâncias com a presidente regional Mariana Carvalho. As divergências existem sim, mas estão distantes de uma ruptura. Expedito estaria assinando um atestado de burrice, caso deixasse que o ego o engolisse nesse episódio. Primeiro, porque ele só não tem a Presidência do partido tucano no Estado. Todos os demais cargos da Executiva são nomeações dele. Segundo, porque ele tem o total apoio do PSD, dominado no Estado por seu filho, o deputado federal Expedito Neto. Ora, se tem nas mãos duas siglas, porque abriria mão de uma delas? Só se fosse neófito na política ou ingênuo, coisas, aliás, que Expedito Júnior está longe de ser. Pelo contrário. Ele é experiente e conhece toda a malandragem do jogo político. Fica onde está e vai disputar ou o Senado (o que é muito mais provável) ou o Governo do Estado, pela sigla dos tucanos. E com parceria forte de todo o PSD, a menos que aconteça um grande terremoto político, o que está muito longe de ocorrer.

 

MACONHA PARA O GUINESS

Segundo informações de sua assessoria, a Polícia Rodoviária Federal, em Porto Velho, apreendeu a maconha mais cara do Planeta. Vai acabar indo para o livro de recordes do Guines. Enquanto o quilo “da boa” no mercado, comprando-se já por preço aviltado, não passa de 4 mil reais, para a PRF, sua apreensão de 27 quilos da droga, representou um prejuízo de 1 milhão e 300 mil reais aos traficantes. Ou seja, 48 mil e 150 reais o quilo. Um quilo de cocaína comum, no mercado, pode ser encontrado por até 25 mil reais Pois a maconha apreendida pelos patrulheiros, perto do centro de Porto Velho, dentro de uma camioneta, valeria muito mais. Se fossem 27 quilos de cocaína, o valor seria algo em torno de 675 mil reais, ou seja, a metade da apreensão. É importante que, quando as informações são repassadas à comunidade, que haja um mínimo de conteúdo, para que se tenha credibilidade. Colocar o quilo da maconha a mais de 48 mil reais, é algo tão fora do contexto, que, ao invés de se elogiar a ação eficaz dos policiais, o que se comenta é o superpreço da droga apreendida. Menos, menos! Ah, e para que não se diga que o colunista conhece tudo sobre drogas, nada disso. Basta pesquisar no Google que os preços estão todos lá!

 

OS PISTOLEIROS AGEM

Os crimes de pistolagem continuam ocorrendo em Rondônia e, infelizmente, a maioria deles jamais são punidos, simplesmente porque a polícia não descobre autores e nem mandantes. Na manhã desta terça, mais um desses assassinatos brutais e covardes foi registrado em Porto Velho. Dois motoqueiros, armados com pistolas Ponto 40 (aquelas que o cidadão comum jamais pode ter para se defender, mas que abundam nas mãos dos bandidos), fuzilaram, numa rua movimentada e em plena luz do dia, um ancião de 70 anos, fazendeiro. Não se sabe ainda os motivos do crime. Pode ser por questões de terras ou por dívidas, segundo teria comentado um dos familiares da vítima. O que surpreende é a facilidade com que esse tipo de assassino transita no meio da comunidade. Espera-se que esta brutalidade a mais, não entre também para o rol dos que nunca são esclarecidos. Matar já é uma moleza. Com a legislação de proteção à bandidagem, então, tornou-se melhor ainda para a prática de crimes de morte. Mata-se por meia dúzia de tostões, até porque os assassinos sabem que as chances de irem para a cadeia e/ou cumprirem longos penas é tão grande quando a do Sargento Garcia prender o Zorro. Lamentável!

 

NÃO HÁ POLÍCIA PRA TANTO LADRÃO!

Mais uma operação nacional da Polícia Federal e, outra vez, rondonienses também estiveram no alvo das investigações, em Porto velho, Ji-Paraná e Vilhena. Operação que busca desbaratar um grande esquema de importação ilegal de equipamentos médicos, foi realizada em 18 Estados e 43 cidades. Equipamentos sofisticados e caríssimos, como mamógrafos, tomógrafos, aparelhos de densitometria, que custam muito caro, eram trazidos para o país com notas falsas, como se fossem equipamentos tipográficos. Tudo para escapar das tributações e, ainda, sem passar pelo aval da Anvisa, já que só ela pode autorizar tais importações. Nas três cidades de Rondônia, foram apreendidos vários equipamentos, cujas notas fiscais emitidas por uma empresa de São Paulo, que os distribuía a todo o país, tinham valores de menos de 10 por cento  do seu custo real. Mesmo com todas as mudanças que o país está passando; com a descoberta, denúncia e prisão de corruptos, a sacanagem continha grassando país afora. É tanta gente roubando, corrompendo, fazendo mutretagens, que se chega a perder a esperança de que, algum dia, conseguiremos nos livrar dessa canalhada toda. Não há polícia suficiente para prender tanto corrupto e tanto ladrão...

 

PSL/LIVRES FICA COM BOLSONARO

Muda pouco no PSL (Livres), de Rondônia, depois que o partido se reuniu para definir quantos dos seus membros aceitariam continuar na sigla, depois do ingresso nele do presidenciável Jair Bolsonaro. Tão logo o polêmico deputado que quer suceder Michel Temer e sua equipe assumiram o PSL/Livres, em vários diretórios do país houve burburinho e vozes contrárias. Em Rondônia não foi diferente. Mas, reunida no último sábado, a cúpula do partido no Estado decidiu que permanecerá nele a maioria dos membros. A principal perda foi a do jovem empresário Augusto Pellucio, que chegou a ser cogitado até como pré candidato ao Governo, como uma cara nova na política. Pellucio decidiu abandonar o projeto de integrar o partido, mas continuará sua outa pela renovação na política. Ele é um dos poucos representantes da região, participantes de projeto nacional exatamente na direção de uma total renovação da filosofia e dos nomes na política brasileira.  Mas agora o fará fora do partido que  estava liderando. Os demais integrantes da sigla, contudo, vão ficar onde estão e apoiar o nome de Bolsonaro para a Presidência, nas eleições de outubro deste ano.

 

LOURA JUNIOR E A FIDELIDADE PARTIDÁRIA

Um porto velhense ilustre, especialista em Direito Eleitoral e que, aliás, já atuou como juiz na Justiça Eleitoral do Estado, recebeu um honroso convite: Ele partiu de grandes autoridades no assunto, entre as quais o ministro Luiz Fux, do TSE e do STF. O advogado Juacy Loura Júnior foi convidado para escrever artigo que fará parte de uma obra coletiva, relacionada com profundas questões da legislação eleitoral brasileira e que será apresentada em junho próximo, durante o VI Congresso Brasileiro de Direito Autoral, que acontecerá em Curitiba, de 22 a 26 de junho próximo. O convite, assinado por Fux e por especialistas como os professores Luiz Fernando Pereira e Walter de Moura Agra, propõe que Loura Júnior escreva, usando todo o seu conhecimento na área, sobre o tema “Fidelidade Partidária: Evolução do Seu Conceito e Perspectiva”! O texto informa que o convite ao rondoniense foi feito “em razão de sua elevada estima intelectual e da grande contribuição de sua produção acadêmica, além da destacada atuação profissional com o Direito Eleitoral do nosso país. É sem dúvida uma homenagem a Rondônia e a um dos seus representantes.

 

PERGUNTINHA

Você concorda com a possibilidade, que está sendo discutida, de que o famigerado cheque especial, aquele que tem os juros mais altos do mundo, seja liberado por apenas alguns meses por ano aos clientes dos bancos?

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 17/01/2018

A DITADURA BOLIVIANA, O FIM DE DIREITOS E A MÃO PESADA SOBRE O POVO

 

Circulam nas redes sociais e em toda a mídia da Bolívia, vários textos, denúncias e gravações sobre a radicalização de um sistema ditatorial, que pode começar a ser implantada no nosso vizinho, a partir dos próximos meses. Caso isso se confirme, que estejamos preparados: em breve, assim como temos uma invasão de venezuelanos desesperados nas nossas fronteiras, poderemos ver a repetição, com nossos irmãos bolivianos. O governo Evo Morales, enfim, tirou a máscara e tenta implantar um novo Código Penal em forma de ditadura, assim como muda questões importantes da Constituição. Quando a nova legislação vigorar, provavelmente no ano que vem, ela representará o fim de vários direitos da população civil. Ficará proibida, por exemplo,  qualquer manifestação, a não ser a favor do governo. Será o fim da  liberdade religiosa, abrindo uma perseguição sem precedentes a evangélicos e católicos; haverá proibição da livre circulação de cidadãos pelo país; reduzirá o direito à propriedade privada. Enfim, se implantado, o novo pacote de leis poderá transformar a Bolívia numa nova Cuba, semelhante à Venezuela. Questões polêmicas como a liberação total do aborto (abortar só dependerá da decisão da mulher) e o aumento do volume de drogas que podem ser traficadas e consumidas, com penas mínimas, também estão no novo Código. Os médicos estão ferrados. Qualquer erro poderá significar não só a perda do registro profissional, como pesadas penas de prisão e indenizações a eventuais vítimas. Há um desespero entre os profissionais da área, porque qualquer denúncia, representaria o fim de suas carreiras e de suas liberdades.

Tem mais: em casos de vítimas de acidentes trânsito, mesmo os culposos, sem intenção de matar, qualquer motorista poderá ser condenado a até oito anos de prisão, além pesadas indenizações. Jornalista que escrever o que for considerado  injúria, calúnia ou difamação (e é o governo quem vai decidir os critérios para esses casos), pode sofrer penas duríssimas. Os jornalistas terão julgamento sumário, por um tribunal ordinário, que anunciará a pena em  24 horas. A condenação pode representar cadeia em até oito anos. É sempre bom lembrar que a primeira coisa que as ditaduras fazem, quando querem dominar, é calar a imprensa. Há alguns i­­tens do novo Código Penal que parecem ser positivos, em defesa da população. Mas só parecem. Ao ignorar o amplo direito de defesa; ao impor vontade do governante de plantão; ao retirar direitos civis, a Bolívia corre o risco de mergulhar numa longa e terrível ditadura. E temos que considerar que é bem aqui, ao nosso lado. Estamos começando a ser cercados pelas ditaduras socialistas e comunistas. Os anos 60 voltaram, agora sob novas máscaras e discursos. É há os que querem fazer com o Brasil. Permitiremos?

 

 

 

INFERNO ASTRAL DA SAÚDE

Era esperada a série de problemas que o prefeito Hildon Chaves estaria enfrentando, nessa época do ano. As pesadas chuvas, as alagações, a possibilidade de nova enchente e a necessidade de obras da cidade, muito maior do que a Prefeitura consegue realizar, são fatores que não se podem ignorar, em todos os invernos amazônicos. Hildon, contudo, acabou tendo nas mãos um outro problema, gravíssimo e inesperado, mesmo depois de 13 meses no poder: a crise na saúde pública. Essa questão, nevrálgica na administração, tem tornado os dias do Prefeito de Porto Velho num verdadeiro inferno astral. Ele e sua equipe estão dando duro para tentar ao menos amenizar a situação, mas não está fácil. Com parcela dos médicos (que o próprio prefeito diz que são entre 20 por cento e 30 por cento do quadro), boicotando as ações da administração, só com muito jogo de cintura, decisões firmes e sem temor do confronto com os que não querem trabalhar direito, se poderá amenizar a crise. Claro que há médicos ruins, como ruins e incompetentes existem em todas as profissões. Mas a grande maioria trabalha direito e cumpre rigorosamente seu dever. Não dá para colocar toda a culpa nos profissionais. A Prefeitura tem é que remontar toda a sua estratégia para a saúde pública, enquanto faz as depurações necessárias. Soluções claras? Só muito mais à frente. Talvez em meses, não em semanas...

 

GENARO, CASSOL, EXPEDITO, HILDON...

Ainda sobre a Prefeitura, a grande novidade é a volta de José Genaro, o super secretário de Finanças do governo de Ivo Cassol, competente e com uma vida pública recheada de conquistas e lisuras, que será o homem das finanças da administração Hildon Chaves. Mais do que trazer um nome de peso para compor sua equipe, Hildon se aproxima do grupo de Cassol e, ao mesmo tempo, a indicação, que tem o aval de Expedito Júnior, representa, ao menos para qualquer análise do quadro político do Estado, de que o trio está começando a andar junto, em direção às eleições deste ano. Cassol, Expedito e Hildon, a nova liderança tucana, certamente andam falando a mesma linguagem, sobre a disputa de outubro. José Genaro é o elo de ligação entre eles. Além disso, o Prefeito da Capital ganha, ainda, um dos melhores e mais respeitados nomes para a área das finanças municipais. Se não houver mudança de última hora, Genaro assume a Semfaz na manhã desta quarta. Os grupos políticos começam a se formar, para a disputa deste ano.

 

NENHUMA MUDANÇA NO GOVERNO

Uma semana depois que seus assessores diretos entregaram seus pedidos de exoneração, não houve qualquer mudança, ao menos até esta terça, na equipe de governo Confúcio Moura. Nenhum dos pré candidatos (entre eles Evandro Padovani, Williames Pimentel, Ezequiel Neiva), deixaram seus cargos e nem seus substitutos foram indicados. Confúcio apressou-se a pedir que seus secretários e membros do primeiro escalão pedissem suas exonerações, para poder remontar sua equipe. Acontece que a partir de agora, quando sua pré candidatura ao Senado está resolvida e já se sabe que Daniel Pereira assumirá o governo em 5 de abril, a nova equipe certamente terá que passar pelo crivo do futuro comandante, que é quem vai governar até 31 de dezembro. Confúcio quer conversar muito com seu vice e até já avisou que fará várias exigências, antes de oficializar sua renúncia. Os dois têm um diálogo extremamente positivo e a tendência é que de haja um grande acordo, permitindo que Confúcio renuncie e Daniel assuma. Mas, nos bastidores, sabe-se que há, aqui e ali, algumas questões ainda pendentes, em relação a quem Daniel vai apoiar na disputa pelo Governo, principalmente. Será o esclarecimento dessa posição dele, a definição final sobre se o desembarque de Confúcio será mesmo efetivado. Nos próximos dias, o acordo entre ambos poderá ser selado. Mas ainda não está tudo OK...

 

 OS COVARDES DA INTERNET

“Não é terra de ninguém!”  Essa frase, no contexto de uma sentença da juíza Valdirene Clementele, de Pimenta Bueno, resume muito bem que a internet, enfim, começa a punir quem a utiliza para, imaginando-se anônimo e sem risco de punição,  atacar quem quer que seja, sempre de forma covarde. Na decisão, a magistrada determinou que o réu pague uma indenização de 10 mil reais ao presidente da Câmara Municipal da cidade, Paulo Brito Pereira, que foi o ofendido. O réu, em seu perfil, assacou várias acusações, com palavreado chulo, contra o político. Na visão da juíza Valdirene Clementele, a internet já é indispensável na vida das pessoas, porém, “deve-se ter consciência de que não é terra sem lei”. Destacou ainda que embora  não exista um diploma legal exclusivamente para tratar das relações virtuais, “aplica-se todas as regras da vida em sociedade, inclusive as de educação, etiqueta e bons modos”. O réu também foi condenado na área criminal. É um ótimo exemplo, para começar a controlar linguarudos, irresponsáveis e covardes, que, imaginando-se fora do alcance da lei, usam as redes sociais para ofender e agredir. Cadeia neles. Pesadas multas de reparação também!

 

MELHORIA NO EMPREGO

Há sim melhorias significativas na economia. Os sintomas são claros e tem se ampliado no dia a dia. Um exemplo deixa essa afirmação muito forte. O Sine, em meados do ano passado, conforme foi registrado aqui mesmo nessa coluna, passou boa parte de 2017, até perto do último trimestre, oferecendo meia dúzia de vagas aos desempregados. A coluna registrou, numa segunda-feira de agosto, que, para uma cidade de meio milhão de habitantes e milhares de desempregados, como Porto Velho, naquele dia o Sine oferecia apenas 11 vagas de emprego. As coisas mudaram, em poucos meses. Nesta última quinta-feira, dia 11 de janeiro, por exemplo, o mesmo Sistema Nacional de Emprego já mostrava outros dados, muito mais promissores. Eram oferecidos, naquela data, nada menos do que 140 empregos na Capital. A maioria ainda na área de vendas, deve-se destacar, mas havia vagas para diferentes profissionais, incluindo uma curiosidade: uma delas era para alfaiate, uma profissão que se imaginava, caminha para a extinção, como o datilógrafo e o sapateiro, entre tantas outras. O mercado começa a reagir lentamente, mas reage, O país continua tendo mais de 13 milhões de desempregados, mas a expectativa é que esse número caia muito em 2018, pelos avanços na economia. Rondônia deve seguir os mesmos passos.

 

HERMÍNIO, SEMPRE EM GUERRA!

O deputado Hermínio Coelho, que estava pensando seriamente em disputar  uma cadeira à Câmara Federal, parece que desistiu de vez do projeto e vai mesmo tentar a reeleição para a Assembleia. Um dos parlamentares mais polêmicos das últimas legislaturas, opositor ferrenho do governo Confúcio Moura (ao que parece é o único que tem enfrentado o Palácio Rio Madeira/CPA, nos últimos anos, ao menos), ele vai buscar mais um mandato, no meio do eleitorado que estaria descontente com o governo e que o considera um bom representante, para tentar continuar seu trabalho no parlamento rondoniense. Ex cobrador de ônibus, ex líder sindical, ex vereador, ex Presidente da Câmara de Vereadores e ex Presidente da Assembleia,, Hermínio é um político que se notabilizou em não ter papas na língua e de nunca abrir mão de suas convicções. Sua oposição a Confúcio Moura se acentuou quando, numa operação policial, um dos filhos do deputado foi preso, confundido com outra pessoa. O jovem ficou preso alguns dias, num dos casos de maior injustiça já praticados contra um inocente no Estado. Hermínio jamais perdoou o governo por essa situação e, por isso, não há e nem haverá diálogo entre ele e Confúcio, a quem culpa pessoalmente pelo episódio. 

 

PERGUNTINHA

Nesses tempos de crise, desemprego, violência, julgamento de Lula, confrontos ideológicos, o carnaval ainda tem o poder de dar uma pausa em toda essa confusão nacional? 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 17/01/2018

A DITADURA BOLIVIANA, O FIM DE DIREITOS E A MÃO PESADA DO ESTADO SOBRE O POVO

 

Circulam nas redes sociais e em toda a mídia da Bolívia, vários textos, denúncias e gravações sobre a radicalização de um sistema ditatorial, que pode começar a ser implantada no nosso vizinho, a partir dos próximos meses. Caso isso se confirme, que estejamos preparados: em breve, assim como temos uma invasão de venezuelanos desesperados nas nossas fronteiras, poderemos ver a repetição, com nossos irmãos bolivianos. O governo Evo Morales, enfim, tirou a máscara e tenta implantar um novo Código Penal em forma de ditadura, assim como muda questões importantes da Constituição. Quando a nova legislação vigorar, provavelmente no ano que vem, ela representará o fim de vários direitos da população civil. Ficará proibida, por exemplo,  qualquer manifestação, a não ser a favor do governo. Será o fim da  liberdade religiosa, abrindo uma perseguição sem precedentes a evangélicos e católicos; haverá proibição da livre circulação de cidadãos pelo país; reduzirá o direito à propriedade privada. Enfim, se implantado, o novo pacote de leis poderá transformar a Bolívia numa nova Cuba, semelhante à Venezuela. Questões polêmicas como a liberação total do aborto (abortar só dependerá da decisão da mulher) e o aumento do volume de drogas que podem ser traficadas e consumidas, com penas mínimas, também estão no novo Código. Os médicos estão ferrados. Qualquer erro poderá significar não só a perda do registro profissional, como pesadas penas de prisão e indenizações a eventuais vítimas. Há um desespero entre os profissionais da área, porque qualquer denúncia, representaria o fim de suas carreiras e de suas liberdades.

Tem mais: em casos de vítimas de acidentes trânsito, mesmo os culposos, sem intenção de matar, qualquer motorista poderá ser condenado a até oito anos de prisão, além pesadas indenizações. Jornalista que escrever o que for considerado  injúria, calúnia ou difamação (e é o governo quem vai decidir os critérios para esses casos), pode sofrer penas duríssimas. Os jornalistas terão julgamento sumário, por um tribunal ordinário, que anunciará a pena em  24 horas. A condenação pode representar cadeia em até oito anos. É sempre bom lembrar que a primeira coisa que as ditaduras fazem, quando querem dominar, é calar a imprensa. Há alguns i­­tens do novo Código Penal que parecem ser positivos, em defesa da população. Mas só parecem. Ao ignorar o amplo direito de defesa; ao impor vontade do governante de plantão; ao retirar direitos civis, a Bolívia corre o risco de mergulhar numa longa e terrível ditadura. E temos que considerar que é bem aqui, ao nosso lado. Estamos começando a ser cercados pelas ditaduras socialistas e comunistas. Os anos 60 voltaram, agora sob novas máscaras e discursos. É há os que querem fazer com o Brasil. Permitiremos?

 

 

 

INFERNO ASTRAL DA SAÚDE

Era esperada a série de problemas que o prefeito Hildon Chaves estaria enfrentando, nessa época do ano. As pesadas chuvas, as alagações, a possibilidade de nova enchente e a necessidade de obras da cidade, muito maior do que a Prefeitura consegue realizar, são fatores que não se podem ignorar, em todos os invernos amazônicos. Hildon, contudo, acabou tendo nas mãos um outro problema, gravíssimo e inesperado, mesmo depois de 13 meses no poder: a crise na saúde pública. Essa questão, nevrálgica na administração, tem tornado os dias do Prefeito de Porto Velho num verdadeiro inferno astral. Ele e sua equipe estão dando duro para tentar ao menos amenizar a situação, mas não está fácil. Com parcela dos médicos (que o próprio prefeito diz que são entre 20 por cento e 30 por cento do quadro), boicotando as ações da administração, só com muito jogo de cintura, decisões firmes e sem temor do confronto com os que não querem trabalhar direito, se poderá amenizar a crise. Claro que há médicos ruins, como ruins e incompetentes existem em todas as profissões. Mas a grande maioria trabalha direito e cumpre rigorosamente seu dever. Não dá para colocar toda a culpa nos profissionais. A Prefeitura tem é que remontar toda a sua estratégia para a saúde pública, enquanto faz as depurações necessárias. Soluções claras? Só muito mais à frente. Talvez em meses, não em semanas...

 

GENARO, CASSOL, EXPEDITO, HILDON...

Ainda sobre a Prefeitura, a grande novidade é a volta de José Genaro, o super secretário de Finanças do governo de Ivo Cassol, competente e com uma vida pública recheada de conquistas e lisuras, que será o homem das finanças da administração Hildon Chaves. Mais do que trazer um nome de peso para compor sua equipe, Hildon se aproxima do grupo de Cassol e, ao mesmo tempo, a indicação, que tem o aval de Expedito Júnior, representa, ao menos para qualquer análise do quadro político do Estado, de que o trio está começando a andar junto, em direção às eleições deste ano. Cassol, Expedito e Hildon, a nova liderança tucana, certamente andam falando a mesma linguagem, sobre a disputa de outubro. José Genaro é o elo de ligação entre eles. Além disso, o Prefeito da Capital ganha, ainda, um dos melhores e mais respeitados nomes para a área das finanças municipais. Se não houver mudança de última hora, Genaro assume a Semfaz na manhã desta quarta. Os grupos políticos começam a se formar, para a disputa deste ano.

 

NENHUMA MUDANÇA NO GOVERNO

Uma semana depois que seus assessores diretos entregaram seus pedidos de exoneração, não houve qualquer mudança, ao menos até esta terça, na equipe de governo Confúcio Moura. Nenhum dos pré candidatos (entre eles Evandro Padovani, Williames Pimentel, Ezequiel Neiva), deixaram seus cargos e nem seus substitutos foram indicados. Confúcio apressou-se a pedir que seus secretários e membros do primeiro escalão pedissem suas exonerações, para poder remontar sua equipe. Acontece que a partir de agora, quando sua pré candidatura ao Senado está resolvida e já se sabe que Daniel Pereira assumirá o governo em 5 de abril, a nova equipe certamente terá que passar pelo crivo do futuro comandante, que é quem vai governar até 31 de dezembro. Confúcio quer conversar muito com seu vice e até já avisou que fará várias exigências, antes de oficializar sua renúncia. Os dois têm um diálogo extremamente positivo e a tendência é que de haja um grande acordo, permitindo que Confúcio renuncie e Daniel assuma. Mas, nos bastidores, sabe-se que há, aqui e ali, algumas questões ainda pendentes, em relação a quem Daniel vai apoiar na disputa pelo Governo, principalmente. Será o esclarecimento dessa posição dele, a definição final sobre se o desembarque de Confúcio será mesmo efetivado. Nos próximos dias, o acordo entre ambos poderá ser selado. Mas ainda não está tudo OK...

 

 

OS COVARDES DA INTERNET

“Não é terra de ninguém!”  Essa frase, no contexto de uma sentença da juíza Valdirene Clementele, de Pimenta Bueno, resume muito bem que a internet, enfim, começa a punir quem a utiliza para, imaginando-se anônimo e sem risco de punição,  atacar quem quer que seja, sempre de forma covarde. Na decisão, a magistrada determinou que o réu pague uma indenização de 10 mil reais ao presidente da Câmara Municipal da cidade, Paulo Brito Pereira, que foi o ofendido. O réu, em seu perfil, assacou várias acusações, com palavreado chulo, contra o político. Na visão da juíza Valdirene Clementele, a internet já é indispensável na vida das pessoas, porém, “deve-se ter consciência de que não é terra sem lei”. Destacou ainda que embora  não exista um diploma legal exclusivamente para tratar das relações virtuais, “aplica-se todas as regras da vida em sociedade, inclusive as de educação, etiqueta e bons modos”. O réu também foi condenado na área criminal. É um ótimo exemplo, para começar a controlar linguarudos, irresponsáveis e covardes, que, imaginando-se fora do alcance da lei, usam as redes sociais para ofender e agredir. Cadeia neles. Pesadas multas de reparação também!

 

MELHORIA NO EMPREGO

Há sim melhorias significativas na economia. Os sintomas são claros e tem se ampliado no dia a dia. Um exemplo deixa essa afirmação muito forte. O Sine, em meados do ano passado, conforme foi registrado aqui mesmo nessa coluna, passou boa parte de 2017, até perto do último trimestre, oferecendo meia dúzia de vagas aos desempregados. A coluna registrou, numa segunda-feira de agosto, que, para uma cidade de meio milhão de habitantes e milhares de desempregados, como Porto Velho, naquele dia o Sine oferecia apenas 11 vagas de emprego. As coisas mudaram, em poucos meses. Nesta última quinta-feira, dia 11 de janeiro, por exemplo, o mesmo Sistema Nacional de Emprego já mostrava outros dados, muito mais promissores. Eram oferecidos, naquela data, nada menos do que 140 empregos na Capital. A maioria ainda na área de vendas, deve-se destacar, mas havia vagas para diferentes profissionais, incluindo uma curiosidade: uma delas era para alfaiate, uma profissão que se imaginava, caminha para a extinção, como o datilógrafo e o sapateiro, entre tantas outras. O mercado começa a reagir lentamente, mas reage, O país continua tendo mais de 13 milhões de desempregados, mas a expectativa é que esse número caia muito em 2018, pelos avanços na economia. Rondônia deve seguir os mesmos passos.

 

HERMÍNIO, SEMPRE EM GUERRA!

O deputado Hermínio Coelho, que estava pensando seriamente em disputar  uma cadeira à Câmara Federal, parece que desistiu de vez do projeto e vai mesmo tentar a reeleição para a Assembleia. Um dos parlamentares mais polêmicos das últimas legislaturas, opositor ferrenho do governo Confúcio Moura (ao que parece é o único que tem enfrentado o Palácio Rio Madeira/CPA, nos últimos anos, ao menos), ele vai buscar mais um mandato, no meio do eleitorado que estaria descontente com o governo e que o considera um bom representante, para tentar continuar seu trabalho no parlamento rondoniense. Ex cobrador de ônibus, ex líder sindical, ex vereador, ex Presidente da Câmara de Vereadores e ex Presidente da Assembleia,, Hermínio é um político que se notabilizou em não ter papas na língua e de nunca abrir mão de suas convicções. Sua oposição a Confúcio Moura se acentuou quando, numa operação policial, um dos filhos do deputado foi preso, confundido com outra pessoa. O jovem ficou preso alguns dias, num dos casos de maior injustiça já praticados contra um inocente no Estado. Hermínio jamais perdoou o governo por essa situação e, por isso, não há e nem haverá diálogo entre ele e Confúcio, a quem culpa pessoalmente pelo episódio. 

 

PERGUNTINHA

Nesses tempos de crise, desemprego, violência, julgamento de Lula, confrontos ideológicos, o carnaval ainda tem o poder de dar uma pausa em toda essa confusão nacional?

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 15/01/2018

MPF AMEAÇA EXÉRCITO COM AÇÃO JUDICIAL, SE NÃO FOREM ACEITOS MILITARES TRANSEXUAIS

E agora, José? O Ministério Público Federal, que colocou como uma de suas prioridades, senão a maior de todas, as questões de defesa da minoria LGBT e de gênero, decidiu comprar uma daquelas brigas que, certamente, darão o que falar. O MPF está “recomendando”, ou seja, ameaçando com processo Judicial, caso sua orientação não seja atendida, que as Forças Armadas Brasileiras aceitem militares transexuais em seus quadros e que não demitam qualquer membro do Exército, Marinha ou Aeronáutica por esse motivo. A “recomendação” quer que as questões de gênero não sejam motivos para reforma de militares e nem como entendimento de que isso seja tratado como uma forma de incapacidade para o serviço militar. Em muitas questões, onde além de cumprir a Constituição, membros do MPF também têm agido com orientação ideológica, principalmente nas questões indígenas, ambientais e nas de gênero, as ações tinham atingido vários segmentos da sociedade, mas ainda não tinham chegado aos meandros das Forças Armadas. Por enquanto, é claro, a  medida não tem caráter judicial, mas os procuradores Ana Padilha e Renato Machado, do MPF do Rio de Janeiro,  deram um prazo de 30 dias para que a recomendação comece a ser seguida. Em caso de descumprimento, é claro, ameaçam com uma ação na Justiça. Segundo texto divulgado por alguns veículos de comunicação do país, principalmente os que defendem também essas questões envolvendo minorias, quando o assunto é sexo e gênero, a recomendação do MPF leva em consideração casos de direitos humanos que teriam sido desrespeitados dentro das Forças Armadas. As três armas estariam reformando sistematicamente militares, por conta da condição ou orientação sexual, sob o fundamento da incapacidade para o serviço militar. Ao menos três membros, já  teriam sido extirpados do serviço, porque anunciaram que queriam mudar de sexo.

Até agora, nada de resposta das Forças Armadas, sempre refratárias a esse tema. Mas se sabe que há sim buchichos dentro dos quartéis, contestando a medida. Exército, Marinha e Aeronáutica têm uma série de regulamentos internos, que, para os comandos militares, devem ser cumpridos à risca. Os tempos são outros e agora as entidades civis se consideram aptas a intervir também em questões militares. Mas, nesse momento de confrontos ideológicos, em que os nervos estão a flor da pele e em que a ideologias estão acima do bom senso e dos interesses maiores da Pátria, não se sabe o que uma intervenção desse tipo, possa representar. Tomara que sejam seguidos apenas dos ritos constitucionais e que cada um cumpra rigorosamente com seu papel. Mas que é mexer com os milicos, é sim! Vamos ver o que eles vão dizer, já que até agora se mantém num silêncio total sobre o assunto.

 

 

ESFORÇO PARA MELHORAR

O prefeito Hildon chaves, que participou nesta segunda do programa dos Dinos  na Rádio Parecis FM (Papo de Redação, de segunda a sexta, meio dia às 14 horas) , deu uma lição de humildade e de respeito à população. Reconheceu os graves problemas da saúde e disse que vai lutar com todas as suas forças para resolvê-los. Explicou que há problemas estruturais graves na saúde, que agora estão sendo corrigidos, como um sistema em que os vendedores de medicamentos para a Prefeitura só querem entregar os produtos mais caros, evitando fazê-lo com aqueles mais simples e mais baratos, para obrigar o Município a investir naquilo que custa mais, causando prejuízos aos doentes. Denunciou também alguns poucos médicos (embora tenha elogiado a grande maioria deles), que, segundo afirmou, estariam boicotando a saúde municipal, para prejudicá-la. Contou ainda sobre a existência exagerada de atestados médicos para alguns profissionais e até o caso de um deles que apresentou atestado, dizendo-se doente e poucas horas depois apareceu num Selfie, no Facebook, trabalhando num hospital particular. Esse médico, depois de descoberto, pediu demissão. Enfim, Hildon não jogou os problemas para baixo do tapete. Pelo contrário. E disse que esse será o ano da saúde em seu governo e que vai melhorá-la muito. Esperemos que seja assim...

 

NAS MÃOS DE DANIEL PEREIRA

Até que enfim! O governador Confúcio Moura finalmente falou como pré candidato ao Senado e avisou que deixará o cargo em 5 de abril próximo. Falou o que todos já sabiam, mas que ele evitava definir publicamente. Foi numa entrevista a uma emissora de TV de Ariquemes, sua cidade. Confúcio disse que a decisão passará ainda por uma longa conversa com o vice Daniel Pereira, sobre compromissos que deverão ser firmados, ao mesmo tempo em que aproveitou para “encher a bola” do seu atual vice e que assumirá o poder por nove meses. O Governador rondoniense, que completou sete anos no comando do Estado, fez da sua pré candidatura um mistério da porta para fora do Palácio, até que o MDB o confirmasse, oficialmente, como o segundo nome do partido a disputar uma das duas vagas. O outro nome na corrida é o do atual senador Valdir Raupp. Confúcio e Daniel começam, a partir dessa semana, uma série de encontros, para definir como a troca de comando se dará. Daniel, que não será candidato a nada neste ano, já avisou que manterá ao menos 90 por cento dos atuais membros da equipe de Confúcio.  

 

SÓ COM O APOIO DO VICE

A novidade no tema, que já estava definido desde a sexta passada, quando o MDB confirmou Confúcio como candidato, é que ele só não entra na disputa, caso Daniel Pereira decida apoiar outro candidato, que não ele mesmo, o titular que vai renunciar para passar o Governo ao seu vice e o grupo que está dando amparo a esse projeto. Se Daniel, por exemplo, decidir apoiar o senador Acir Gurcacz, candidato ao Governo pelo PDT, aliado ao PSB de Daniel, Confúcio não deixaria o Governo, pelo que se depreende de suas declarações à TV em Ariquemes. O que Daniel já afirmou é que dará continuidade ao trabalho de Confúcio e que pouco mudará a equipe. Chegou a dizer que apoiaria tanto Maurão de Carvalho, o nome do MDB, quanto o pedetista Gurgacz, numa entrevista em que falou sobre o assunto, à  Sandra Santos, apresentadora da SICTV e que ele, Daniel, não será candidato a nenhum cargo, a não ser o de comandar o Governo até o último dia da atual administração, em 31 de dezembro próximo. Ou seja, ao menos até agora, o vice governador não afirmou que abrirá mão dos interesses do seu partido e do seu grupo político, para ficar ao lado do MDB, de Confúcio, de Raupp e de Maurão, contra qualquer outro projeto. Será que se não fizer isso, Confúcio deixaria o Governo assim mesmo? Por suas declarações em Ariquemes, nesse caso, ele ficaria onde está. Veremos o que vai acontecer, nos próximos dias...

 

UM INIMIGO NO FRONT

Durante anos, o milionário Roberto Dorner tem sido o principal inimigo de obras importantes para a região como as ponte sobre do rio Madeira, tanto no bairro da Balsa quanto em Abunã e não quer ver concluídas, jamais, as obras de restauração da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus. Dono de dezenas de balsas, que o transformaram num dos empresários mais bem sucedidos da Amazônia, Dorner já foi deputado federal por meio mandato, quando assumiu um parte do mandato do então deputado Pedro Henry, condenado nas rolos do Mensalão. Tentou a reeleição e não conseguiu. Tentou ser prefeito da cidade de Sinop, no Mato Grosso, mas não conseguiu também, apesar da campanha milionária. Agora, Dorner quer se apresentar novamente como candidato a Câmara Federal como um nome “novo”. Caso eleito, certamente vai lutar desesperadamente para atrasar todas as obras de infraestrutura da região, que possam afetar seus negócios. Se depender dele, a 319 vai voltar a ser tomada pela floresta, eternamente. Vade retro!

 

PEQUENAS TRAGÉDIAS SEMANAIS

O final de semana voltou a ser um resumo da violência que estamos vivendo, muito disso graças às leis benevolentes, apoiadoras do crime e da brutalidade, implantadas no país desde os últimos 20 anos, principalmente. Em Rondônia, houve violência, irresponsabilidade e acidentes também nas águas, como no caso da morte de pai e filho, no naufrágio de um pequeno barco, na região de Abunã. Teve de tudo: assassinatos, tiroteios, assaltos violentos, reação da população, linchando bandido (essa, aliás, é uma situação que se registra praticamente todos os dias). Teve acidentes com mortes nas rodovias e jovens perdendo a vida na cidade, o acidente que vitimou uma garota, atropelada por um caminhão,  que passou o sinal vermelho e destruiu a moto que ela pilotava. Houve também brigas familiares, com vítimas fatais e feridos, causadas pela bebedeira, motivação comum  dessas pequenas tragédias caseiras. Destaca-se, ainda, mais de uma dezena e meia de presos por estarem dirigindo embriagados. Entre os detidos, policiais, médicos, jornalistas, donas de casa. Parece que a irresponsabilidade, ao invés de diminuir, aumenta. Lamentável é que as penas são tão frágeis e que ninguém fique ao menos um dia atrás das grades. Será que ainda seremos um país decente e com leis duras, que realmente inibam o crime e puna os irresponsáveis?

 

SERÁ O FIM DO FANTASMÓDROMO?

Quase 7 mil servidores do Estado vão ficar sem salário de janeiro. Mesmo com toda a divulgação, com a insistência das secretarias e dos órgãos de controle do Governo, todos eles ignoraram a exigência de recadastramento e simplesmente  não o fizeram. Serão fantasmas? Claro que a maioria não se recadastrou por falta de atenção, de respeito às ordens superiores ou por burrice mesmo. Sim, tem gente tão burra no serviço público, que acha que recadastramento é só para os outros! Mas deve haver sim, nestes milhares que ficarão fora da folha neste início de ano, gente que estava recebendo sem trabalhar. Foram descobertos, ao que parece. A grande maioria certamente vai regularizar sua situação, para voltar à folha de pagamento do Estado. O que fica claro é que, mesmo com protestos daqui a dali, é vital que o Governo, de vez em quando faça mesmo o recadastramento de todo o funcionalismo. Caso contrário, poderemos a voltar a viver épocas em que o fantasmódromo dominava vários órgãos oficiais. Isso, ao que parece, está acabando. Merece elogios...

 

PERGUNTINHA

Um pouco de ironia: a  nove dias do julgamento em segunda instância do ex Presidente Lula, você se assustou com a enorme mobilização nacional dos petistas e aliados, em defesa dele,  realizada neste final de semana em todo o país? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 15/01/2018

MPF AMEAÇA EXÉRCITO COM AÇÃO JUDICIAL, CASO NÃO SEJAM ACEITOS MILITARES TRANSEXUAIS

MPF AMEAÇA EXÉRCITO COM AÇÃO JUDICIAL, CASO NÃO SEJAM ACEITOS MILITARES TRANSEXUAIS

E agora, José? O Ministério Público Federal, que colocou como uma de suas prioridades, senão a maior de todas, as questões de defesa da minoria LGBT e de gênero, decidiu comprar uma daquelas brigas que, certamente, darão o que falar. O MPF está “recomendando”, ou seja, ameaçando com processo Judicial, caso sua orientação não seja atendida, que as Forças Armadas Brasileiras aceitem militares transexuais em seus quadros e que não demitam qualquer membro do Exército, Marinha ou Aeronáutica por esse motivo. A “recomendação” quer que as questões de gênero não sejam motivos para reforma de militares e nem como entendimento de que isso seja tratado como uma forma de incapacidade para o serviço militar. Em muitas questões, onde além de cumprir a Constituição, membros do MPF também têm agido com orientação ideológica, principalmente nas questões indígenas, ambientais e nas de gênero, as ações tinham atingido vários segmentos da sociedade, mas ainda não tinham chegado aos meandros das Forças Armadas. Por enquanto, é claro, a  medida não tem caráter judicial, mas os procuradores Ana Padilha e Renato Machado, do MPF do Rio de Janeiro,  deram um prazo de 30 dias para que a recomendação comece a ser seguida. Em caso de descumprimento, é claro, ameaçam com uma ação na Justiça. Segundo texto divulgado por alguns veículos de comunicação do país, principalmente os que defendem também essas questões envolvendo minorias, quando o assunto é sexo e gênero, a recomendação do MPF leva em consideração casos de direitos humanos que teriam sido desrespeitados dentro das Forças Armadas. As três armas estariam reformando sistematicamente militares, por conta da condição ou orientação sexual, sob o fundamento da incapacidade para o serviço militar. Ao menos três membros, já  teriam sido extirpados do serviço, porque anunciaram que queriam mudar de sexo.

Até agora, nada de resposta das Forças Armadas, sempre refratárias a esse tema. Mas se sabe que há sim buchichos dentro dos quartéis, contestando a medida. Exército, Marinha e Aeronáutica têm uma série de regulamentos internos, que, para os comandos militares, devem ser cumpridos à risca. Os tempos são outros e agora as entidades civis se consideram aptas a intervir também em questões militares. Mas, nesse momento de confrontos ideológicos, em que os nervos estão a flor da pele e em que a ideologias estão acima do bom senso e dos interesses maiores da Pátria, não se sabe o que uma intervenção desse tipo, possa representar. Tomara que sejam seguidos apenas dos ritos constitucionais e que cada um cumpra rigorosamente com seu papel. Mas que é mexer com os milicos, é sim! Vamos ver o que eles vão dizer, já que até agora se mantém num silêncio total sobre o assunto.

 

 

ESFORÇO PARA MELHORAR

O prefeito Hildon chaves, que participou nesta segunda do programa dos Dinos  na Rádio Parecis FM (Papo de Redação, de segunda a sexta, meio dia às 14 horas) , deu uma lição de humildade e de respeito à população. Reconheceu os graves problemas da saúde e disse que vai lutar com todas as suas forças para resolvê-los. Explicou que há problemas estruturais graves na saúde, que agora estão sendo corrigidos, como um sistema em que os vendedores de medicamentos para a Prefeitura só querem entregar os produtos mais caros, evitando fazê-lo com aqueles mais simples e mais baratos, para obrigar o Município a investir naquilo que custa mais, causando prejuízos aos doentes. Denunciou também alguns poucos médicos (embora tenha elogiado a grande maioria deles), que, segundo afirmou, estariam boicotando a saúde municipal, para prejudicá-la. Contou ainda sobre a existência exagerada de atestados médicos para alguns profissionais e até o caso de um deles que apresentou atestado, dizendo-se doente e poucas horas depois apareceu num Selfie, no Facebook, trabalhando num hospital particular. Esse médico, depois de descoberto, pediu demissão. Enfim, Hildon não jogou os problemas para baixo do tapete. Pelo contrário. E disse que esse será o ano da saúde em seu governo e que vai melhorá-la muito. Esperemos que seja assim...

 

NAS MÃOS DE DANIEL PEREIRA

Até que enfim! O governador Confúcio Moura finalmente falou como pré candidato ao Senado e avisou que deixará o cargo em 5 de abril próximo. Falou o que todos já sabiam, mas que ele evitava definir publicamente. Foi numa entrevista a uma emissora de TV de Ariquemes, sua cidade. Confúcio disse que a decisão passará ainda por uma longa conversa com o vice Daniel Pereira, sobre compromissos que deverão ser firmados, ao mesmo tempo em que aproveitou para “encher a bola” do seu atual vice e que assumirá o poder por nove meses. O Governador rondoniense, que completou sete anos no comando do Estado, fez da sua pré candidatura um mistério da porta para fora do Palácio, até que o MDB o confirmasse, oficialmente, como o segundo nome do partido a disputar uma das duas vagas. O outro nome na corrida é o do atual senador Valdir Raupp. Confúcio e Daniel começam, a partir dessa semana, uma série de encontros, para definir como a troca de comando se dará. Daniel, que não será candidato a nada neste ano, já avisou que manterá ao menos 90 por cento dos atuais membros da equipe de Confúcio.  

 

SÓ COM O APOIO DO VICE

A novidade no tema, que já estava definido desde a sexta passada, quando o MDB confirmou Confúcio como candidato, é que ele só não entra na disputa, caso Daniel Pereira decida apoiar outro candidato, que não ele mesmo, o titular que vai renunciar para passar o Governo ao seu vice e o grupo que está dando amparo a esse projeto. Se Daniel, por exemplo, decidir apoiar o senador Acir Gurcacz, candidato ao Governo pelo PDT, aliado ao PSB de Daniel, Confúcio não deixaria o Governo, pelo que se depreende de suas declarações à TV em Ariquemes. O que Daniel já afirmou é que dará continuidade ao trabalho de Confúcio e que pouco mudará a equipe. Chegou a dizer que apoiaria tanto Maurão de Carvalho, o nome do MDB, quanto o pedetista Gurgacz, numa entrevista em que falou sobre o assunto, à  Sandra Santos, apresentadora da SICTV e que ele, Daniel, não será candidato a nenhum cargo, a não ser o de comandar o Governo até o último dia da atual administração, em 31 de dezembro próximo. Ou seja, ao menos até agora, o vice governador não afirmou que abrirá mão dos interesses do seu partido e do seu grupo político, para ficar ao lado do MDB, de Confúcio, de Raupp e de Maurão, contra qualquer outro projeto. Será que se não fizer isso, Confúcio deixaria o Governo assim mesmo? Por suas declarações em Ariquemes, nesse caso, ele ficaria onde está. Veremos o que vai acontecer, nos próximos dias...

 

UM INIMIGO NO FRONT

Durante anos, o milionário Roberto Dorner tem sido o principal inimigo de obras importantes para a região como as ponte sobre do rio Madeira, tanto no bairro da Balsa quanto em Abunã e não quer ver concluídas, jamais, as obras de restauração da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus. Dono de dezenas de balsas, que o transformaram num dos empresários mais bem sucedidos da Amazônia, Dorner já foi deputado federal por meio mandato, quando assumiu um parte do mandato do então deputado Pedro Henry, condenado nas rolos do Mensalão. Tentou a reeleição e não conseguiu. Tentou ser prefeito da cidade de Sinop, no Mato Grosso, mas não conseguiu também, apesar da campanha milionária. Agora, Dorner quer se apresentar novamente como candidato a Câmara Federal como um nome “novo”. Caso eleito, certamente vai lutar desesperadamente para atrasar todas as obras de infraestrutura da região, que possam afetar seus negócios. Se depender dele, a 319 vai voltar a ser tomada pela floresta, eternamente. Vade retro!

 

PEQUENAS TRAGÉDIAS SEMANAIS

O final de semana voltou a ser um resumo da violência que estamos vivendo, muito disso graças às leis benevolentes, apoiadoras do crime e da brutalidade, implantadas no país desde os últimos 20 anos, principalmente. Em Rondônia, houve violência, irresponsabilidade e acidentes também nas águas, como no caso da morte de pai e filho, no naufrágio de um pequeno barco, na região de Abunã. Teve de tudo: assassinatos, tiroteios, assaltos violentos, reação da população, linchando bandido (essa, aliás, é uma situação que se registra praticamente todos os dias). Teve acidentes com mortes nas rodovias e jovens perdendo a vida na cidade, o acidente que vitimou uma garota, atropelada por um caminhão,  que passou o sinal vermelho e destruiu a moto que ela pilotava. Houve também brigas familiares, com vítimas fatais e feridos, causadas pela bebedeira, motivação comum  dessas pequenas tragédias caseiras. Destaca-se, ainda, mais de uma dezena e meia de presos por estarem dirigindo embriagados. Entre os detidos, policiais, médicos, jornalistas, donas de casa. Parece que a irresponsabilidade, ao invés de diminuir, aumenta. Lamentável é que as penas são tão frágeis e que ninguém fique ao menos um dia atrás das grades. Será que ainda seremos um país decente e com leis duras, que realmente inibam o crime e puna os irresponsáveis?

 

SERÁ O FIM DO FANTASMÓDROMO?

Quase 7 mil servidores do Estado vão ficar sem salário de janeiro. Mesmo com toda a divulgação, com a insistência das secretarias e dos órgãos de controle do Governo, todos eles ignoraram a exigência de recadastramento e simplesmente  não o fizeram. Serão fantasmas? Claro que a maioria não se recadastrou por falta de atenção, de respeito às ordens superiores ou por burrice mesmo. Sim, tem gente tão burra no serviço público, que acha que recadastramento é só para os outros! Mas deve haver sim, nestes milhares que ficarão fora da folha neste início de ano, gente que estava recebendo sem trabalhar. Foram descobertos, ao que parece. A grande maioria certamente vai regularizar sua situação, para voltar à folha de pagamento do Estado. O que fica claro é que, mesmo com protestos daqui a dali, é vital que o Governo, de vez em quando faça mesmo o recadastramento de todo o funcionalismo. Caso contrário, poderemos a voltar a viver épocas em que o fantasmódromo dominava vários órgãos oficiais. Isso, ao que parece, está acabando. Merece elogios...

 

PERGUNTINHA

Um pouco de ironia: a  nove dias do julgamento em segunda instância do ex Presidente Lula, você se assustou com a enorme mobilização nacional dos petistas e aliados, em defesa dele,  realizada neste final de semana em todo o país? 

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Sérgio Pires 13/01/2018

NO TEATRO DA POLÍTICA, ESTÁ TUDO CERTO. SÓ FALTA AGORA COMBINAR COM O ELEITOR...

 

O teatro da política é cativante, para quem vive e gosta dela. Mais uma encenação, em alto nível, diga-se de passagem, ocorreu nessa semana, quando foi oficializada a pré candidatura de Confúcio Moura ao Senado. Os preparativos já vinham há meses. Ele sempre foi candidato, mas nunca falou abertamente sobre o assunto. Poderia até sair do seu partido, o MDB, caso não pudesse concorrer pela sigla em que milita há mais de três décadas. Enquanto isso, seus companheiros faziam de conta que estava tudo certo, que o nome para o Senado seria Valdir Raupp e apenas ele. Claro que o cenário estava montado para um gran finale: nesta semana, Confúcio e MDB abraçaram-se publicamente. A candidatura dele, que só era negada pelo próprio, dentro do contexto da importância da encenação, foi enfim saudada por seu partido e seus companheiros. Ou seja: o MBD (o P não existe mais) terá mesmo dois nomes na corrida pelas duas vagas ao Senado. Além disso, o partido confirmou, novamente, como o tem feito várias vezes, que o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, será sim o seu candidato ao Governo, não importam as conversas, fofocas e maldades de que ele poderia ser traído na última hora, como já ocorreu com outras pré candidaturas. Dessa vez, não haverá rasteira. O MDB busca aliados, mas seu projeto básico está montado: quer o Governo novamente, com Maurão e as duas vagas ao Senado, em 2018, com Valdir Raupp e Confúcio Moura. Baixam-se as cortinas. Aplausos. Tudo está no seu lugar.

Não se pode negar que o MDB vem com nomes da pesada para a corrida das urnas neste ano. Maurão é hoje um candidato sólido e promissor na política rondoniense. Vem crescendo em todas as pesquisas e, muito tempo antes do pleito, já tem densidade eleitoral para chegar ao segundo turno e, nele, sair-se vitorioso. Valdir Raupp vai em busca de mais um mandato como Senador e, mesmo com todo o noticiário negativo que tem sofrido, continua sempre como um dos nomes preferidos para manter-se onde está. Confúcio Moura entra na corrida com pesquisa recente, embora feita pelos grupos palacianos e políticos ligados a ele, já o colocando à frente de Expedito Júnior. O que o MDB aguarda agora é a decisão de que  Ivo Cassol possa ou não concorrer (ele lidera todas as pesquisas ao Governo) e que Expedito Júnior desista do Senado, para tentar o Governo. Nesse cenário, acredita a cúpula do partido, o MDB pode fazer cabelo, barba e bigode, ou seja, compor as maiores bancadas na Assembleia; eleger o Governador e dois senadores. Faltará ainda, é claro, combinar com o eleitor. Mas daí já é outra história!

 

 

RONDÔNIA CONTINUARÁ DIFERENTE

Com a decisão da saída de Confúcio do governo, até no máximo dia 7 de abril, o novo comandante do Estado será Daniel Pereira. Ele está preparadíssimo para o desafio. Teve uma presença constante nas ações de governo, conhece profundamente a estrutura e já definiu, inclusive, que manterá praticamente toda a equipe atual, talvez com uma mudança aqui ou ali. O quadro em que se consolidou a pré candidatura de Confúcio, permite que Daniel comece já a pensar na forma em que conduzirá o Estado durante os nove meses de 2018, para concluir o mandato. Como ele garante que não será candidato nem ao Governo (e poderia, se quisesse), todo o seu esforço e nem a qualquer outro cargo, seus esforços serão direcionados apenas a governar. O que, aliás, já é um desafio inominável. Quem conhece Daniel Pereira tem certeza de que ele seguirá os passos de Confúcio, na questão da contenção de gastos e pagamentos religiosos de todos os compromissos. E que acrescentará ainda experiências pessoais, como iniciativas da educação, setor que ele pretende priorizar. Enfim, sai Confúcio, entra Daniel e, ao que tudo indica, Rondônia continuará em seu caminho como um Estado diferenciado, escapando da crise nacional.

 

VIAGEM INFERNAL

A segunda-feira marca mais um dia de travessia do que alguns insistem em chamar de rodovia: a BR 319, que deveria ligar, por asfalto, Porto Velho até Manaus, numa extensão próxima a 900 quilômetros. Liderada pelo senador Acir Gurgacz, membros da Comissão de Infraestrutura do Senado e representantes de várias instituições e entidades vão tentar chegar à capital manauara via terrestre, enfrentando os pelo menos 450 quilômetros infernais da estrada, abandonada há muitos anos. Como os donos da Amazônia (ONGs internacionais e nacionais; comando do Ministério do Meio Ambiente, à frente o tenebroso Sarney Filho, todo poderoso; Ibama, CMbio: parte do Ministério Público Federal, parte do Judiciário e agora apoiados por empresas de navegação, que só querem ver a rodovia pronta no Dia de São Nunca) não dão aval, a 319 é apenas uma meia rodovia, que ligada pouco a quase nada. Seu perímetro central, mais ou menos equivalente à metade do trajeto, jamais fica pronto, pelas pressões, pela morosidade, pelo boicote, por sucessões de decisões judiciais, algumas inacreditáveis. Mesmo assim, há ainda quem acredite que um dia vamos, por asfalto de qualidade, até Manaus. Nesta segunda, outra tentativa nesse sentido será feita. Tomara que não seja mais uma apenas em vão!

 

HISTÓRIAS DA NOSSA POLÍTICA

Histórias da política rondoniense, que pouca gente conhece. Em meados de 2010, Confúcio Moura tinha desistido de concorrer ao Governo. Um encontro de peemedebistas no Aquarius Selva Hotel, pertencente à família Castro, foi agendado para definir candidaturas. A ex deputada Sueli Aragão parecia ser a preferida para ser o nome do partido. Confúcio, em meio aos debates, achou por bem abrir mão de uma possível candidatura e foi embora para Ariquemes.. Estava já na estrada quando recebeu uma ligação do senador Valdir Raupp, pedindo que ele voltasse. Havia muita gente que queria era o ex prefeito de Ariquemes como candidato. Confúcio voltou, aceitou a missão e acabou se elegendo governador. Em sua reeleição, também ocorreu algo parecido. Confúcio não queria concorrer novamente. Tinha já avisado que não iria para um segundo mandato. Foram seus companheiros de partido que o convenceram a enfrentar as urnas novamente. Ambas as histórias foram contadas pelo senador Valdir Raupp, ao lembrar que ele e Confúcio são companheiros de política e de partido, há 35 anos. “E sempre vencemos”!, acrescentou Raupp.

 

O PERIGO DAS ÁGUAS

Especialistas dizem que há sim, risco de enchente em Porto Velho e na região banhada pelo rio Madeira, que vai até o Acre, mas que provavelmente caso isso ocorra, a força dela não será tão violenta como foi a de 2014. Mesmo assim, os cuidados começaram. O prefeito Hildon Chaves anunciou medidas de prevenção, principalmente para atender as populações do Baixo Madeira e para evitar que não se repitam as grandes perdas de três anos atrás, quando houve enorme destruição, ao ponto de alguns locais onde moravam várias famílias, terem simplesmente desaparecido. Hildon sobrevoou toda a região, buscou informações com os especialistas e determinou ações da defesa civil. O rio Madeira está subindo bastante sim, pela cheia que já chegou à Bolívia e Peru, nascentes dos rios que o abastecem, mas, ao menos por enquanto, não se espera uma cheia com o potencial destrutivo daquela histórica, de 2014. Tomara que assim seja!

 

UMA ETNIA QUE PODE DESAPARECER

Já chegaram à fronteira brasileira, fugidos do terror de um governo comunista (que só protege os índios no discurso) e da violenta crise que assola seu país, pequenos grupos da  etnia Warao, originários da região noroeste da Venezuela. Como para esses pobres indígenas, apavorados e morrendo às dezenas, não há ONGs e nem vozes importantes que os defenda, por isso não dá dinheiro e nem prestígio, é bom que se conte a história deles. Grande parte dos homens da etnia já morreu. As mulheres e alguns poucos sobreviventes masculinos, além de crianças de várias idades, perambulam em busca de ajuda. O motivo? Uma verdadeira epidemia de Aids que atacou o grupo. A etnia indígena já chegou a ter 50 mil membros e estudos preliminares apontam que pelo menos 10 por cento de todos eles estão infectados pela doença. Centenas já teriam morrido, porque o tipo de Aids que os ataca é um dos mais agressivos. A morte, em agonia e abandono, pode acontecer às vezes apenas semanas após a infecção. Tanto na Venezuela próxima a uma guerra civil, imposta pelo governo de Nícolas Maduro quanto na maioria das instituições que tratam de questões indígenas, ninguém tem tempo para os pobres Warao. Se não forem tratados com urgência, toda a etnia tende a sumir. Uma tragédia, que se desenrola em silêncio, bem pertinho de nós.

 

CASSOL E EXPEDITO

Todos os cenários em que seus adversários planejam a eleição estadual deste ano,  excluem o nome do senador Ivo Cassol. De propósito. Embora ele tenha boas chances de concorrer, inclusive poderia fazê-lo sub judice, os seus concorrentes acham que isso será muito difícil. Para entender a situação, é simples: até agora, como o nome de Cassol está em todas as pesquisas, ele lidera praticamente em todos os cenários. Se a eleição fosse hoje e ele fosse candidato, por exemplo, estaria sem dúvida num segundo turno, embora seus partidários defendam que ele poderia vencer até no primeiro turno, o que daí já é mais torcida do que possibilidade real. Os principais nomes da corrida estadual (Maurão de Carvalho e Acir Gurgacz), acham que Cassol não poderá concorrer. Pode ser que sim, pode ser que não. No caso de Cassol ficar fora da disputa, o tucano Expedito Júnior pode mudar de planos e deixar a corrida ao Senado para disputar o Governo. Nesse caso, os beneficiados seriam Confúcio Moura e Waldir Raupp e até Jesualdo Pires, que não teriam pelo caminho um adversário fortíssimo. A disputa de 2018 está andando para ser histórica!

 

PERGUNTINHA

Mesmo com o décimo primeira aumento do preço da gasolina em menos de três meses, você é daquelas que acreditam nos números oficiais do Governo, informando que temos a mais baixa inflação das últimas décadas?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 12/01/2018

TRANSPOSIÇÃO: RONDÔNIA PERDEU 252 MILHÕES DE REAIS EM APENAS UM ANO

 

A verdade é que, apesar dos esforços de autoridades de Rondônia e de senadores e deputados federais, a transposição dos servidores do ex Território para os quadros federais tem sido realizada a passos lentíssimos, pela absurda má vontade da União para com nosso Estado. Enquanto para regularizar a transposição de antigo servidores do Amapá e de Roraima, a Procuradoria da União aceita até recibos simples e o candidato à transposição não precisa sequer ter sido efetivo (todos os comissionados da época têm direito, nesses dois Estados), para os rondonienses o tratamento é duríssimo, como se eles tivessem que passar um tribunal de exceção. O resultado disso pode-se avaliar em números. Apenas em relação aos sete mil processos que já estão autorizados, mas não se explica porque ainda não passaram para a folha federal, Rondônia perdeu, em um ano, nada menos de 252 milhões de reais. Não é exagero. É cálculo matemático. O número foi trazido pelo procurador do Estado, o competente e dedicado Luciano Alves, que é quem mais entende do assunto por aqui. A duras penas, ele liderou um trabalho que já fez a transposição de 2.800 servidores apenas, num universo de quase 15 mil que estariam aptos a receber o grande benefício. Só nesse primeiro grupo, a economia mensal para os cofres de Rondônia já são de oito milhões de reais. Além destes menos de três mil, outros sete mil já estão com tudo OK para passarem a receber os novos salários, que deixariam de ser pagos pelos cofres do nosso Estado. É nesse grupo, com todo o processo pronto, mas que não é oficializado, que nos últimos 12 meses, deixamos de economizar 21 milhões de reais/mês, o que totalizou, em 31 dezembro, perdas de 252 milhões, que foram pagos pelos cofres de Rondônia, aos servidores que já deveria estar na folha da União há pelo menos um ano.

O absurdo é ainda maior quando 781 policiais militares que já estavam recebendo como servidores federais, podem retornar ao Estado, por ações esdrúxulas e incompreensíveis dos advogados da União contra os interesses de Rondônia. A situação é tragicômica. Os 781 estão agora impedidos de receber dos cofres federais e também dos cofres estaduais, porque para trazê-los de volta o Estado só poderá fazê-lo via decisões judiciais transitadas em julgado. Ou seja, os pobres coitados podem ficar sem receber nem de um lado e nem de outro. Luciano Alves já quebrou o pau com os representantes da União por diversas vezes, mas Rondônia continua sendo tratada pelo verdadeiro Tribunal de Inquisição como o filho bastardo, para usar uma expressão antiga. Enquanto Roraima e Amapá têm tratamento VIP, nos seus casos de transposição,  Rondônia fica sob o tacão de MPs que nos excluem. Só em sete mil casos, já perdemos 252 milhões de reais. Quanto ainda perderemos, para a infernal burocracia imposta aos nossos antigos servidores?

 

 

 

DANIEL NEGA CANDIDATURA

Surpresa! Em entrevista exclusiva a Sandra Santos, no programa Cidade Alerta, ao anoitecer desta quinta, o vice governador Daniel  Pereira falou  abertamente que não será candidato ao Governo em 2018. Ele deve assumir o poder no início de abril, quando  Confúcio Moura renunciar para disputar o Senado. Era voz corrente nos meios políticos de que, como a legislação eleitoral permite, ele aproveitaria a passagem de nove meses no comando do Estado para viabilizar uma candidatura. Daniel Negou. Deixou claro que apoiará as pretensões de Maurão de Carvalho e de Acir Gurgacz como os nomes que considera aliados, na disputa pela sucessão de Confúcio. Ao que tudo indica, depois de deixar o Governo, Daniel Pereira deve seguir outros caminhos. Um deles é uma provável nomeação como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Mas isso também é apenas suposição. Não há nada de concreto nessa direção, apenas muitos comentários de bastidores.  

 

MAIS UMA ENCHENTE?

Na segunda-feira, reportagem da SICTV/Record alertava a população: o rio Madeira deu um salto nos últimos dias e a BR 364, que nos liga ao Acre, pode ser novamente interrompida, caso as pesadas chuvas que vêm dos afluentes do nosso rio e que nascem no Peru, continuem crescendo como nas últimas semanas. Porto Velho está correndo sério risco de ter uma nova grande enchente. Tomara que isso não se concretize, porque a natureza nos surpreende às vezes, mas, se ocorrer, o que se espera é que ela não seja tão devastadora quanto foi a de 2014. Menos de três anos depois, os riscos são enormes, novamente. E é bom que se diga que nada têm a ver com as hidrelétricas do Madeira, porque o volume de água que vem dos rios peruanos é quem determina se teremos ou não enchente e em que volume. Há outro problema, ainda: com a enchente que se avizinha, certamente as obras da ponte sobre o Madeira, em Abunã, poderão sofrer atrasos.

 

MUDANÇAS NO TRÂNSITO

Uma obra de pouco mais de 2 milhões e 500 mil reais, que pode melhorar bastante o trânsito na área central de Porto Velho, deve ser entregue à cidade dentro de alguns dias. O prazo, a princípio anunciado, é dia 22, uma segunda-feira. Trata-se da nova/velha Duque de Caxias, uma rua paralela à sempre congestionada Carlos Gomes e que, a partir daí, será uma alternativa importante para desafogar o pesado tráfego no local. A Duque vai atravessar a Jorge Teixeira/BR 319 no sentido centro/bairro, com mão única até a Farquar. Será um teste importante para outras mudanças que estão sendo planejadas pela Semtran. O único senão sobre a obra, se relaciona com a mudança do plano inicial. A Duque de Caxias seria um corredor de ônibus, livrando várias outras ruas do centro do trânsito dos coletivos. Parece que o projeto que gerou a mudança na Duque não agradou os técnicos, que acharam que o melhor seria colocar a rua alargada e quase pronta, para receber todo o tráfego, dividindo-o com a Carlos Gomes. Esperamos para ver os resultados. A prática começa na última semana deste janeiro.

 

MINHA LOJA, MINHA VAGA!

O que não sai do lugar, mesmo, em relação ao trânsito, é a falta de estacionamento nas áreas centrais e, ao mesmo tempo, o inexplicável arquivamento, pela Câmara Municipal, de mais um projeto par implantação do estacionamento pago em Porto Velho. Única Capital que não tem ainda o sistema Zona Azul, o que transforma seu centro num amplo , tresloucado e lotadíssimo estacionamento apenas para alguns, Porto Velho regride neste contesto, enquanto outras grandes cidades avançam na busca de soluções práticas e inteligentes. Estacionar na área central da Capital e outros centros comerciais da cidade é ganhar na loteria. Até os estacionamentos particulares, a maioria cobrando preços exorbitantes, estão completamente lotados em alguns horários. A mentalidade de alguns empresários ainda piora a situação. Há os que colocam cones em frente de suas lojas, impedindo que os clientes estacionem, para que eles, isso mesmo, os panacas que vão perder vendas, coloquem ali, bem na sua porta, seu carrão. Com empresários tendo uma cabeça dessas, não se pode mesmo esperar grande coisa em termos de avanços neste setor.

 

TRILHÕES DE DÓLARES PODEM SUMIR

Há um desespero generalizado dos que vivem em função das teorias de que o Planeta está aquecendo e que enchem os bolsos de dinheiro com suas previsões catastróficas, anunciando soluções para que não perecemos no fogo dos infernos. O problema é que a realidade está indo contra tudo o que apregoam. Menos, é claro, em relação ao que dizem, há décadas, pelo menos duas centenas de cientistas do mundo inteiro, incluindo vários brasileiros: ao invés de aquecer, a Terra está é esfriando. Esses pobres coitados não têm espaço na mídia, principalmente nas grandes redes de TV, para defenderem suas teorias. Ai de quem não defender o aquecimento global como verdade absoluta! Além de tudo, ainda são taxados de lunáticos e não são respeitados nos meios acadêmicos, dominados todos sabem por quem. Depois de décadas de anúncios da explosão do Planeta pelo aquecimento; de que várias grandes cidades podem ser destruídas, porque os oceanos estariam aumentando de tamanho e por aí vai, apareceu um doido varrido (para eles), chamado Donald Trump, defendendo a tese do esfriamento e não do aquecimento do Planeta. Aí sim, o mundo tremeu.  Enquanto o politicamente correto e amigo das teorias do aquecimento, Barak Obama, era aplaudido por fazer coro aos discursos da destruição pelo fogo, o novo Presidente é odiado, porque se for ouvido pelo mundo, trilhões de dólares que vão para milhões de bolsos mundo afora, para defender o Planeta da destruição pelo fogo, podem desaparecer, E faze desaparecer fortunas. Entenda quem quiser

 

SÓ SOBRAM 26 POR CENTO

A Prefeitura da Capital anuncia que gasta 1 milhão de reais por dia com a saúde pública. Não é uma invenção. Pelo contrário. O número está correto. O que falta é esclarecer para onde vai esse dinheiro. Do 1 milhão de reais/dia; 30 milhões/mês; 360 milhões/ano, mais de 70 por cento é utilizado para pagamento de salários de servidores. No ano passado, o volume de dinheiro apenas para pagamento de servidores da saúde municipal atingiu 74 por cento de todos os gastos. Ou seja, do 1 milhão/dia, 260 mil é para manutenção, compra de equipamentos, medicamentos e todas as demais necessidades. Há quem diga que o resultado final para todos os gastos, exceto salários, é muito menor e não passaria de 160 mil reais. Ou seja, a Prefeitura gasta uma fortuna, mas não com o usuário, com o doente, com a população. Gasta a grande maioria dos recursos, apenas com a manutenção de pessoa, incluindo o aumento dos cargos comissionados, que eram em torno de 80 na administração de Nazif e passaram, agora, para mais de 130 contratados.

 

PERGUNTI NHA

Você considera que os cerca de 400 médicos contratados pela Prefeitura  de Porto Velho são suficientes para atender a população ou o número deveria ser superior a 1 mil, como defende o Conselho Regional de Medicina, o Cremero?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 10/01/2018

OU HILDON ENFRENTA O CAOS DA SAÚDE OU ENTRA PARA A VALA COMUM DOS QUE FORAM DERROTADOS POR ELA

Durante sua campanha à Prefeitura, Hildon Chaves fez várias promessas, como o fazem todos os políticos. Algumas ele está conseguindo cumprir, outras estão ainda em andamento. Mas uma das principais, infelizmente, ele está longe de conseguir cumprir. A saúde pública municipal está um caos. Tão ruim quanto o foi na administração de Mauro Nazif. Ocorre que o que Hildon já recebeu sem funcionar, mesmo com todas as suas garantias de que as coisas iam melhorar radicalmente, tudo está igual (pior?), andando de ré. O que abunda, na verdade, é o que de pior existe no serviço público. De um lado, a falta de planejamento e ação. De outra, a má vontade de parte dos servidores em cumprirem seu papel. Na atual administração, está claro que faltou planejamento, porque não há outra explicação para a falta de materiais básicos nos postos de saúde. Não há remédios para dor de cabeça, para um simples curativo; não há medicamentos essenciais para quem precisa deles para controlar a pressão arterial, só para dar alguns exemplos. Ora, isso é falta de planejar, porque qualquer leigo sabe que a burocracia infernal que envolve as compras públicas, obrigam o gestor a começar a tratar delas com pelo menos meio ano de antecedência. Foi-se o primeiro ano de governo e...nada! Não houve qualquer avanço nesse sentido.

A outra questão é ainda mais complexa. A Prefeitura anuncia que têm 400 médicos a disposição da população, em plantões de revezamento e que, por isso, todos os dias, nos horários de atendimento ao povão, deveriam haver ao menos seis médicos atendendo, em postos e Upas, ao mesmo tempo. Isso não ocorreu jamais, nunca, never!. O que se registra é bem ao contrário: um médico atendendo normalmente num posto de saúde, já é quase como se achar uma pepita de ouro no deserto. Dois, então, equivale ao milagre da Ressurreição. Ora, se a Prefeitura tem tantos profissionais médicos; se os paga religiosamente, qual o motivo para que alguns  médicos desapareçam dos plantões que têm que cumprir? O Ministério Público já foi acionado? O Conselho Regional de Medicina e o Conselho Federal de Medicina, sempre tão ciosos em prestar um bom serviço à comunidade, foram chamados a intervir? Os que não cumprem seus horários estão sendo demitidos, como determina a lei? Se todas essas perguntas têm respostas negativas, é porque a gestão da Prefeitura é que é a grande responsável pelo fracasso em que se transformou a saúde pública municipal. Ou Hildon Chaves chuta essa porta, a derruba à fórceps (com o perdão do trocadilho médico) ou vai para a vala comum dos administradores que fracassaram neste setor, que é  essencial para a vida da sua coletividade. A escolha é dele, Prefeito.

 

 

TEM DINHEIRO SOBRANDO

Ainda sobre o mesmo tema: a Prefeitura da Capital anuncia que gasta 1 milhão de reais por dia com a saúde pública na Capital. Isso mesmo. São 30 milhões ao mês; 360 milhões de reais ao ano. Com essa grana toda, por exemplo, se poderia agendar cerca de 5 mil consultas particulares, à média de 200 reais, todos os dias. Ou seja, excluindo outros custos (exames, medicamentos, etc...), milhares de pessoas que vão aos postos de saúde e às UPAs buscarem atendimento e não o conseguem,  poderiam ser atendidas em consultórios particulares. Com água gelada, ar condicionado e condições muito mais humanas do que sofrem, em enormes filas e em esperas que podem durar um dia inteiro, os pobres coitados que migram pelos postos e UPAs, sem conseguirem sequer ver um médico. Claro que o cálculo matemático é apenas provocativo. Mas serve para demonstrar, claramente, que o problema não é falta de dinheiro. É falta de gestão. É falta de pulso firme. É falta de alguém que tenha coragem de enfrentar o problema e mandar embora os que não planejam e nem executam suas ordens e os não querem trabalhar. Mas que saiba, ao mesmo tempo, valorizar todos aqueles que, muitas vezes sem as mínimas condições, fazem de tudo para atender bem os pacientes. Está na hora de colocar o dedo nesta ferida, antes que ela entre em estado de putrefação.

 

SEMANA DE DEFINIÇÕES

Terça-feira, dia 09, oito da noite. Na mesa e no computador do governador Confúcio Moura, chegaram todos os pedidos de exoneração de secretários, assessores diretos, superintendentes, dirigentes de estatais. Vai começar, a partir desta semana, uma reforma administrativa, onde serão excluídos da equipe confunciana aqueles nomes dos que serão candidatos a algum cargo eletivo em outubro próximo. Ainda não se sabe se Confúcio tomará a decisão de remontagem da equipe de forma solitária ou se consultará seu vice, Daniel Pereira, que assumirá o governo dentro de cerca de 80 dias, já que o atual ocupante da cadeira renunciará ao cargo, para poder disputar uma vaga ao Senado. Há secretários que entregaram suas cartas, mas que ainda não decidiram se vão ou não concorrer. Há os que querem ficar mais um pouco, mesmo concorrendo, mas nesse caso parece que o Palácio Rio Madeira/CPA deu sinal vermelho. Daniel Pereira se reúne ainda essa semana com Confúcio, para tratar desse assunto e da passagem de cargo, no fim de março, início de abril. Pode ser que a partir dessas conversações, o novo quadro se desenhará e os nomes dos que substituirão os pré candidatos serão anunciados. É coisa para se definir em poucos dias.

 

UMA REFORMA VITAL

Fala-se em reforma trabalhista; em reforma da previdência; em reforma tributária, mas nenhuma voz importante nesse país sequer toca no assunto da mais importante e vital das reformas: a da legislação atual, que foi feita sob medida para proteger bandidos e enchê-los de direitos. Enquanto crimes hediondos forem tratados com benevolência e compreensão, a bandidagem vai continuar deitando e rolando, destruindo as famílias; acabando com sonhos; matando e rindo da nossa cara e da cara das nossas autoridades. Há muitos juízes que ficam indignados quando julgam crimes brutais e são obrigados a deixar soltos canalhas assassinos e reincidentes (alguns entram e saem pelas delegacias 20, 30 vezes), porque a lei foi feita assim e tem que ser cumprida. Um dos crimes mais brutais, que é o de ser atacado por criminosos dentro da sua própria casa; com mulheres e crianças sendo espancadas; com armas colocadas na cabeça de todos, isso quando alguém não é assassinado, precisa ser tratado como o é: hediondo! Mas nada disso ocorre. Nos últimos dias, várias famílias de Porto Velho foram vítimas desse tipo de crime. Numa delas, os bandidos foram presos horas depois, mas todos, em breve, estarão nas ruas. Para cometer todos os mesmos crimes de novo.

 

TEVE MESMO INFLAÇÃO TÃO BAIXA?

No mesmo dia em que é anunciado mais um aumento absurdo da gasolina, do óleo diesel e outros derivados de petróleo (felizmente, ainda não ocorreu o mesmo com o já caríssimo gás de cozinha), o governo anuncia os números da inflação do ano passado: 2,95 por cento, ou seja, muito abaixo das melhores expectativas. Poderia até ter havido deflação, ou seja, inflação negativa, caso não ocorressem os aumentos fora da realidade de alguns produtos. Vejamos: o preço de botijão de gás, oficialmente, cresceu 16 por cento, mas não em algumas regiões, como em Rondônia, onde houve reajustes de até 55 por cento, já que o preço explodiu de 45 reais no final de 2016 para até 70 reais no final deste ano. Outro aumento abusivo foi o dos planos de saúde. Na média, 13,53 por cento, mas em alguns casos bem mais que isso. Também o custo das creches, que subiu 16 por cento; das taxas de água e esgoto, que cresceram em média 10,52 por cento (em Rondônia, bem mais!) e da energia elétrica residencial, que foi quase 11 por cento a mais que os registrados em 2016, influíram para que não houvesse deflação. Sem falar na gasolina, que subiu em algumas regiões mais de 12 por cento. Ou seja, nos produtos e serviços essenciais, a inflação saltou. Caiu muito nos alimentos. Mas, para a classe média, o número apresentado pelo governo (2,95 por cento), parece piada de mau gosto.

 

“COMPANHEIRO” BOLSONARO

E agora, PSL? Um grupo de jovens políticos, à frente o empresário da educação Augusto Pellucio, havia tomado conta do PSL de Rondônia. A intenção básica era formar novas lideranças e começar a ter candidaturas próprias, dando ao eleitor uma opção diferenciada, com caras que não fossem as tradicionalmente conhecidas na vida pública e, ao mesmo tempo, incentivar novas lideranças a se envolverem com a política, para melhorá-la. Teoria ótima e que estava começando a dar certo, a tal ponto que chegou a ser cogitada uma candidatura até ao Governo, apenas para começar a colocar a face nova do partido na mídia e na cabeça do eleitor, do próprio Pellucio, diretor do Colégio Objetivo, um dos empreendimentos educacionais de maior sucesso no Estado. Tudo estava indo bem até que...surgiu Jair Bolsonaro na jogada. Isso mesmo! Como Bolsonaro ingressou no PSL e por ele deve ser candidato à Presidência, o grupo rondoniense estaria propenso a abandonar não só o projeto, como o próprio partido. Até uma reunião do grupo, que já estava formado e sólido, estaria sendo agendada, para decidir o que fazer. O que se sabe é que a maioria das lideranças do PSL local não quer caminhar com Bolsonaro. Nos próximos dias, se tornará pública a decisão final sobre o “imbróglio”...

 

DITADURA ESCANCARADA

Nossa vizinha Bolívia, lamentavelmente, parece caminhar para a radicalização de uma ditadura, aliás, desenhada há muitos anos. Evo Morales já conseguiu mudar a Constituição, que permite que ele governe e se reeleja tantas vezes quantas quiser. A partir de agora, num novo pacote  aprovado pelo Congresso boliviano, dominado integralmente por ele, passam a ser crimes ações como simples passeatas de protesto; crimes também serão críticas ao Governo nas redes sociais; jornalistas podem ser condenados a até quatro anos de prisão, com julgamentos sumários, caso escrevam algo contrário aos interesses do poder; as Igrejas também terão restrições em suas ações e na cooptação de novos fieis. O religioso que descumprir essa restrição, pode pegar uma pena de sete a 12 anos de prisão. Todas as ações que sejam contrárias aos interesses governamentais, passam a ser alvo de processos e pesadas penas de prisão. É a “democracia” bolivariana, chegando agora com força total nas terras de Morales, que começa a seguir os passos do seu companheiro e amigo Nicolas Maduro, aquele mesmo que está destruindo a Venezuela. A grande mídia nacional faz de conta que nada está acontecendo na Bolívia e a esquerda brasileira está vibrando, porque é o que gostaria de fazer por aqui também. Só que aqui o buraco é mais embaixo!  Aqui não, violão!

 

PERGUNTINHA

Faltando duas semanas para o fatídico dia 24 de janeiro, você acha que Lula será absolvido; terá sua sentença inicial confirmada ou será punido com uma sentença ainda mais pesada, pelo TRF de Porto Alegre?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 10/01/2018

OU HILDON ENFRENTA O CAOS DA SAÚDE OU ENTRA PARA A VALA COMUM DOS QUE ELA DERROTOU

Durante sua campanha à Prefeitura, Hildon Chaves fez várias promessas, como o fazem todos os políticos. Algumas ele está conseguindo cumprir, outras estão ainda em andamento. Mas uma das principais, infelizmente, ele está longe de conseguir cumprir. A saúde pública municipal está um caos. Tão ruim quanto o foi na administração de Mauro Nazif. Ocorre que o que Hildon já recebeu sem funcionar, mesmo com todas as suas garantias de que as coisas iam melhorar radicalmente, tudo está igual (pior?), andando de ré. O que abunda, na verdade, é o que de pior existe no serviço público. De um lado, a falta de planejamento e ação. De outra, a má vontade de parte dos servidores em cumprirem seu papel. Na atual administração, está claro que faltou planejamento, porque não há outra explicação para a falta de materiais básicos nos postos de saúde. Não há remédios para dor de cabeça, para um simples curativo; não há medicamentos essenciais para quem precisa deles para controlar a pressão arterial, só para dar alguns exemplos. Ora, isso é falta de planejar, porque qualquer leigo sabe que a burocracia infernal que envolve as compras públicas, obrigam o gestor a começar a tratar delas com pelo menos meio ano de antecedência. Foi-se o primeiro ano de governo e...nada! Não houve qualquer avanço nesse sentido.

A outra questão é ainda mais complexa. A Prefeitura anuncia que têm 400 médicos a disposição da população, em plantões de revezamento e que, por isso, todos os dias, nos horários de atendimento ao povão, deveriam haver ao menos seis médicos atendendo, em postos e Upas, ao mesmo tempo. Isso não ocorreu jamais, nunca, never!. O que se registra é bem ao contrário: um médico atendendo normalmente num posto de saúde, já é quase como se achar uma pepita de ouro no deserto. Dois, então, equivale ao milagre da Ressurreição. Ora, se a Prefeitura tem tantos profissionais médicos; se os paga religiosamente, qual o motivo para que alguns  médicos desapareçam dos plantões que têm que cumprir? O Ministério Público já foi acionado? O Conselho Regional de Medicina e o Conselho Federal de Medicina, sempre tão ciosos em prestar um bom serviço à comunidade, foram chamados a intervir? Os que não cumprem seus horários estão sendo demitidos, como determina a lei? Se todas essas perguntas têm respostas negativas, é porque a gestão da Prefeitura é que é a grande responsável pelo fracasso em que se transformou a saúde pública municipal. Ou Hildon Chaves chuta essa porta, a derruba à fórceps (com o perdão do trocadilho médico) ou vai para a vala comum dos administradores que fracassaram neste setor, que é  essencial para a vida da sua coletividade. A escolha é dele, Prefeito.

 

 

TEM DINHEIRO SOBRANDO

Ainda sobre o mesmo tema: a Prefeitura da Capital anuncia que gasta 1 milhão de reais por dia com a saúde pública na Capital. Isso mesmo. São 30 milhões ao mês; 360 milhões de reais ao ano. Com essa grana toda, por exemplo, se poderia agendar cerca de 5 mil consultas particulares, à média de 200 reais, todos os dias. Ou seja, excluindo outros custos (exames, medicamentos, etc...), milhares de pessoas que vão aos postos de saúde e às UPAs buscarem atendimento e não o conseguem,  poderiam ser atendidas em consultórios particulares. Com água gelada, ar condicionado e condições muito mais humanas do que sofrem, em enormes filas e em esperas que podem durar um dia inteiro, os pobres coitados que migram pelos postos e UPAs, sem conseguirem sequer ver um médico. Claro que o cálculo matemático é apenas provocativo. Mas serve para demonstrar, claramente, que o problema não é falta de dinheiro. É falta de gestão. É falta de pulso firme. É falta de alguém que tenha coragem de enfrentar o problema e mandar embora os que não planejam e nem executam suas ordens e os não querem trabalhar. Mas que saiba, ao mesmo tempo, valorizar todos aqueles que, muitas vezes sem as mínimas condições, fazem de tudo para atender bem os pacientes. Está na hora de colocar o dedo nesta ferida, antes que ela entre em estado de putrefação.

 

SEMANA DE DEFINIÇÕES

Terça-feira, dia 09, oito da noite. Na mesa e no computador do governador Confúcio Moura, chegaram todos os pedidos de exoneração de secretários, assessores diretos, superintendentes, dirigentes de estatais. Vai começar, a partir desta semana, uma reforma administrativa, onde serão excluídos da equipe confunciana aqueles nomes dos que serão candidatos a algum cargo eletivo em outubro próximo. Ainda não se sabe se Confúcio tomará a decisão de remontagem da equipe de forma solitária ou se consultará seu vice, Daniel Pereira, que assumirá o governo dentro de cerca de 80 dias, já que o atual ocupante da cadeira renunciará ao cargo, para poder disputar uma vaga ao Senado. Há secretários que entregaram suas cartas, mas que ainda não decidiram se vão ou não concorrer. Há os que querem ficar mais um pouco, mesmo concorrendo, mas nesse caso parece que o Palácio Rio Madeira/CPA deu sinal vermelho. Daniel Pereira se reúne ainda essa semana com Confúcio, para tratar desse assunto e da passagem de cargo, no fim de março, início de abril. Pode ser que a partir dessas conversações, o novo quadro se desenhará e os nomes dos que substituirão os pré candidatos serão anunciados. É coisa para se definir em poucos dias.

 

UMA REFORMA VITAL

Fala-se em reforma trabalhista; em reforma da previdência; em reforma tributária, mas nenhuma voz importante nesse país sequer toca no assunto da mais importante e vital das reformas: a da legislação atual, que foi feita sob medida para proteger bandidos e enchê-los de direitos. Enquanto crimes hediondos forem tratados com benevolência e compreensão, a bandidagem vai continuar deitando e rolando, destruindo as famílias; acabando com sonhos; matando e rindo da nossa cara e da cara das nossas autoridades. Há muitos juízes que ficam indignados quando julgam crimes brutais e são obrigados a deixar soltos canalhas assassinos e reincidentes (alguns entram e saem pelas delegacias 20, 30 vezes), porque a lei foi feita assim e tem que ser cumprida. Um dos crimes mais brutais, que é o de ser atacado por criminosos dentro da sua própria casa; com mulheres e crianças sendo espancadas; com armas colocadas na cabeça de todos, isso quando alguém não é assassinado, precisa ser tratado como o é: hediondo! Mas nada disso ocorre. Nos últimos dias, várias famílias de Porto Velho foram vítimas desse tipo de crime. Numa delas, os bandidos foram presos horas depois, mas todos, em breve, estarão nas ruas. Para cometer todos os mesmos crimes de novo.

 

TEVE MESMO INFLAÇÃO TÃO BAIXA?

No mesmo dia em que é anunciado mais um aumento absurdo da gasolina, do óleo diesel e outros derivados de petróleo (felizmente, ainda não ocorreu o mesmo com o já caríssimo gás de cozinha), o governo anuncia os números da inflação do ano passado: 2,95 por cento, ou seja, muito abaixo das melhores expectativas. Poderia até ter havido deflação, ou seja, inflação negativa, caso não ocorressem os aumentos fora da realidade de alguns produtos. Vejamos: o preço de botijão de gás, oficialmente, cresceu 16 por cento, mas não em algumas regiões, como em Rondônia, onde houve reajustes de até 55 por cento, já que o preço explodiu de 45 reais no final de 2016 para até 70 reais no final deste ano. Outro aumento abusivo foi o dos planos de saúde. Na média, 13,53 por cento, mas em alguns casos bem mais que isso. Também o custo das creches, que subiu 16 por cento; das taxas de água e esgoto, que cresceram em média 10,52 por cento (em Rondônia, bem mais!) e da energia elétrica residencial, que foi quase 11 por cento a mais que os registrados em 2016, influíram para que não houvesse deflação. Sem falar na gasolina, que subiu em algumas regiões mais de 12 por cento. Ou seja, nos produtos e serviços essenciais, a inflação saltou. Caiu muito nos alimentos. Mas, para a classe média, o número apresentado pelo governo (2,95 por cento), parece piada de mau gosto.

 

“COMPANHEIRO” BOLSONARO

E agora, PSL? Um grupo de jovens políticos, à frente o empresário da educação Augusto Pellucio, havia tomado conta do PSL de Rondônia. A intenção básica era formar novas lideranças e começar a ter candidaturas próprias, dando ao eleitor uma opção diferenciada, com caras que não fossem as tradicionalmente conhecidas na vida pública e, ao mesmo tempo, incentivar novas lideranças a se envolverem com a política, para melhorá-la. Teoria ótima e que estava começando a dar certo, a tal ponto que chegou a ser cogitada uma candidatura até ao Governo, apenas para começar a colocar a face nova do partido na mídia e na cabeça do eleitor, do próprio Pellucio, diretor do Colégio Objetivo, um dos empreendimentos educacionais de maior sucesso no Estado. Tudo estava indo bem até que...surgiu Jair Bolsonaro na jogada. Isso mesmo! Como Bolsonaro ingressou no PSL e por ele deve ser candidato à Presidência, o grupo rondoniense estaria propenso a abandonar não só o projeto, como o próprio partido. Até uma reunião do grupo, que já estava formado e sólido, estaria sendo agendada, para decidir o que fazer. O que se sabe é que a maioria das lideranças do PSL local não quer caminhar com Bolsonaro. Nos próximos dias, se tornará pública a decisão final sobre o “imbróglio”...

 

DITADURA ESCANCARADA

Nossa vizinha Bolívia, lamentavelmente, parece caminhar para a radicalização de uma ditadura, aliás, desenhada há muitos anos. Evo Morales já conseguiu mudar a Constituição, que permite que ele governe e se reeleja tantas vezes quantas quiser. A partir de agora, num novo pacote  aprovado pelo Congresso boliviano, dominado integralmente por ele, passam a ser crimes ações como simples passeatas de protesto; crimes também serão críticas ao Governo nas redes sociais; jornalistas podem ser condenados a até quatro anos de prisão, com julgamentos sumários, caso escrevam algo contrário aos interesses do poder; as Igrejas também terão restrições em suas ações e na cooptação de novos fieis. O religioso que descumprir essa restrição, pode pegar uma pena de sete a 12 anos de prisão. Todas as ações que sejam contrárias aos interesses governamentais, passam a ser alvo de processos e pesadas penas de prisão. É a “democracia” bolivariana, chegando agora com força total nas terras de Morales, que começa a seguir os passos do seu companheiro e amigo Nicolas Maduro, aquele mesmo que está destruindo a Venezuela. A grande mídia nacional faz de conta que nada está acontecendo na Bolívia e a esquerda brasileira está vibrando, porque é o que gostaria de fazer por aqui também. Só que aqui o buraco é mais embaixo!  Aqui não, violão!

 

PERGUNTINHA

Faltando duas semanas para o fatídico dia 24 de janeiro, você acha que Lula será absolvido; terá sua sentença inicial confirmada ou será punido com uma sentença ainda mais pesada, pelo TRF de Porto Alegre?

 

 

 

 

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Sérgio Pires 09/01/2018

BRASIL DESISTE DE NOVAS HIDRELÉTRICAS PARA NÃO CONFRONTAR ONGS E INDÍGENAS

 

Não é mais possível aceitar o que organizações estrangeiras, ajudadas por autoridades brasileiras e aliadas a ONGs e outras organizações que só se servem da  nossa região, mas não servem à ela, tenham tanto poder de decisão, coisa que o povo não tem. Mais um exemplo dantesco apareceu por esses dias. O assunto é quente. Está no link: http://www.codigoflorestal.com/2018/01/lobby-ambiental-e-indigenista-faz.html#more. Nele se lê que  o governo brasileiro pode estar desistindo de construção de novas hidrelétricas, que geram energia limpa e mais barata, porque não quer mais confrontar as ONGs, os movimentos ambientalistas e indigenistas, que decidam o que pode e o que não pode ser feito na Amazônia. Projetos que poderiam gerar mais de 50 Gigawatts e resolver boa parte de todos os problemas de energia do país, estão sendo suspensos, pela pressão nacional e internacional, a que a União não quer confrontar, ao menos nesse momento.  As informações teriam sido repassadas pelo secretário executivo do Ministério das Minas e Energia, Paulo Pedrosa, ao jornal O Globo, dias atrás. Diz parte do texto publicado: “de acordo com Pedrosa, o Brasil tem o potencial de gerar mais 50 Gigawatts de energia até 2050, através da construção de novas barragens, mas, desse total, apenas 23 por cento é aceito pelos ambientalistas e indigenistas. O Plano Decenal de Expansão de Energia, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), lista 15 usinas que podem entrar em operação até 2026, sendo as maiores delas com pouco mais de 700 megawatts (MW). O documento ressalta que a maior parte do potencial ainda a aproveitar se encontra na Região Norte e traz com ele uma série de desafios, principalmente de caráter ambiental, para seu uso na expansão da oferta de energia elétrica”. Para o representante do Ministério, segundo declarações ao O Globo, “o governo brasileiro não quer mais perder tanto tempo e dinheiro, para enfrentar essas pesadas batalhas”.

Se os números forem mesmo corretos e para  se ter ideia do que esse absurdo pode representar, pelo menos um dos projetos, que poderia gerar 6.133  Megawatts de energia (mais ou menos a soma da potência de produção de energia de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira), o projeto da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós já foi descartado. O site Código Florestal denuncia: “o aproveitamento hidrelétrico dos rios da bacia amazônica é alvo preferencial dos movimentos ambientalista e indigenista fartamente financiados com recursos internacionais. Em 2016, um dos primeiros atos do ministro  Sarney Filho, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente, foi suspender o processo de licenciamento da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará”. Cada vez mais, os verdadeiros donos da Amazônia estão traçando nosso destino e nosso futuro!

 

 

DIA DE LUTO E TRISTEZA

Dia de tristeza na Assembleia Legislativa e para todos os amigos do deputado Edson Martins. Na segunda-feira, morreu, de um ataque cardíaco fulminante, a filha dele, Edna, aos 37 anos. Todo o mundo político, onde Edson é respeitado e querido, se uniu à dor dele e de toda a sua família. O governador Confúcio Moura, que reassumiu no mesmo dia, depois de uma rápida viagem ao exterior, cancelou todos os compromissos para ir a Ariquemes, acompanhar o velório. Edson recebeu os pêsames de todos os seus colegas parlamentares. A Assembleia emitiu nota de pesar e o presidente Maurão de Carvalho , em nome do poder, acompanhou também o velório em Ariquemes e o sepultamento, realizado nesta terça de manhã, em Urupá. Houve grande comoção em função da morte prematura de Edna e pela dor incomparável de Edson e seus familiares.

 

DANIEL COMEÇA A ESCOLHER

Um dos compromissos da agenda do Governador que foram cancelados, na segunda, tinha cunho político. Ele iria se reunir, no meio da tarde, com o vice governador Daniel  Pereira. Na pauta, a reforma administrativa que se iniciou, com a entrega, ainda na terça, dos primeiros pedidos de exoneração dos atuais secretários. Como Confúcio deve deixar o poder até final de março, para concorrer a uma vaga ao Senado, Daniel vai assumir o Governo por nove meses e, obviamente, será ouvido em relação aos nomes que ficarão e os que vão deixar a administração estadual. Caso raro na política, Governador e seu vice têm falado a mesma linguagem, desde que ambos foram eleitos, há três anos. Confúcio reeleito, na verdade. Daniel teve papel importante no governo, mas pouco teve a ver com a escolha da equipe. Ele tem comentado com pessoas mais próximas que, quando assumir, manterá pelo menos 90 por cento da atual equipe, com quem tem, no geral, relações extremamente positivas. Não se sabe como ficarão os outros 10 por cento onde ele, certamente, vai mudar e indicar pessoas da sua inteira confiança.

 

OS QUE FICAM E OS QUE SAEM

Nomes com grandes possibilidades de permanecer no governo, tanto agora, enquanto Confúcio está no poder, quando depois, quando Daniel Pereira assumir: Wagner Garcia de Freitas, da Fazenda; George Braga, do Planejamento; Emerson Castro, da Casa Civil; Waldo Alves, da Educação; Domingues Júnior, superintendente de Comunicação. Poderá haver outros, mas ainda não se sabe quem são. Entre os que vão sair logo estão o diretor geral do DER, Ezequiel Neiva, candidatíssimo à Assembleia; Evandro Padovani, que concorrerá à Câmara Federal; Williames Pimentel, que pode sair agora ou mais à frente, porque ainda está definindo sobre sua candidatura à deputado estadual. Outros secretários, assessores diretos, presidentes de estatais e superintendentes ainda podem aparecer na relação dos pré candidatos em outubro.  O Governador deu o prazo até esta terça, para que os pedidos de exoneração chegassem à sua mesa, mas até o final do dia o Palácio Rio Madeira/CPA não informou quem encaminhou o documento. Informações devem se tornar públicas a partir desta quarta. E as mudanças começam também de imediato.

 

OITO QUEREM O SENADO

Surgem mais dois nomes que, ao menos nessa fase de análise das possibilidades, estão se lançando ao Senado, para disputar as duas vagas de Rondônia. Um deles é o conhecido Bosco da Federal, nome dos mais respeitados entre seus companheiros da PF, onde exerce uma liderança sindical há anos e que já teve várias participações políticas. Chegou inclusive a ser presidente do Ipam, na fase inicial do governo do prefeito Hildon Chaves. O outro é o dr. Caetano Neto, ainda sem partido, que tem usado o microfone da rádio Rondônia para se tornar conhecido, defendendo várias causas. Os dois se somam aos peso pesados Confúcio Moura, Valdir Raupp, Expedito Júnior, Jesualdo Pires, Aluízio Vidal e Ernandes Amorim, que também querem chegar lá. Ou seja, pelo andar da carruagem, o eleitor rondoniense terá pelo menos oito nomes para escolher os dois que nos representarão no Senado por oito anos.

 

HÉVERTON E O PODEMOS

Por falar em Bosco da Federal, ele está esperando o OK do procurador Héverton Aguiar, sobre uma possível candidatura ao Governo do Estado, pelo partido PODEMOS, o antigo PTN, que, aliás, já foi forte no Estado. Bosco esteve em Brasilia, reunindo-se com o presidenciável Álvaro Dias, que concorrerá pela sigla e com a presidente nacional, a deputada Fátima Abreu. De ambos, recebeu o sinal verde para que Héverton Aguiar não só assuma todo o controle do partido, no Estado, como seja definido como candidato ao Governo. Embora seja citado em todas as relações entre os prováveis concorrentes à sucessão de Confúcio Moura, Aguiar só se pronunciará sobre o assunto depois que deixar oficialmente o cargo, por aposentadoria, o que deve ocorrer nos próximos dias. O acordo entre o comando central do PODEMOS e Aguiar é que ele se decida até 31 de janeiro. Caso o faço, está tudo resolvido. Se sua resposta for não, a sigla vai atrás de outro nome. Nos bastidores, contudo, fala-se que falta muito pouco para que o acordo entre Héverton Aguiar e o PODEMOS Seja oficialmente anunciado.

 

O MEDO DE BOLSONARO

Estava demorando: a Folha de São Paulo, que mais que um jornal é um braço político da esquerda brasileira, partiu para o ataque contra o deputado Jair Bolsonaro, o candidato da extrema direita, cujo nome tem crescido muito e pode chegar sim ao segundo turno da disputa Presidencial deste ano. A Folha começou uma série de denúncias contra Bolsonaro e sua família, acusando a todos de enriquecimento ilícito. Há também matérias com alguma base, como a que diz que, mesmo tendo propriedades em Brasília, Bolsonaro recebeu uma grana preta em auxílio moradia, coisa que sempre combateu. Não é ilegal, mas é imoral. E como ele tem sido uma espécie de bastião da moralidade, não pode nunca deixar-se envolver em coisas assim. De qualquer forma, a posição da Folha, seguida imediatamente por vários órgãos de imprensa que temem a volta da direita ao poder (se for a esquerda, mesmo de Lula e Dilma, com toda a roubalheira que o país descobriu, para eles não tem problema!), é também um atestado de que Jair Bolsonaro se consolidou mesmo com um nome quentíssimo para a disputa à Presidência. Vamos ver no que vai dar...

 

MANDA QUEM TEM O PODER

Os presos, que dominam as cadeias em todo o país, ditam as regras dentro das cadeias. Às vezes divididos opor facções, compartam-se como se não estivessem cumprindo pena. Cooptam autoridades, com dinheiro sujo, inundando os presídios de celulares, armas, drogas. Amparados por leis estapafúrdias e claramente protetoras dos seus crimes, por qualquer motivo se rebelam, fazendo exigências e mais exigências, geralmente à base da violência, matando-se uns aos outros ou tirando vidas de inocentes. O que se tem visto pelo país afora é o desaforo da inversão, em que detentos que mandam e desmandam, fazem as autoridades quase lhes pedir desculpas por tê-los prendido. O caso da ministra Carmem Lúcia, aconselhada a não visitar um presídio dominado pelos criminosos, em Goiás, é sintomático. O motivo: poderia haver explosivos dentro da cadeia. Não é inacreditável? Em Rondônia, a situação não é diferente. Alguns presídios são apenas como hotéis de alta rotatividade, onde as fugas são constantes e as rebeliões também. Aliás, em Ariquemes, houve mais uma, nesta segunda. Quem manda nas cadeias são os presos, não as autoridades. O resto tudo é conversa pra boi dormir!

 

PERGUNTINHA

Você concorda ou não com quem criticou duramente o deputado Jair Bolsonaro, porque ele defende lisura total na vida pública, mas teria pisado no tomate ao aceitar receber auxílio moradia, embora tenha casa em Brasília, onde reside? 

 

 

 

 

Sérgio Pires 08/01/2018

AS MENTIRAS REPETIDAS PELA MÍDIA, QUE ACABAM SENDO “VENDIDAS” COMO VERDADES

 

Uma mentira ou uma meia verdade se tornam mote de discursos oficiais, de teses defendidas por grandes nomes do Brasil e de inúmeros outros países; por artistas, defensores disso ou daquilo. O que vale nos  debates não é a mais pura realidade. Não mesmo. O que vale é o politicamente correto; as frases feitas; a defesa de teses muito bem arquitetadas, mesmo que baseadas em falsidades e no irreal. Muitas vezes, vale a versão, não o fato. Exemplos pululam. Um deles? A questão do desarmamento. Em outubro de 2005 um referendo, sobre o tema, levou às urnas milhões de brasileiros, a grande maioria com uma posição muito firme: mais de 63 por cento do eleitorado nacional queria o fim da Lei do Desarmamento, ou seja, queria que o cidadão comum pudesse se armar, até para ter a chance de se defender dos bandidos, que até hoje, só eles, têm a primazia de andarem armados. Era o governo Lula, que depois teve mais um mandato e outro mandato e meio de Dilma Rousseff . E o resultado das urnas foi ignorado, como se nunca tivesse acontecido. Agora tantos anos depois, quando a situação da insegurança piorou muito mais e a bandidagem toma conta do país, para surpresa geral, a grande mídia dá destaque a pesquisas (muitas delas por um institutos absolutamente parciais), dizendo que a maioria dos brasileiros quer o desarmamento. Viveremos até quando nessa mentira, criada apenas para ratificar a ideologia dos que querem dominar o país e mantê-lo sob seu tacão? Outra mentira: a Amazônia está sendo destruída. Onde? As dezenas de milhares de ONGs, muitas delas internacionais, com suas ramificações nacionais, criam todos os dias factoides, números, sustos, informando o Planeta de que nossa maior floresta está sendo destruída. Claro que números como os de Rondônia, onde 70 por cento do território são intocados, jamais fazem parte dessas tenebrosas informações, catastróficas, que pretendem manter o mundo sob o pavor do fim da maior floresta do mundo.

 E o aquecimento global? Claro que ele pode ser realidade, mas é bom que se saiba que, em nome dele, há organizações, grandes empresas, gente famosa e outros nem tanto, que fazem fortunas, arrecadando dinheiro para defender o mundo, que, eles juram, vai terminar em breve numa bola de fogo, caso não se contenha o aquecimento. Ninguém fala nos mais de 200 grandes cientistas do mundo todo, que juram que não há aquecimento algum e o que está acontecendo é o inverso: a terra está esfriando. Esses pobres coitados são tratados como loucos por seus colegas e jamais têm espaço na mídia, para exporem suas teorias. Basta uma verdade e a verdade deles é que vale. Daí, as minorias não têm voz, porque são discordantes de suas teorias. Só “eles” tem o poder e a verdade. Não dá vontade de vomitar?

 

 

“DITADURA DA TOGA”

Ainda dentro do mesmo assunto, há outros milhares de exemplos. O Caso Lula também é típico. Os que jamais abriram a boca, nem antes e nem depois que os escândalos tomaram conta do país, vão às redes sociais jurando que o pobre coitado é inocente, que é perseguido e tal. Os crimes cometidos contra o Brasil e contra os brasileiros não existiram. São invenções de uma Justiça corrupta. “Já acabamos com a ditadura militar. Vamos agora acabar com a ditadura da Toga”, teria dito, segundo vários sites, o “honestíssimo” José Dirceu. Ele mesmo, condenado por diversos crimes, mas que a Justiça que ameaça, ainda permite que um criminoso deste naipe ande solto pelas ruas do Brasil.   As mentiras dessa gente continuam sendo repetidas, até tornarem-se verdades. E tem milhões que vão nessa conversa mole. Tem e é muita gente! Os mais ignorantes, até que se compreende. Mas os espertos, os malandros, os que querem que a ladroagem volte, aí não. Aí tem é que se lamentar!

 

O DEDO DO DANIEL

Nesta terça, o governador Confúcio Moura começa a receber pedidos de exoneração de nove  secretários e mais umas duas dezenas de ocupantes de cargos importantes no governo, sejam em superintendências, empresas públicas ou outras áreas. Dessa gente toda, cerca de uma dezena vai cair fora, porque são nomes que estarão disputando as eleições deste ano. A partir deste pedido conjunto de exoneração, Confúcio começa a mudar o time, que poderá ir até o final do mandato, em 31 de dezembro. O fator diferente dessa reforma administrativa pode ser o dedo do vice governador Daniel Pereira. Como Confúcio vai renunciar no final de março para concorrer ao Senado (esse projeto só muda se houver uma inacreditável reviravolta, porque tudo já está decidido), Daniel assumirá o poder a partir do início de abril. Então ou Confúcio o consulta agora, já montando um novo time com algumas indicações de Daniel ou poderá haver, em menos de 90 dias, uma nova reforma, quando o então novo Governador montar sua própria equipe. Nos próximos dias saberemos do resultado das negociações políticas entre Confúcio e Daniel. Por enquanto, ambos não falam sobre o assunto.

 

 

HOLLYWOOD E AS RONDONIENSES

Na entrega dos Golden Globe, a primeira da série de premiações do cinema, em Hollywood, o discurso foi do fortalecimento da posição das mulheres; da união delas contra o preconceito e contra os abusos sexuais e por aí afora. Milionárias (algumas bilionárias) e poderosas, as divas da indústria do cinema certamente têm o que comemorar, com o avanço que têm conquistado no mundo, até há pouco eminentemente masculino. Mas o Planeta delas está a anos luz das mulheres comuns, as que vivem sob casamentos angustiantes e opressores; as que apanham quase todos os dias; as que não conseguem salários nem perto do que conseguem os homens. A diferença é brutal, de distâncias planetárias mesmo. Lá por Hollywood, enquanto as divas discursavam e agradeciam seus prêmios, só neste final de semana, aqui em Porto Velho, ao menos nove mulheres tiveram que ia à polícia, pedir socorro, porque foram agredidas por seus maridos e companheiros. A vida não imita a arte, neste triste quesito, em que cada vez mais mulheres são vítimas de companheiros bêbados, ignorantes, possessivos, covardes. Hollywood não tem tempo para contar essas histórias...

 

AS EXPLICAÇÕES DO PREFEITO

Num longo texto divulgado nas redes sociais, o prefeito de Candeias do Jamari, Luiz Ikenohichi, explica porque fez poucas obras em seu curto mandato, desde que assumiu quando o prefeito Chico Pernambuco foi assassinado. Basicamente, ele explicou que passou todo o período pagando dívidas, renegociando e tirando Candeias do Cadim, o cadastro que impedia que a cidade recebesse novos investimentos federais. Dois anos e oito meses se passaram até que Candeias pudesse voltar a ter dinheiro, por exemplo, de emendas parlamentares. O jovem prefeito avisou que priorizou essa regularização e o pagamento em dia do funcionalismo, entre outras coisas. Escreveu também que conseguiu pagar a maioria dos fornecedores, mas há casos, com questionamentos legais, que ele só poderá fazê-lo com aval e decisão judicial. Ikenohichi concluiu seu relato avisando que já há cerca de 30 milhões de reais em emendas parlamentares para investimentos na cidade e que, a partir de agora começará a melhorar a qualidade de vida em Candeias. A população, ansiosa, espera que ele consiga mesmo, porque a cidade está pedindo socorro.

 

JÁ VAI TARDE!

Deficitárias, ineficientes, geralmente cobrando preços abusivos (como em Rondônia, por exemplo) e usando grande parte dos seus recursos para pagar salários e benefícios exagerados a  muitos dos seus funcionários – e é por isso que os sindicatos da categoria não querem nem ouvir falar em privatização – as estatais de distribuição de energia, em algumas regiões, vão, sim, passar para a iniciativa privada. A Medida Provisória que autoriza a venda já foi publicada no Diário Oficial da União. A Eletrobras Rondônia/Ceron, esse elefante branco que jamais cumpriu seu papel de levar energia a todos os rondonienses e que castiga várias regiões do Estado com constantes horas de escuridão, por incompetência, é uma delas. Em breve, passará a ser gerida como uma empresa e, aí, o usuário e não sua equipe de funcionários, será o foco principal. Claro que a mudança tem riscos também, porque, dependendo de quem a comprar, caso não seja uma empresa idônea e que respeite seus clientes, a primeira coisa que se fará é aumentar ainda mais a já pornográfica tarifa, que se paga pela energia de qualidade meia boca, distribuída aos rondonienses. Por isso é que o Governo tem que vender a estatal, mas exigir proteção absoluta aos usuários. Como empresa estatal, ainda bem que a Eletrobras/Ceron vai acabar. Já vai tarde!

 

INFLAÇÃO DIFERENCIADA

 

Os números oficiais da inflação em 2017 ainda não foram anunciados, mas é provável que não tenham passado dos 3,5 por cento. Se exagerou, tocou nos 4 por cento. Mas, para o rondoniense, ao menos no que se refere ao custo dos combustíveis, a inflação do ano foi quase o dobro. Segundo estudos da Universidade Federal de Rondônia, a Unir, apenas no mês de dezembro o combustível aumentou mais que a inflação de todo o ano: bateu nos 4,66 por cento. Nos 12 meses, a gasolina subiu, no Estado, em 7,32 por cento. Uma coisa absurda. O gás de cozinha, que começou o 2017 custando na faixa de 45 reais, chegou no final do ano, em Porto Velho e em algumas cidades, valendo até 75 reais, ou seja, um aumento absurdo de 60 por cento. Muitos produtos, principalmente na área da alimentação, ou ficaram com custos muito baixos ou até caíram de preço, por causa das safras, jogando os números finais da inflação para baixo. Mas como acreditar num número tão baixo, se dois dos mais importantes produtos para o consumo do brasileiro médio (gasolina) e da maioria dos consumidores, pobres, muito pobres, médios ou ricos (gás de cozinha), tiveram um reajuste muito acima dos níveis inflacionários? Alguma coisa não está batendo bem, nessa conta do governo e dos economistas.

 

PERGUNTINHA

No próximo dia 24, quando defensores e adversários do ex Presidente Lula e sua turma se confrontarem nas ruas de Porto Alegre, durante o julgamento dele em segunda instância, o Brasil vai sair melhor ou pior do que já está?

 

 

 


 

Sérgio Pires 06/01/2018

O GARIMPO VOLTA À ATIVA, ENQUANTO RONDÔNIA APENAS PERDE TODAS AS SUAS RIQUEZAS

 

O ano começa com algumas balsas e dragas, novamente, no leito do rio Madeira, à cata de ouro. Os riscos são imensos, inclusive pelo combate das forças policiais e ambientais, mas a verdade é que o ouro é tão abundante no Madeirão, que os garimpeiros preferem enfrentar todos os perigos e a força da lei, do que abrir mão de se manterem onde estão. O ouro é abundante no Madeira, um dos rios mais auríferos do mundo e com uma pureza rara. Num mês inteiro, usando tecnologia avançada, mas também métodos antiquados (até o terrível mercúrio, um crime contra o ambiente e a vida), uma equipe em uma draga pode tirar até 40 quilos de ouro. Traduzindo para o vil metal, ou seja, em dinheiro, isso daria nada menos do que 5 milhões e 280 mil reais. Como não há controle, pela proibição, não se presta contas de nada ao Estado. O valor  conseguido é líquido. Ninguém, a não ser os garimpeiros que enfrentam tudo e correm risco de vida todos os dias, amealham qualquer vantagem com o ouro retirado do Madeira ou de qualquer outro rio da região ou do Brasil. O Estado prefere abrir mão de uma fortuna incalculável, para manter o discurso de que a questão ambiental é a mais importante de todas. Enquanto isso, garimpeiros ilegais e contrabandistas que compram nossas riquezas, fazem fortunas, deixando-nos apenas o que de pior existe nesta atividade. É uma legislação burra, que atende interesses de entidades e instituições internacionais, e, ao que parece, não há, num futuro próximo, qualquer solução para essas perdas imensas.

Num sonho de mundo ideal: se fosse controlado pelo Estado, que teria que investir em segurança, proteção ambiental (proibição total do uso do mercúrio, por exemplo) e acabar com a marginalidade que ronda esse tipo de atividade, teríamos um faturamento milionário para os cofres da União, do Estado e dos Municípios. Somando-se resultados de extração apenas em termos de ouro no Madeira e dos diamantes de Roosevelt, ambos totalmente cuidados e controlados pelo Estado, Rondônia se tornaria, em pouco tempo, a mais rica unidade da federação brasileira. E com os tributos, impostos e taxas, abarrotaríamos o caixa da União, reequilibrando as finanças do país. Alguém aí acha exagero? Se acha, basta se informar sobre o volume de ouro retirado dos nossos rios apenas da última década e no volume de diamantes contrabandeados de Roosevelt, para se ter uma pálida ideia do que poderíamos ter ganho.  Infelizmente, não é o bom senso que domina governantes e não são os maiores interesses da população brasileira, que é dona das decisões sobre este tema. Vamos continuar sendo bilionários  em riquezas naturais, mas sem poder usufruir delas.  Não é lamentável?

 

 

 

MUDANÇAS NA VOLTA

O governador Confúcio Moura, que está fora do país, enquanto Daniel Pereira responde interinamente pelo governo, volta na segunda-feira, dia 8 e reassume imediatamente. No dia seguinte, terça, dia 9, deve receber as cartas com pedidos de exoneração de dezenas de assessores diretos. Destes, uma dezena não serão nomeados novamente, porque vão disputar a corrida das urnas em outubro, aos mais diferentes cargos. Outra dezena de membros do chamado “núcleo duro”, ou seja, da turma mais próxima ao Governador, já está confirmada que continua no posto, ao menos até final de março, quando Daniel assume de vez o com ando do Estado e pode fazer novas mudanças. É bom lembrar que o próprio Daniel pode disputar a reeleição. Olho nele, portanto! Ainda sobre o pacote de pedidos de exonerações, haverá uma turma dos que não serão candidatos e nem permanecerão em seus postos, por vários motivos. Entre eles, estão alguns que, na avaliação de Confúcio, não trouxeram nada de acréscimo à administração. Serão, gentilmente, “desconvidados” e substituídos em suas funções. Mas esses nomes só estão na cabeça de Confúcio. Ninguém mais sabe.  

 

UMA DISPUTA SENSACIONAL

Tanto quanto a disputa pelo Governo, que deverá ser das mais acirradas, Rondônia vai assistir também a uma corrida incrível, pelas duas cadeiras ao Senado, que estarão em jogo na eleição deste ano. O quadro ainda não está claro, ao menos para o grande público, porque Confúcio Moura, que já decidiu entrar na disputa, só comenta o assunto com assessores mais próximos e pessoas da sua família. Ele entra na briga, ainda não se sabe se pelo PMDB ou se por outra sigla e, em qualquer circunstância, vai disputar contra seu companheiro de sigla de anos, o senador Valdir Raupp, que busca mais uma reeleição. Os eleitores de um dariam o segundo voto ao outro? Se o fizessem, ambos estariam eleitos. Mas há, neste projeto, uma pedra no caminho. E que pedra! Expedito Júnior lidera todas as pesquisas ao Senado e há quem aposte qualquer coisa de que uma das duas vagas será dele. Tudo mudaria se Expedito decidisse disputar o Governo, o que não é impossível, mas certamente muito, muito difícil. Há ainda outros nomes que podem estar com suas fotos nas urnas, em outubro  e que têm chances reais. Um deles é o do prefeito Jesualdo Pires, consagrado por um mandato e meio de sucesso, em Ji-Paraná. O outro é o pastor e professor Aluizio Vidal, campeão de votos em Porto Velho. O terceiro, o polêmico Ernandes Amorim, de Ariquemes.  Ou seja, a disputa pode se tornar espetacular...

 

LUTA SOLITÁRIA

O senador Acir Gurgacz, uma espécie de Dom Quixote em relação às obras da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus, porque enfrenta os moinhos poderosos dos interesses de grupos e das ONGs nacionais e internacionais, que não querem a estrada pronta nunca, conseguiu trazer membros da comissão de infraestrutura do Senado, nos próximos dias, para mais uma vistoria nas obras, que nunca saem do lugar, que estão sendo realizadas na rodovia. O trecho do meio, de 405 quilômetros, está sendo recuperado a passos de cágado, ou seja, em slow motion, a um custo de 96 milhões de reais. Donos de dragas, balsas e pequenas embarcações de cargas, principalmente do Amazonas, mas também muitos de Rondônia, fazem um pesado lobby para que a 319 jamais se torne asfaltada e se transforme no melhor, mais rápido e mais barato meio de ligação entre as capitais dos dois Estados. Aliadas a essas organizações, das quais geralmente também são inimigas, as ONGs e toda essa parafernália de gente que palpita sobre a Amazônia, geralmente sentada à beira mar, em salas de ar condicionado no mais frio possível, também pressionam a União, para que a estrada volte a ser tomada pela floresta. Quem manda ali, mesmo e não querem a obra concluída, são essas entidades e empresas e lobbyes, com aval do Ibama, Ministério Público Federal e parte do Judiciário. O governo brasileiro não apita por aqui. Gurgacz e alguns poucos, contudo, continuam na sua batalha solitária. Terão sucesso, algum dia? 

 

AGORA, A RETA FINAL

Reta final das obras do Espaço Alternativo. Nesta semana, o diretor geral do DER, Ezequiel Neiva, que deixa o cargo nos próximos dias, para disputar uma cadeira  à Assembleia Legislativa, acompanhou o engenheiro Franchel Fantinatti na vistoria dos trabalhos de reta final da instalação da passarela, que será uma das principais atrações da área. Tudo está na contagem regressiva, segundo Ezequiel, para que toda a estrutura esteja concluída. A princípio, a inauguração está marcada para 31 deste janeiro, mas com as constantes chuvas, numa média bem acima de outros janeiros, já não se sabe se os trabalhos de conclusão poderão cumprir o cronograma. Faltará ainda, mesmo depois da passarela pronta, a conclusão da área do estacionamento para dois mil veículos, que começou e também não andou. Com isso, o trânsito no local fica congestionado e perigoso, porque motoristas acabam estacionando nos dois lados da única pista liberada nos finais de tarde. Ezequiel, que  comandou praticamente toda a fase final do Espaço, não dever ser mais o diretor do DER, quando ela for inaugurada. Ele é um entre dezenas de secretários e assessores diretos do governo que pediram exoneração. Os que vão concorrer, como ele, serão substituídos logo.

 

POBRES DE NÓS, LEIGOS!

Veja-se como há uma tendência no sentido de enlouquecer os leigos, os simples cidadãos brasileiros, sobre decisões judiciais que estão sendo tomadas no país. Há alguns anos, o Supremo Tribunal Federal decidiu que policiais, sejam quais as forças que atuem (incluindo aí bombeiros), não podem fazer greve, sob nenhuma motivação. Agora, no Rio Grande do Norte, onde a polícia civil e a militar ignoram decisões judiciais que consideraram a greve ilegal, o Ministério Público Federal, sempre pronto para pedir penas pesadas a quem não cumpre a lei, entrou com pedido coletivo de habeas corpus, para que nenhum grevista do Estado seja preso. A alegação: não se pode pedir a prisão de um policial por não querer trabalhar, já que não está recebendo seu salário. Ora, ou a decisão do STF vale (mesma que seja considerada errada, já que alguém que não recebe seu salário, não tem sequer como se locomover e nem como comprar comida para sustentar sua família), não tem que ser cumprida? O Ministério Público não teria é que pedir a prisão dos grevistas, mesmo que não concordasse com a decisão? É um caso raro e extremamente complexo, mas ou a lei vale para todos ou não vale para ninguém. Ou o STF decide e tem a palavra final ou se passa essa missão ao Ministério Público ou a outro organismo. O que não se pode é usar dois pesos e duas medidas, porque daí a democracia vai para o lixo. O raciocínio está errado?

 

AMPLIA-SE A TRANSPOSIÇÃO

O senador Valdir  Raupp começou o final de semana comemorando. Emenda de sua autoria se transformou em Medida Provisória, já assinada pelo presidente Michel Temer, pode estender o decreto de transposição dos servidores do Ex Território, até 1987, também a servidores e empregados de empresas de economia mista, como a Caerd, Ceron e até o Beron, extinto há décadas. Com a decisão, a transposição, que anda lentamente para várias categorias, mas anda, poderão também ser transpostos todos os que comprovarem terem trabalhado nessas organizações do Estado. Milhares de servidores do antigo território e dos primeiros cinco anos de Rondônia como Estado, já têm o direito à transposição. O sistema está andando lentamente, mas há notícias de que, em torno de 2.500 já estejam recebendo seus salários, muito mais altos do que o Estado pagava, dos cofres da União. Como essa ampliação, que autoriza a transposição também para antigos funcionários de estatais e até do Banco de Rondônia, que não existe mais, abre-se o leque. Não há ainda um número exato de futuros beneficiados, mas todos os que têm direito estão comemorando.

 

PERGUNTINHAS

Você acha correto ou exagerado o pedido da presença da Força Nacional de Segurança, feito pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, para o dia da sentença contra Lula, que ocorrerá no Tribunal Regional Federal da quarta região, na capital gaúcha, em 24 deste janeiro? Os que ainda apoiam Lula são mesmo tantos assim?

 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 05/01/2018

CONFÚCIO MUDA METADE DO SECRETARIADO. SAEM TODOS OS QUE SERÃO CANDIDATOS

 

Sobre a mesa do governador Confúcio Moura, nessa próxima terça, dia 9 de janeiro, começam a ser empilhadas algo em torno de três dezenas de cartas com pedidos de exoneração. Isso mesmo! Todos os secretários, superintendentes, diretores de autarquias e presidentes de empresas públicas vão deixar os seus cargos. Pouco mais da metade dos secretários (são 19 no total), permanecerão, voltando aos seus postos, a convite do chefe. Os outros, contudo, sairão do Palácio Rio Madeira/CPA e de seus respectivos órgãos já sendo ex. Ou seja, Confúcio Moura começa, na reta final do seu governo,  uma grande reforma administrativa e de nomes. Não muda o  chamado núcleo do governo, mas todos os que disputarão as eleições de 2018, já começam a cair fora na próxima semana. Deve permanecer a turma mais próxima a Confúcio, como o chefe da Casa Civil, Emerson Castro; o secretário da Fazenda, Wagner Garcia de Freitas; o secretário de Educação, Waldo Alves; o de Planejamento, George Braga; o superintendente de Comunicação, Domingues Júnior e alguns outros do grupo palaciano. Entre a dezena dos que devem deixar seus cargos, estão o secretário da saúde, Williames Pimentel; o da Agricultura, Evandro Padovani e o diretor geral do DER, Ezequiel Neiva, que serão candidatos em outubro.  A partir daí, o Governador começa a montar a equipe que o acompanhará até o final do seu segundo mandato. E o fim pode ser em 31 de dezembro ou, o que é muito mais provável, no final de março, quando ele pode sair para lançar-se como candidato ao Senado. Daí, pode haver nova e profunda mudança, quando assumir, nesse caso, o vice governador Daniel Pereira, que governaria até o final deste ano, caso Confúcio renuncie para concorrer.

A equipe que sai e a que fica, ambas têm o que comemorar. Rondônia é hoje um dos únicos Estados da União que está com s seus números positivos. Encerrou 2017, por exemplo, sem dever um tostão, incluindo dívidas que alega ter recebido, no valor de 350 milhões de reais, totalmente  pagas. Na virada do ano, registrou, ainda,  um superávit de 9 milhões de reais, ao contrário da maioria dos Estados, que andam vivendo sob o desespero dos cofres vazios. Salários do funcionalismo em dia; zero dívidas com fornecedores; calendário de pagamento dos servidores para 2018 já oficializado até dezembro próximo;  crescimento sólido da economia,  em praticamente todos os quesitos que se for analisar, fazem com que a equipe confunciana possa ser considerada um time bem sucedido. Não se sabe quem serão os substitutos, mas pelos lados do Palácio do Governo, a ordem é a mesma: vão mudar alguns  personagens, mas a forma de trabalho e a filosofia de resultados, continuarão imutáveis.  

 

 

 

 

 

 

 

BRIGA FEIA

Mais hoje, mais amanhã, o assunto vai se tornar público. Nos meios políticos, já se ouve  sobre o caso tanto nas conversas de bastidores como entre os grupos que se reúnem para falar sobre essas questões que, normalmente, demoram a chegar ao grande público. O que a coluna pode antecipar é que dois importantes nomes da política local romperam definitivamente relações. Coisa séria. Briga feia. Há, claro, como em todos os confrontos como esse, aqueles que querem colocar água no incêndio, tentando apagá-lo de qualquer forma possível, para que não se propague. Mas tem o outro grupo, muito maior, que quer mesmo é ver o circo pegar fogo. A confusão foi tão grande que envolve até ameaça de dossiê de um dos gladiadores contra o outro. O mote  teria como base algumas medidas duras tomadas por um dos poderosos, que teria proibido algumas decisões e ações que foram tomadas pelo outro. Os nomes? Muito em breve esse assunto vai vir à público, porque, ao menos num círculo restrito da política, já não é mais segredo. A coluna vai acompanhar o caso bem de perto!

 

O HOSPITAL FANTASMA

O site G1 levantou as informações. Mais uma obra importante para o Estado, está totalmente paralisada, por questões de documentação. Quando não é a burocracia, é o emaranhado de leis e de órgãos que têm poder decisório, inclusive de mandar paralisar obras e por aí vai! Nesse jogo infernal, o contribuinte é a maior vítima, claro, mas, na verdade, quem está preocupado com isso? O “novo”  hospital regional de Ariquemes, que custaria 36 milhões de reais e amenizaria em muito o caos da saúde na região do Vale do Jamary, está com suas obras paralisadas. Tudo parado, mesmo que já tenham sido gastos alguns milhões com a base, ferragens, madeiramento e fundações. Aliás, as fundações hoje estão cheias de água, transformando-se num criadouro de mosquitos. É o hospital que transmite doenças, quando deveria era estar salvando vidas. Problemas no custo, questões de documentação envolvendo a Caixa Federal e outras desculpas de sempre, atrasam o hospital, que não se sabe se um dia ficará pronto. No projeto, o Hospital Regional teria  11 mil metros quadrados de área construída, com 140 leitos, dos quais 10 deles na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Tanto tempo depois da  serviço iniciado, o que se vê é um esqueleto, como uma construção fantasma, assustando os moradores e os deixando perplexos em ver, novamente, tanto dinheiro público desperdiçado!

 

ÁGUAS ETERNAS

As cenas da quinta de manhã, quando a Capital acordou, foram as mesmas que se vê nos últimos 30 anos, pelo menos, quando ocorre uma chuva mais forte: dezenas de ruas tomadas pelas águas e, muitas delas, totalmente intransitáveis como se lagos ou pequenos rios fossem. Houve pontos, como Pinheiro Machado com Guaporé, onde ficou impossível transitar, porque a água chegou a altura da metade da porta dos carros pequenos. A chuvarada intensa atingiu praticamente todas as zonas da Capital, deixando o trânsito ainda mais perigoso e só a partir do meio da manhã, quando a chuva diminuiu um pouco, a situação voltou a alguma coisa perto da normalidade. Na região do bairro da Lagoa, o problema, caótico, atingiu centenas de casas, deixando várias famílias desesperadas. Na rua Curimatá, que há mais de três décadas está abandonada pelo Poder Público, moradores passaram a noite tirando água  de dentro de suas casas. As administrações se sucedem, os anos passam e as alagações, infelizmente, não são resolvidas, na maior cidade do Estado.

 

O SALVADOR DA PÁTRIA

Roberto Jeferson participou sim de um grande esquema de corrupção. Prova disso é que foi condenado e cumpriu pena. Mas o Brasil não pode esquecer que foi ele quem prestou um grande serviço ao país, ao denunciar (e se autodenunciar), o caso do Mensalão, a primeira prova concreta da quadrilha que Lula e seus aliados formaram, para tomar o poder e transformar a Nação numa propriedade privada de um grupelho político. Não fosse Roberto Jeferson, correríamos o risco de hoje estarmos sob o tacão dos quadrilheiros, sem saber o rumo que tomaríamos. Provavelmente o grupo se solidificaria no poder, porque o próximo presidente seria José Dirceu, exatamente o articulador e um dos chefões do movimento de ataques aos cofres públicos algo como, nem igual e nem semelhante,  se viu em toda a nossa história. A roubalheira foi de tal monta que não se tem notícia de que tenha havido assalto maior aos cofres de um país como o fizeram os liderados de Lula (aquele que não sabia de nada!) durante quase uma década e meia. A mídia esquerdista e lulista, que faz questão de esquecer toda a roubalheira, tem se esganado em esculhambar Jeferson, até porque a filha dela foi nomeada Ministra do Trabalho. Claro que ele não é nenhum santo. Mas ajudou – e muito – a salvar o Brasil das mãos desses celerados.

 

OS SEM INDULTO

Condenados, os ex deputados estaduais Amarildo Almeida, João da Muleta, Kaká Mendonça, Haroldo Santos, Ronilton Capixaba, Daniel Neri, Carlão de Oliveira e Ellen Ruth teriam direito ao indulto de Natal, assinado pelo presidente Michel Temer. Todos estariam dentro das exigências do decreto Presidencial. Estavam pleiteando o benefício legal. O TJ de Rondônia, através do desembargador Renato Mimessi, contudo, não aceitou os pedidos. A alegação básica é que o decreto original de Temer foi contestado e parcialmente anulado pelo STF. Só depois da edição de um novo decreto, com as novas regras e dentro das exigências do Supremo, é que o caso dos ex parlamentares rondonienses será analisado novamente. Até lá, todos continuam condenados. O Palácio do Planalto, ao menos até essa quinta-feira, não havia acenado com qualquer mudança no decreto original. A expectativa continua, portanto.

 

ROUBALHEIRA NO BOLSA FAMÍLIA

Tem cura um país em que gente graúda, com casa própria, às vezes mais de um carro na garagem, se inscreveu e recebeu benefícios do Bolsa Família durante anos? Famílias com bom nível de vida; funcionários públicos com salários bastante razoáveis; gente abastada, pegando alguns tostões que poderiam ajudar os verdadeiramente miseráveis, que são tantos nesse país? Pois uma auditoria da Controladoria Geral da União, a CGU,  descobriu nada menos do que 350 mil cadastros ilegais. Essa gente canalha, junto com outras famílias pobres, mas que também já não tinham mais direito ao benefício, receberam nada menos do que 1 bilhão e 400 milhões de reais, que, obviamente, não serão devolvidos aos cofres públicos. O governo já cancelou quase 5 milhões de reais em pagamentos, mas está longe de descobrir toda a sujeira que envolve um programa com boas intenção (a de ajudar famílias realmente necessitadas), mas que, com o tempo, foi transformado num esquema de compra de votos e, ainda, num sistema em que não há porta de saída. Ou seja, o programa não é temporário, até que o beneficiado possa viver com suas próprias forças. Enfim, mais uma vergonha nacional. 

 

ARGUMENTOS DESFOCADOS

Há dois aspectos, em relação ao aniversário de instalação do Estado de Rondônia, comemorado nesta quinta, mas com o feriado antecipado para a terça, dia 2. O primeiro deles refere-se à mudança da data do feriado. Só quem não gosta do trabalho; só quem ignora a crise pela qual o país passa, onde o que se precisa é trabalhar mais e não emendar feriadões; só quem ignora a luta de empresários e trabalhadores para pagar tantos impostos; só quem não precisa batalhar no dia a dia para ganhar seu pão, porque seja feriado ou não, recebe igual,  é quem acha ruim a mudança da data. Queriam o que? Um feriadão de três dias  pelo  Ano Novo e outro de mais quatro dias, na mesma semana? O outro lado da moeda: aí sim, tem razão quem reclama que praticamente nenhum evento oficial foi marcado para comemorar a data. Seja no dia do feriado antecipado, seja no dia correto da comemoração, dia 4, esta quinta, festejar os 36 anos de instalação do Estado, mesmo que com cerimônias simples, seria uma obrigação do Estado e das instituições. Malandramente, alguns comentários tentaram misturar uma coisa com a outra. Argumento desfocado. Nada a ver. A comemoração deveria ter sido feita, com programação antecipadamente divulgada, fosse na terça, dia do feriado antecipado, quanto na quinta, dia 4, data correto das comemorações. Uma coisa é uma coisa, outra coisa...

 

PERGUNTINHA

Com tanta chuva caindo em toda a região e também nas cabeceiras dos grandes rios do norte, na Bolívia, será que vamos enfrentar mais uma grande enchente do rio Madeira, como a que ocorreu em 2014?

 

 

 

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Sérgio Pires 03/01/2018

POLÍTICA E IDEOLOGIA DETERMINAM QUEM PODE E QUEM NÃO PODE DESTRUIR A FLORESTA

 

Ibama, CMBio e várias ONGs, nacionais e internacionais, que vivem em função das questões ambientais da Amazônia, estão denunciando que madeireiros ilegais andam invadindo terras de proteção em Reservas Extrativistas. Mais de 200 quilômetros de estradas teriam sido abertas em plena flores, apenas numa Resex, localizada no Pará. O mesmo estaria ocorrendo em outras reservas da região, incluindo as de Rondônia. Para escapar da fiscalização dos satélites, os invasores estariam mudando suas táticas, construindo estradas menores, menos largas, que não podem ser vistas à distância, pelo ar. Os crimes ambientais são sim repetidos na região, até por falta de fiscalização correta e a ganância de invasores, que querem roubar madeiras nobres, como o ipê, cujo metro cúbico pode ser vendido a até 2.500 dólares (mais ou menos 8.500 reais, ao preço atual do dólar, no paralelo). Só o Pará tem mais de 736 mil hectares de áreas protegidas em 93 parques estaduais e áreas de Reserva Extrativista. Em Rondônia, recentemente, foram criados mais três novas reservas ambientais, além das extrativistas e dos parques, colocando boa parte do território do Estado sob controle do Ibama e de seus amigos das ONGs. O ministro Sarney Filho está preparando a assinatura de projetos que tornarão mais 3 milhões de hectares da Amazônia como áreas de proteção ambiental. Intocadas e intocáveis, portanto. Tudo sob supervisão de organismos internacionais e alguns nacionais, que não querem ver brasileiros usufruindo das riquezas da terra, a não ser em atividades extrativistas que eles controlem, organizem e autorizem. Mesmo com todos os exageros, há que se concordar que a fiscalização é necessário, porque criminosos, se deixados agir ao seu bel prazer, podem mesmo destruir a região em poucas décadas, transformando a Amazônia num deserto. Mas...

Sempre tem um mas... Alguém aí ouviu alguma palavra, protesto, denúncia, ação radical (como por exemplo foi feito com a queima de tratores encontrados em áreas de preservação e nos incêndios provocados por fiscais do Ibama, que destruíram dezenas de balsas e dragas num garimpo do rio Madeira,, recentemente), dos órgãos de fiscalização e das ONGs sobre a destruição praticada em propriedades por invasores de terras alheias?  Claro que não. Porque uma coisa é ir contra as determinações e mandos dos donos da nossa floresta, que vêm de muito longe, para se associar a autoridades brasileiras que transformaram a questão ambiental num tema político-ideológico. Outra coisa é destruir propriedades alheias. Aí pode!

 

DEPENDE DA CARA DO FREGUÊS

Aliás, não se ouviu uma só palavra nem do Ibama, nem do ICBio, nem do Greenpeace ou outras ONGs que mandam na Amazônia, sobre o grave crime ambiental praticado por centenas e centenas de invasores de fazendas e propriedades rurais. Só num caso, a cerca de 100 quilômetros da área urbana de Porto Velho, na região de Jacy Paraná, a Fazenda que pertencia ao empresário Sebastião Conti, já falecido, foi completamente devastada, durante mais de uma década. É só um exemplo, mas há mais que dezenas deles. Na propriedade de Conti,  os criminosos invasores destruíram toda a área, incluindo dezenas de pés de ipê e outras madeiras nobres, como mogno, que foram plantadas e cuidadas durante anos. Conti morreu também de desgosto, ao ver todo o seu patrimônio destruído e as várias decisões judiciais de reintegração de posse, determinadas pela Justiça, jamais cumpridas. Invadir áreas de proteção, aí tem grito geral. Roubar propriedades alheias e destruir tudo o que há nelas, inclusive árvores nobilíssimas, aí pode! Ou seja, como sempre, o cumprimento das leis brasileiras dependem muito da cara do freguês e da sua ideologia!

 

À BEIRA DO CAOS

Violência, truculência, milícias armadas pela ditadura atacando o povo; pessoas desesperadas procurando comida em lixos; oposição calada por medidas cada vez mais duras e em desrespeito à democracia; prisões ilegais; desrespeito aos resultados das eleições; desrespeito ao povo e ao país: tudo isso está acontecendo pertinho de nós, na Venezuela, governado por um celerado que implantou um regime socialista à base da brutalidade e da força. Nícolas Maduro preparou a Venezuela para uma guerra civil, que se avizinha, sem pena do que está acontecendo com grande parte do seu povo. Os olhos do mundo começam a conhecer a situação do país, quando as imagens e cenas chocantes da situação terrível por que passa a população, começam a circular pelas redes sociais e na mídia de todo o Planeta. É uma terra onde a ditadura domina. A tal ponto que um brasileiro, membro de uma instituição de direitos humanos contra a fome, foi preso, acusado de estar trabalhando contra o regime de Maduro. Seu crime, segundo o noticiário: estava percorrendo ruas de Caracas, levando alimentos aos famintos que abundam na cidade. Nenhum órgão de direitos humanos, dominados pela ideologia esquerdista, abriu a boca para defender o brasileiro preso ilegalmente. Nem o Itamaraty se pronunciou. Maduro e seu loucura vão começar a envolver a América Latina, caso não seja detido. É que que nos preparemos, porque vem coisa muito pior por aí!

 

THIAGO FORA DO MDB

Tem novidades na política de Ariquemes! O prefeito Thiago Flores, que tem notabilizado sua administração por uma parceria com a maioria da comunidade, está anunciando que vai trocar de partido. Eleito pelo hoje MDB, ele está analisando o quadro político e deve anunciar para que sigla se mudará até o final do mês. Thiago não comenta as razões pelas quais deixará o partido, mas certamente ele anda insatisfeito com muitas coisas. Em relação a Thiago, uma nova liderança na política do Estado, há também outras certezas, além da troca de partido. Uma delas: ele não apoiará a postulação de seu vice, Lucas Follador, que será candidato a deputado federal. Os dois não estão mais falando a mesma linguagem. Não há um rompimento público, mas o que se ouve nos bastidores é que o Prefeito estaria muito insatisfeito com seu vice, que, segundo Thiago teria comentado com pessoas próximas, “infelizmente faz a política tradicional do toma lá, dá cá!”. A outra certeza é que, mesmo com chances de postular algum outro cargo, como disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa ou até à Câmara Federal, o prefeito de Ariquemes decidiu que vai ficar exatamente onde está e que concluirá todo o seu mandato. Agora, é esperar para se saber para que lado ele vai pender, em termos partidários.

 

FIM DO ACAMPAMENTO NAS ESCOLAS?

Sobre ações da Prefeitura para esse janeiro, há planos arrojados. Uma das maiores preocupações é aliviar os cofres municipais de uma despesa em torno de 420 mil reais por mês. Isso mesmo! Como fazer isso? Credenciando a UPA e a Casa de Parto Natural (a primeira no Estado, inaugurada no segundo semestre de 2017), junto ao Ministério da Saúde. Com isso, os cofres da Prefeitura deixariam de arcar com essa vultosa despesa, passando à responsabilidade federal. As negociações estão avançadas. Outro desafio que Thiago Flores tem pela frente é evitar que se repitam cenas de vários anos. Ele conta que assumiu o compromisso de evitar “acampamentos” de pais e as filas intermináveis, na luta pela rematrícula de seus filhos nas escolas municipais. A batalha para fazer com que esse drama das famílias acabe, está em andamento. Tem mais: para o prefeito, uma das prioridades deste janeiro, mesmo com toda a chuva que tem caído, é realizar uma operação tapa buracos em toda a cidade. Em duas frentes (na política e no dia a dia da administração), o jovem prefeito de Ariquemes trabalha duro para que consiga alcançar seus objetivos. Batalhador e sem medo, quem o conhece acha que ele conseguirá realizar tudo o que está planejando.

 

FIM DA DIABETES E DO ALZHHEIMER?

O ano começa com uma notícia sensacional para milhões de doentes mundo afora: uma nova droga, que é testada, por enquanto, apenas em animais, tem mostrado resultados excepcionais na reversão de casos de diabetes 2, até agora incuráveis e, ao mesmo tempo, tem revertido, em ratos, a perda de memória, característica das pessoas com o Mal de Alzheimer. O novo composto é um  coquetel: a droga utiliza a ação combinada de três substâncias, para tentar reverter com sucesso níveis tóxicos de glicose no sangue. Nos testes, os resultados foram tão intensos e positivos quantos os conseguidos em cirurgias bariátricas. Embora a pesquisa não tenha detalhado exatamente como o controle da glicose também melhora a doença neuro degenerativa, pesquisas antiAlzheimer com drogas 'emprestadas' da diabetes não são novas: a ciência já sabe que pessoas com diabetes têm maior risco para a demência. Não há ainda previsão para que o novo medicamento seja comercializado, mas sem dúvida os resultados dele até agora acenam para a possibilidade de cura de duas das mais temidas doenças que afetam a raça humana.

 

MADEIRA MAMORÉ MUDA DE DONO

O ano começou com importante novidade na questão do patrimônio histórico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Desde o dia 1º e até 31 de dezembro de 2.067, ou seja, nos próximos 50 anos, toda a estrutura ficará sob responsabilidade da Prefeitura de Porto Velho. Os palpiteiros, os chatos, os que discursam, mas nada resolvem; os que só atrapalham; os que se acham donos e proprietários únicos do que é de todos, enfim, essa gente que faz só barulho, felizmente, ficará fora do novo contexto de domínio do que de mais importante temos, na área da história. Ao assumir o encargo, a Prefeitura da Capital também se responsabiliza por várias ações, como um amplo projeto de revitalização; incluindo obras portuárias; melhorias urbanísticas, ambientais, valorização cultural e muitas outras. O consórcio da Santo Antônio Energia será um dos grandes parceiros do município, para a concretização desse arrojado projeto, preparado para agora e para o futuro.  Não há ainda informações sobre se haverá chance de o trenzinho da Madeira-Mamoré, no trecho de sete quilômetros até Santo Antônio, voltar a circular. Em breve, contudo, a Prefeitura deve também tratar desse assunto. Pode até não acontecer muita coisa, mas só o fato de nos livrarmos de tantos chatos e palpiteiros, que enchem o saco falando sobre o patrimônio histórico, mas nada fazem, além disso, já é um alívio!

 

PERGUNTINHA

Neste ano que está começando, caso, como cidadão ou cidadã, você milagrosamente fosse consultado ou consultada, qual a principal obra que gostaria de ver realizada em sua cidade? 

 

 

 

 

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Sérgio Pires 02/01/2018

EM ANO DE ELEIÇÃO PRESIDENCIAL, O BRASIL NÃO SABE QUAL CAMINHO SEGUIRÁ!

 

O ano começa com a possibilidade de mudanças profundas nesse Brasil tão problemático e em crise há pelo menos três anos. No dia 7 de outubro, os brasileiros irão às urnas para eleger seus governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e selecionar os dois candidatos que irão para o segundo turno, na disputa pela Presidência da República. Após 21 dias, ocorrerá a votação definitiva para que o Brasil conheça seu novo Presidente. Quem ele será? Quem são os nomes postados até agora? Há vários postulantes. Claro que, em todas as pesquisas, despontam até agora apenas dois, os extremos da relação. À extrema esquerda, o ex presidente Lula, que não se sabe ainda se poderá ser mesmo candidato, por seus rolos com a Justiça. À extrema direita, Jair Bolsonaro e seus discurso que é antitudo o que a esquerda conseguiu impor ao país nestas últimas décadas. Se a eleição fosse hoje, pelas pesquisas, iriam os dois para o segundo turno. Seria o fim?  Entre os mais equilibrados, estão os nomes do tucano mór, Geraldo Alkmin, o governador de São Paulo, que nunca encantou o eleitorado nacional, mas, no atual momento de extremos, pode sim ter chances reais de ser o cara do equilíbrio.  E ainda Álvaro Dias, do Paraná, com seu discurso mais à esquerda, mas nunca à sua extrema, vem aparecendo como uma alternativa viável. Já Ciro Gomes é carta antiga, com ideias conhecidas, mas nunca aprovadas pela maioria do eleitorado nacional. Adora brigas e debates polêmicos, mas muito pouco de novo representaria.

Marina Silva está na política há anos, mas some, escafede-se, quando surge alguma crise. Seu maior mérito é um longo casamento com as ONGs internacionais, já que ambos falam a mesma linguagem sobre o domínio da Amazônia. Afora isso, quase nada. João Dória? O empresário milionário, que começou no comando da Prefeitura de São Paulo, como aquele que poderia derrotar Lula e o petismo e ainda transformar o Brasil, escorregou na própria língua. Falou muito e fez pouco. Caiu em desgraça. Tem os novos. Um deles, Joaquim Barbosa. Teria chances reais? E o ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meireles? Com seu discurso sobre economia e sobre avanços no atual governo, conseguiria mexer com o eleitor? A 10 meses da eleição, na verdade, o Brasil não tem ideia de quem escolherá para ser seu novo Presidente. À exceção de Lula e Bolsonaro, o eleitor está mais perdido do que cachorro que caiu da mudança. Quem sabe lá adiante as coisas vão começar a ficarem mais claras?

 

 

CANDIDATÍSSIMO E POR CIMA

Candidatíssimo ao Senado (as pessoas mais próximas e alguns familiares já foram avisados, embora publicamente o assunto ainda não seja tratado), o governador Confúcio Moura continua recebendo afagos da mídia nacional, pelo desempenho do seu governo. Segundo  o site G1, da Globo, ele teria cumprido mais de 84 por cento de todas as suas promessas de campanha, ficando em segundo lugar no país, já que o governador do Maranhão, Flavio Dino, teria atingido 91 opor cento das suas promessas de campanha. Um dos piores na avaliação, nesse quesito, segundo o levantamento do site, foi nosso vizinho Tião Viana, que, chegando ao final do seu mandato, cumpriu apenas 16 por cento do que prometeu ao eleitorado e à população do Acre. Segundo a avaliação, Confúcio melhorou o Estado em praticamente todos os setores. Na saúde, por exemplo, algumas de suas promessas foram cumpridas em 100 por cento, como no caso da implantação de centros de cirurgias bariátricas, oftalmológicas e urológica. Há ainda promessas não atingidas, mas, no geral, o governante rondoniense anda sendo destacado pela mídia nacional. Na semana passada, foi o UOL e a Veja, que lhes deram holofotes.

 

A VOLTA DE ROLIM

Rolim de Moura foi, durante anos, um “ninho” de criação de muitos políticos. De lá vieram dois governadores (Valdir Raupp e depois Ivo Cassol) e três senadores (os dois, mais Expedito Júnior); deputados federais (como Luiz Cláudio da Agricultura, em seu primeiro mandato) e inúmeros deputados estaduais. Nos últimos anos, contudo, a safra de novos líderes da cidade diminuiu. O empresário César Cassol, que surgia como um nome dos mais fortes para dar continuidade ao cenário de Rolim na política rondoniense, decidiu largar tudo e se dedicar apenas aos negócios. O atual prefeito, Luiz Ademir,  o Luizão do Trento, que o substituiu tem enfrentado inúmeras dificuldades, mas a partir de agora pode surgir como nome quente para o futuro. Luizão não quer ouvir falar em disputar nada em 2018, porque pretende concluir seu mandato à frente da Prefeitura.  Mas tem tantos planos e tantos projetos para executar que, se os realizar mesmo, pode sair consagrado ao final do seu mandato. Esperemos para ver.

 

UMA CIDADE EM OBRAS

Luizão assumiu a Prefeitura com inúmeros problemas. Enfrentou greves, confusão, falta de dinheiro, quase naufragou na crise. Mas, no final, ao que parece, saiu dela fortalecido. A cidade está prestes a se tornar um canteiro de obras (mais de 50 quilômetros de asfalto previstos para o ano; só de emendas dos senadores Ivo Cassol e Acir Gurgacz, mas de 10 milhões serão usados para infraestrutura; dezenas de licitações estão sendo feitas ao mesmo tempo; o novo prédio da Prefeitura começará a ser erguido em 2018) e Luizão quer chegar ao final do segundo ano do seu segundo mandato com a sua Rolim de Moura transformada. Tomara que tudo dê certo para a cidade, que já há alguns anos, depois de quase duas décadas de grande progresso, enfrentou enormes dificuldades. Tudo isso vai depender não só do Prefeito, como também dos políticos que representam a cidade em todos os níveis. E, é claro, do apoio da comunidade e do funcionalismo. Ao que tudo indica, Rolim está ressurgindo como uma comunidade das mais fortes, no Estado.

 

APARÍCIO CARVALHO TOPARIA?

A família Carvalho pode vir em peso para as eleições de 2018? Mariana Carvalho vai buscar a reeleição para a Câmara Federal e está bem na foto, por todas as pesquisas que se tem analisado. Seu irmão, atual presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Maurício, vai concorrer a uma cadeira à Assembleia, com chances reais de chegar lá, tal o poderio eleitoral da família. Agora, em algumas conversas de bastidores, se ouve que o patriarca da família, o empresário, ex deputado federal e ex vice governador Aparício Carvalho, poderia ser instado a concorrer a uma vaga ao Senado. Seria um desafio e tanto, até porque às duas cadeiras já estão na disputa nomes entre os mais quentes da política rondoniense, como Valdir Raupp, Confúcio Moura, Expedito Júnior e o prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, além do professor e pastor  Aluízio Vidal, que tem grande eleitorado na Capital. Ocorre que Aparício tem um nome dos mais fortes; é um empresário de sucesso no ramo da educação universitária e uma vida pública ilibada, dedicada ao Estado. Com os dois filhos já formando uma dobradinha, a perspectiva de que ele aceitasse o desafio não está sendo descartada. Pode ser apenas mais uma possibilidade, mas que é bom se ficar de olho, é bom sim. Os Carvalho não são fáceis de bater nas urnas!

 

VÃO NOS ENLOUQUECER!

Os que amam os direitos humanos dos bandidos, que vivem em função disso, que ignoram o que acontece com as vítimas, esses, certamente, não ficarão indignados com dois fatos  registrados no primeiro dia do ano em Rondônia. São dois apenas, mas sintomáticos. Num deles, um desgraçado, por causa de um celular, matou a sangue frio um menino de 17 anos, que andava pelas ruas de Ariquemes, ainda comemorando a passagem de ano. O terror de um crime desses não tocou nenhum defensor dos bandidos, mas certamente deixou indignadas, mais uma vez, aquelas pessoas que já não suportam mais ouvir discursos em prol da bandidagem. O outro caso ocorreu em Jacy Paraná, onde dois canalhas agrediram violentamente um ancião de 91 anos, atacando-o dentro da sua própria casa e o ferindo, apenas para dar ares de crueldade às maldades que praticavam. No primeiro caso, o assassino está livre. No outro, os dois criminosos foram presos, depois de uma troca de tiros com policiais. Em ambos, alguém de sã consciência acredita que um bandido que mata um adolescente por causa de um celular e os dois covardes, que quase mataram um homem de mais de 90 anos, merecem os afagos que nossas leis dão a eles? Não deveriam apodrecer na cadeia, até o último dos seus dias? É bom pensar que essa moleza para a bandidagem não vai durar para sempre, senão a gente enlouquece!

 

LÉO E PALITOT CUMPREM PACTO

Nos meios políticos, já se dá como certa a decisão do deputado Léo Moraes de disputar uma cadeira à Câmara Federal. Será um adversário difícil para os demais concorrentes, ainda mais depois de sua performance como candidato à Prefeitura e, ao mesmo tempo, do bom mandato que vem realizando na Assembleia Legislativa. Com isso, o acordo que ele tem o vereador mais votado da Capital, Aleks Palitot, será cumprido. Palitot só seria candidato à Assembleia, caso Léo não fosse à reeleição. Os dois jovens políticos fizeram um acordo há mais de um ano. Como Léo vai mesmo – ao que tudo indica, porque até a definição das convenções ainda vai um longo tempo – concorrer ao Congresso, Palitot prepara sua campanha para o parlamento estadual. Tanto ele quanto Léo são duas caras novas na política. O vereador, que obteve mais de 4 mil votos para chegar à Câmara, sonha alto e quer conseguir uma expressiva votação na corrida por uma cadeira na ALE. Este será um ano importante para o professor e vereador: nessa semana ainda, deve nascer sua primeira filha. Para Palilot, 2018 promete!

 

PERGUNTINHA

Depois de tanta festa, comilança, gastança, feriadão, como você, que não foi um dos felizardos da fortuna da Mega Sena da Virada, começa a enfrentar a realidade do novo ano?

 

 

 

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Sérgio Pires 01/01/2018

O 2018 CHEGA COM UMA CARA OTIMISTA PARA O BRASIL E PARA RONDÔNIA

Um fio de esperança! O 2018 começou em alto astral em todo o país, com aquelas exceções que já são tradicionais, incluindo a violência, que ainda nos domina a todos os brasileiros, morem onde morarem, nesta terra promissora e problemática. Mas o Novo Ano começou bem, cheio de alegria e muita esperança. Ao menos 17 brasileiros estão começando 2018 com os bolsos cheios, mesmo na crise. Eles repartiram os 306 milhões de reais da Mega Sena da Virada. Infelizmente, nenhum rondoniense entre os que ganharam 18 milhões cada um. Em Porto Velho, a festa de passagem de ano foi uma das melhores das últimas décadas, com um público numeroso e pouquíssimos registros negativos, o que também já é um avanço. Começou 18 também com outra ótima notícia para milhares de porto velhenses: o prefeito Hildon Chaves assinou contratos e anunciou concorrências públicas para realizar obras que vão chegar aos 130 milhões de reais, muitas delas que já ficarão prontas esse ano meio. Entre elas, várias ruas do bairro da Lagoa, destruídas em todas as chuvas, para desespero dos seus moradores. A Capital também terá boas novas no primeiro mês do novo ano: está previsto para 30 de janeiro, se não houver mais nenhum contratempo, a entrega oficial do Espaço Alternativo, incluindo sua nova e linda passarela, que terá iluminação a LED e será uma grande atração da cidade. O Anel Viário de Ji-Paraná, na reta final, será entregue até a terceira semana de fevereiro, segundo fontes do DER. Em nível estadual, como Rondônia se transformou num exemplo positivo para o país de controle de suas finanças, a novidade é um calendário de pagamentos de salários até dezembro. Ou seja, o pagamento dos servidores, que movimenta a máquina da economia do Estado, vai ser feito rigorosamente em dia, como tem sido feito desde que começou o primeiro governo de Ivo  Cassol e atravessou os dois mandatos de Confúcio Moura.  

O Estado tem mais ou menos 200 milhões em caixa para tocar obras ou concluí-las, neste último ano da administração de Confúcio, que, para ele, termina em abril, quando ele deixará o posto para disputar uma cadeira ao Senado. Seu vice, Daniel Pereira, ficará com a missão de governar no último semestre e concluir as obras que até lá não tenham sido entregues. Há alto astral também em relação ao agronegócio. Não só estamos com perspectivas de ampliar nosso mercado mundial da carne (já vendemos para 40 países), com a perspectiva de entrarmos no Mercado Europeu, como ainda teremos a maior safra de grãos do país, em percentuais de crescimento.  Problemas? Temos ainda. E imensos. Mas o 2018 que está chegando, ao menos mostra sua cara sorridente e menos agressiva. Além disso tudo, está nas nossas mãos corrigir tudo o que de errado há neste país. No último trimestre, tem eleição. Todos os avanços, correções e melhorias dependem do nosso voto. Saberemos usá-lo?

 

 

DE OLHO NAS URNAS

Dentro de no máximo 90 dias, todo o quadro para as eleições deste ano começa a se desenhar, tanto em nível nacional quanto local. Em Rondônia, já há certezas, mas ainda muitas dúvidas. Cassol poderá concorrer ao Governo? Se puder, muda tudo, porque ele virá com uma liderança nas pesquisas em praticamente todas as regiões do Estado. Se não vir, a princípio a disputa ficará mesmo entre dois pesos pesados da política: o presidente da Assembleia, deputado Maurão de Carvalho e o senador e empresário Acir Gurgacz. O que poderia ainda se transformar, que não esteja claro agora? Talvez a inclusão do nome de Expedito Júnior na disputa pelo Palácio Rio Madeira/CPA. Ele quer mesmo é concorrer ao Senado, onde tem liderado as pesquisas, mas caso Cassol não entre na briga, Expedito pode decidir por esse novo caminho. Daniel Pereira, o atuante vice governador, poderá entrar na briga também, mas quanto a isso não há qualquer certeza. Nomes novos? O que mais tem surgido é o do procurador Héverton Aguiar, que, prestes a se aposentar, começa a falar oficialmente sobre o assunto só depois de deixar o MP. O que vier a mais, será certamente surpresa!

 

COM O PÉ DIREITO

Os números divulgados pela Prefeitura, promotora do evento, apontam que 140 mil pessoas estiveram na grande festa de Ano Novo, no centro da Capital, com um show especial da cantora sertaneja Naiara Azevedo. O número, é claro, está exagerado, mas pelo menos entre 80 mil e 100 mil passaram pela grande festa. O prefeito Hildon Chaves e a primeira dama, Ieda Chaves, não participaram, porque passaram o Ano Novo no Rio, com os filhos, que moram lá. Dos políticos, os irmãos Maurício Carvalho e Mariana Carvalho (ela foi quem conseguiu a verba de 200 mil reais para o show, que acabou dando problemas, porque o recurso não foi liberado na última hora), falaram rapidamente. No mais, praticamente só festa e alegria, com uma ou outra exceção dos inconvenientes e bêbados de sempre, que exageraram. Há muito tempo Porto Velho não via uma festa deste porte. Foi uma forma altamente positiva da Capital, sempre tão problemática, começar o 2018 com o pé direito. Tomara que o ano inteiro seja assim, só de coisas boas.

 

IMPUNIDADE GERA CRIME

O ano terminou e 2018 começou com a mais perigosa das desobediências, a militar, causada pela PM do Rio Grande do Norte, somada à civil, também polícia armada, que pode causar um grande estrago nas instituições e nas relações democráticas. Ao ignorar completamente decisão judicial que considerou ilegal a greve dos PMs e policiais civis do Estado, os que deveriam fazer cumprir a lei estão dando uma banana para a Justiça e colocando o regime democrático sob risco. Embora tenha motivos justos – atraso de salários e falta de condições de trabalho – os policiais sabem que fazem parte de instituições diferenciadas, em que greve é proibida. Infelizmente, quando tudo passar, o grave ataque à democracia,  com desobediência às decisões judiciais, será esquecida. Mesmo que aqui e ali ocorrerem punições, como já ocorreram em várias regiões do país, incluindo Rondônia, os responsáveis serão beneficiados por indultos, porque as leis no Brasil não são iguais para todos. A impunidade sempre é a maior inimiga dos regimes democráticos. Os crimes cometidos são jogados para baixo do tapete e têm, é claro, o poder de incentivar novas rebeliões contra decisões da Justiça, como está ocorrendo agora no nordeste brasileiro. Se os punidos do passado tivessem cumprido suas penas, nada disso estaria acontecendo. Pronto. Falei!

 

AGORA, FALTA A PONTE!

Não é sonho! Finalmente uma obra completa, certinha,  com cara de obra à altura do que a cidade merece. O novo viaduto da Três e Meio, sobre a BR 364, ligando a zona sul ao centro de Porto Velho, foi entregue há alguns dias, mas, como a ponte sobre o rio Madeira, transformado em escuridão total ao anoitecer. Por não é que a Emdur (sim, a Emdur, empresa da Prefeitura da Capital e não algum órgão federal), foi até lá e resolveu o problema? Em menos de três dias, instalou postes, estendeu fiação, colocou lâmpadas e deixou aquela parte da entrada da cidade como se fosse um micro local da superiluminada Paris, a Cidade das Luzes. O que prova isso? Que com um pouco de boa vontade, com criatividade, com apoio e parcerias, as coisas podem ser resolvidas sim! Como poderiam já ter resolvido, há muito tempo, a situação da ponte sobre o Madeira, no bairro da Lagoa, construída a um custo superior a 200 milhões de reais, mas que, três anos depois de pronta, é o retrato da escuridão, causando medo a quem pretende atravessá-la à noite. Não poderiam Dnit e Emdur, utilizando o mesmo sistema de parceria feito na iluminação do viaduto da Três e Meio, fazer igual na ponte sobre o Madeira? Ou daí já é pedir demais?

 

NEM SEMPRE GANHAM

Na área da segurança, o policiamento nas ruas ajudou bastante a que os índices de criminalidade não subissem às alturas, em Porto Velho, nas festividades de final de ano. E houve casos sim em que os bandidos perderam. Num deles, um “dimenor” criminoso foi morto a tiros, quando tentava assaltar uma mulher. Mas uma morte de um jovem, infelizmente, mas, sendo realista, menos um que causaria, sem dúvida, muita dor em muitas  famílias, porque se já assaltava com 17 anos, certamente passaria toda a sua vida no crime, o que é triste e lamentável. A polícia também pegou uma quadrilha de assaltantes, que roubava camionetas para levar para a Bolívia e trocar por drogas. Os criminosos tentaram ainda matar os homens da lei, mas foram contidos. Os vagabundos atacaram pessoas indefesas, uma delas uma mãe de poucas horas, que saía da Maternidade Municipal com seu filho. Há sim reação, tanto da comunidade quanto da polícia. Os canalhas que vivem do crime já não estão ganhando todas. De vez em quando, alguns deles são pegos.

 

A TURMA DO PIMENTEL

A saúde pública do município, em Porto Velho, está longe de achar seu caminho. Todos os dias as reclamações se multiplicam, porque nos postos de saúde e UPAs faltam não só médicos, como também medicamentos e até material para simples curativos. Faltou planejamento, claro. O prefeito Hildon Chaves e o experiente secretário Orlando Ramires, têm que encontrar, imediatamente, caminhos para resolver essas questões. O primeiro ano da administração foi praticamente perdida, na questão da saúde. Já em relação ao Estado, o quadro é bem diferente. Nos últimos anos, a qualidade da saúde estadual (sempre ressalvando-se exceções, que são notórias), deu um salto. A estrutura dos hospitais, os tratamentos de alta complexidade, a descentralização dos atendimentos, os calendários para exames, os pesados investimentos em pessoal e equipamentos, colocaram Rondônia em destaque nacional, neste tão difícil setor. Williames Pimentel, do alto da sua enorme experiência, com uma boa equipe, tem conseguido resultados altamente positivos. Há ainda muita demora para alguns tipos de cirurgias, mas até nisso o quadro melhorou bastante. Quem sabe a equipe municipal não senta com a turma do Pimentel, para aproveitar o que foi feito e “traduzir” para a linguagem municipal da saúde?

 

 

PERGUNTINHA

Você começou 2018 otimista, imaginando que teremos um país melhor a partir de agora ou pessimista, achando que se algo mudar, será para pior?

 

 

 

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Sérgio Pires 30/12/2017

COMO FOI O ANO QUE TERMINA? QUE CADA UM ANALISE E DÊ SUA RESPOSTA!

Foi um dos piores anos desde o início deste século 21? Ou foi o ano da depuração, tirando da vida pública, ao menos por algum tempo, alguns dos mais corruptos que já tivemos em nossa História, assim como parte daqueles que os corromperam? Houve mesmo alguma reforma de base, na essência, ou apenas puxadinhos demagógicos, que não resolvem nada, apenas amenizam, como a reforma trabalhista que, ao menos até agora, não pegou? Como é possível uma democracia ser gerida por um político que tem a ojeriza da grande maioria da população? Como conseguimos superar quase uma década e meia deste novo século, sendo roubados por uma quadrilha que se instalou no Poder e fez do ataque aos cofres públicos seu maior projeto de governo? Em 2017 avançamos ou andamos para trás? Estamos involuindo, ao colocar como preferidos pelo eleitorado, nas pesquisas, um extremista de esquerda, demagogo e envolvido com roubalheiras intermináveis e um extremista de direita, cujo sonho é o fim dos direitos individuais e a volta da dureza do regime militar? O que realmente melhorou no Brasil no ano que vem chegando ao fim? Ao invés de teorizar e dar opiniões pessoais, a coluna está pedindo ajuda dos seus leitores, apresentando alguns questionamentos que considera importantes, para que o próprio leitor produza suas respostas. Cada um tem uma análise sobre o que realmente ocorreu com o País; cada um sabe se estamos mesmo encontrando saídas para nosso labirinto ou seja estamos cada vez mais presos nele, sem acharmos uma luz que nos guie.

A verdade é que o 2017 que termina foi o ano de muitas dúvidas, muitas perguntas, muita falsidade e  hipocrisia, principalmente no novo mundo das redes sociais, recheada de idiotas iletrados, o que é comum neste país, mas também raivosos, o que é uma novidade, ao menos para aquele Brasil que se dizia ter o povo mais pacífico do mundo. Foi o ano da queda das máscaras, pois muitos líderes políticos acabaram mostrando suas verdadeiras faces, como foi o caso de Aécio Neves, apenas como um exemplo. Foi o ano de uma pequena recuperação da economia, embora a classe média continue sendo massacrada com mais e mais impostos; com preços abusivos da energia, do gás, do combustível. Foi o ano em que não apareceu uma só nova liderança, embora se fale que na eleição geral deste ano, os “caras novas” podem dominar o cenário político. Onde eles estão? Enfim, 2017 foi um ano complicado e complexo. Melhoraremos, como povo e como país, neste 2018 que chega? Temos a chance de mudar todo, via urnas. O faremos? Cada um que dê a sua resposta.

 

 

A RODOVIA DO DISCURSO

A BR 364 é uma das 10 maiores rodovias do Brasil. Tem 4.309 quilômetros, começando em Limeira, no interior de São Paulo, atravessando São Paulo, Minas Gerais, Goiás,  Mato Grosso, Rondônia e Acre. Termina na cidade acriana de Mâncio Lima, já na fronteira com o Peru. O município é o  mais distante do país, em linha reta, da Capital Federal. Todos os dias, dezenas e dezenas de milhares de brasileiros utilizam essa que é uma das mais importantes rodovias do país. No trecho apenas em Rondônia e Acre (cerca de 750 quilômetros de Vilhena a Porto Velho e outros 1.172 quilômetros até Mâncio Lima, ou seja, perto de 1.900 quilômetros) a 364 tem trechos onde trafegar é uma espécie de roleta russa. Todos os dias, em algum pedaço dela, perde-se uma vida; deixa-se feridos, alguns com sequelas terríveis a enfrentar todos os dias, até sua morte. A BR 364 precisa urgentemente de modernização; tem que ser duplicada, ao menos nos trechos mais perigosos. Não dá mais para tratar o assunto só com discursos e promessas e nem pensar apenas em faturar às custas dos motoristas, criando postos de pedágio antes de melhora sensível em todo o trecho dela. Os graves problemas da  Estrada da Morte precisa, urgentemente, serem resolvidos. 

 

HILDON FOI BEM

Há problemas graves, ainda, é claro. Nas áreas da saúde e da educação, mas muito mais na saúde, a situação continua de mal a pior. O trânsito também teve um ano perdido. Mas, num balanço geral, a administração de Hildon Chaves, em seus primeiros 12 meses, foi muito positiva. Arrumou a casa, para começar, acabando com os verdadeiros donos da Prefeitura, até há pouco tempo atrás: os líderes dos sindicatos de servidores, que davam as cartas, mandavam e desmandavam, ao ponto do município ter pago até um 14º salário, nos tempos de Roberto Sobrinho e dado aumentos salariais exagerados, nos tempos de Mauro Nazif. Os dois ex prefeitos ficaram bem com o funcionalismo, mas os cofres públicos, que são de todos os cidadãos e não só de empregados do município, sofrem e vão sofrer por anos ainda, essas bondades com o chapéu alheio. Hildon assumiu o controle da Prefeitura; trocou secretários tantas vezes quantas achou necessário; teve voz de comando; melhorou a iluminação da cidade; conseguiu dinheiro federal para muitas obras e está mudando, ao menos em alguns aspectos, a cara da Capital. Em seu primeiro ano, de 1 a 10, merece nota 7. Nazif, em seu primeiro ano, não mereceu mais que um 3. E olhe lá!

 

SOBRINHO DE OLHO NO FUTURO

Por falar em Roberto Sobrinho, ele está silencioso, mas comemorando todas as inúmeras decisões judiciais e de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado, que têm sido, em praticamente todos os casos até agora analisados, favoráveis a ele. Roberto sofreu um dos mais duros reveses, quando no auge da sua vida pública, ao ser preso poucos dias antes do encerramento do seu segundo mandato, por uma série de acusações, até agora não comprovadas. Chegou a tentar voltar à Prefeitura, no ano passado, mas concorreu sub judice e passou a campanha “sangrando”, como se diz na linguagem da política. Agora, com possibilidades reais de concorrer em 2018, ele está analisando a situação. A primeira intenção é tentar uma candidatura a deputado estadual, pelo PT, formando uma dobradinha bastante forte junto com Lazinho da Fetagro, que vai à reeleição. O PT pensa em Anselmo de Jesus, que já foi federal, para tentar a Câmara novamente. Mas há quem ache, dentro do partido, que Sobrinho deveria buscar sim uma eleição para a Câmara Federal. Em meados do ano que vem saberemos qual a decisão dele.

 

LEITURA INTERPRETATIVA

Houve alguns comentários contrários à informação, dada pela coluna, de que o governador Confúcio Moura estava se esbaldando em  entrevistas à mídia nacional, falando bem dele e de Rondônia. Provavelmente quem leu o texto não o interpretou de forma correta. Ali estava uma informação concreta sobre os acontecimentos, sem juízo de valor. Se ele falou certo ou errado, a História é quem vai julgar. Se exagerou, se puxou demais a brasa para o própria assado; se evitou falar de qualquer problema do Estado e optou apenas pelo lado positivo, aí já é outra história. Houve também comentários de que o Governo teria gasto muito grana, para ocupar tanto espaço nos veículos nacionais de comunicação. Quanto a isso, fácil de resolver: os órgãos de fiscalização e controle e o Ministério Público estão aí para receber denúncias, caso tenha havido algum exagero ou irregularidade. Essa também foi outra questão não abordada no comentário sobre a presença de Rondônia na mídia, com grande destaque e de forma positiva. O que se fez, por aqui, foi dar uma informação sobre a presença de Confúcio Moura, país afora, alardeando seu governo e sua terra. O restante das análises, fica por conta de cada um...

 

ERRO PROPOSITAL

Ainda sobre as entrevistas: apesar dos títulos negativos, dando ideia de que o Confúcio Moura teria criticado Michel Temer, em entrevistas que concedeu à imprensa nacional, especialmente ao site UOL, quem lê o que ele disse, vai compreender que, ao contrário, as frases são, na verdade, um elogio à Temer. O governador rondoniense disse sim que é difícil de acreditar que algum candidato a Presidente defenda o governo de Michel Temer. Foi nisso que os editorialistas basearam seus títulos. Mas excluíram a conclusão de Confúcio, mais importante que a frase inicial, porque resume sua verdadeira intenção de destacar que o Presidente da República pode estar sendo injustiçado. “Não dá para dizer nada agora, estamos no calor do fogo. Então não dá para fazer defesa do Temer, nas eleições, porque a população já está dizendo: ele está com 6 por cento de aceitação, é baixíssimo. Mas o tempo, a história hão de registrar os seus feitos”. Ora, isso é uma crítica? Claro que é, para quem faz questão de pegar qualquer frase que possa parecer contra Temer, para destacá-la como verdade. No caso do destaque dado no título à entrevista de Confúcio Moura, foi um erro crasso, embora se saiba que proposital.

 

O NOVO MUNDO DOS IDIOTAS

O ano termina com um conjunto de frases sobre a imbecilidade que reina na internet, cada vez mais verdadeiro, mesmo três anos depois da morte do autor. As declarações são do escritor Humberto Eco, um dos mais respeitados nomes da literatura italiana e mundial. O que ele disse se consolida, quanto mais passa o tempo, na mais pura das verdades. Lembremo-nos, pois: “as mídias sociais deram o direito à fala de legiões de imbecis que, anteriormente, falavam apenas no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Dizia-se imediatamente a eles que calassem a boca. Agora não! Agora eles têm o mesmo direito que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”! Há algum resumo melhor do que está acontecendo nas redes sociais, cada vez mais recheadas de idiotas se achando sábios; de canalhas espalhando suas canalhices; de semianalfabetos se achando a última Coca Cola do deserto? Humberto Eco deixou não só grandes livros para a História, mas também resumiu, como ninguém mais o fará, o que representa o reino da Internet, no mundo idiotizado!

 

PERGUNTINHA

Na virada de ano, neste domingo para segunda, você vai agradecer aos céus por que 2017 já terminou ou vai entrar em pânico porque o 2018 recém está começando?

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Sérgio Pires 29/12/2017

CONFÚCIO SE ESBALDA NA MÍDIA NACIONAL, DANDO SÓ BOAS NOTÍCIAS SOBRE RONDÔNIA

 

O governador Confúcio Moura andou, nessa quinta, ocupando importantes espaços na mídia nacional. Gravou entrevistas para a UOL, para a TV Veja e para o Canal Rural, entre outros importantes veículos de comunicação do Estado. Há inclusive conversas de bastidores de que ele seria um dos próximos entrevistados das Páginas Amarelas da Veja, publicação que, mesmo com a diminuição dos veículos impressos e sua importância em nível nacional, ainda ocupa um grande destaque no contexto do principal sistema de comunicações do país. Confúcio tem usado esses espaços não só para faturar politicamente, ao explicar como Rondônia conseguiu se tornar um dos poucos Estados a terem suas contas rigorosamente em dia, enquanto a grande maioria anda às portas do desespero. Ele também tem “vendido” a imagem da sua terra, falando nos grandes avanços do nosso agronegócio, da fartura de energia e da grande produção que temos, que poderia ser industrializada aqui mesmo. O Governador tem relatado, em detalhes, todas as medidas que tomou, já em meados do primeiro mandato, intensificando as ações desde o início do segundo mandato, para enxugar a folha de pagamento; para economizar em praticamente todas as áreas; em praticamente acabar com o uso da frota de veículos do Estado, a não ser sob rígido controle; como extinguiu mais de três mil cargos comissionados e como, mesmo sem dar aumentos ao funcionalismo, não enfrentou nem uma só grande greve em seus mandatos. Rondônia tem sido citada na mídia nacional, seguidamente, como exemplo de boa gestão para o país. Ao contrário de Rio, Minas, Rio Grande do Sul e a maioria dos estados maiores, quebrados praticamente, por aqui se respira salários e pagamentos de fornecedores em dia e se fala em crescimento, não em crise.

Mesmo sendo um pequeno Estado, periférico, sem os constantes olhares da imprensa nacional (a não ser para falar sobre escândalos, quando eles ocorrem e, aliás, tem ocorrido cada vez menos!), estamos sendo observados como exemplo positivo para o restante do país. Crescemos a uma média de 3 pontos do PIB (ao contrário do PIB nacional, que ficará pouco acima do zero); nosso agronegócio explode em sua expansão; temos hoje o sexto rebanho bovino do país, com 14 milhões de cabeças; exportamos para 40 países nossa carne, considerada de excepcional qualidade e estamos indo em frente, com uma economia sólida. Confúcio se esbalda em boas notícias sobre seu Estado, quando fala à mídia nacional. Só  não fala abertamente é se será mesmo candidato ao Senado em 2018. Será!

 

 

POLÍCIA RESPONDE A TESTONI

Depois do protesto e das duras críticas do ex deputado, ex prefeito e empresário de Ouro Preto, Alex Testoni, contra ações policiais que o envolveram em várias denúncias, alegando que está sofrendo pesada perseguição política, o comando da Polícia Civil do Estado emitiu nota, defendendo as ações dos delegados que comandaram a operação. A nota oficial assinada pelo Delegado Geral Eliseu Muller de Siqueira, embora não cite Testoni nominalmente, é, sem dúvida, uma resposta ao vídeo que o empresário postou, inclusive entre lágrimas, se dizendo vítima de uma grande orquestração para obrigá-lo, inclusive, a sair de Ouro Preto do Oeste, segundo suas próprias palavras. O vídeo, aliás, bombou nas redes sociais e seu resumo foi publicado aqui mesmo, dias atrás. Nele, o ex prefeito se defende das acusações e diz que uma delas, inclusive, nada tem a ver com ele, já que teria ocorrido depois que ele já teria deixado a Prefeitura. No final, emocionado, Testoni chorou e disse que há pesada perseguição contra ela.

 

“BASE EM PROVAS ROBUSTAS”

Na nota, o delegado Eliseu escreveu que “ a Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado de Rondônia manifesta sua irrestrita confiança na atuação dos Delegados e Policiais Civis envolvidos na operação “Erga Omnes”, ocorrida na cidade de Ouro Preto do Oeste. Trata-se de profissionais de grande preparo e reconhecidamente competentes”. Mais adianta, prossegue: “as investigações estão sendo acompanhadas desde o início pelo Ministério Público do Estado e contam com parecer favorável do órgão, assim como, as medidas judiciais foram decretadas pelo juiz competente com base em robustas provas, que foram juntadas aos autos. Salienta-se ainda que as medidas não seriam sequer decretadas sem o crivo criterioso do Poder Judiciário”. O assunto está em segredo de Justiça, por isso não pode ter maiores comentários, segundo o chefe de polícia do Estado. No final, Eliseu ataca, dizendo que “repudia, com veemência, qualquer tentativa de desmoralizar ações policiais ou investigadores, especialmente por parte de investigados”.

 

UM SHOW MUITO COMPLICADO

Continua a confusão sobre o show de final de ano da cantora Naiara Azevedo, que cantará para certamente um grande público na virada para 2018. Depois de manter o cartaz em que anuncia que se apresentará em “Porto Velho, Roraima”, a cantora sertaneja quase não vem mais. O dinheiro do pagamento do seu show, que deveria ter sido depositado pelo Ministério da Cultura até a última sexta-feira, não o foi. Ficou retido por alguma ordem superior, pelas bandas de Brasília e, como não tinha sido depositado conforme o combinado, sem a  grana o show estaria cancelado. Assessores do prefeito Hildon Chaves conseguiram apoio de empresas (como a Santo Antônio Energia), para cobrir o valor, empenhado pela União, mas não pago. Depois de passada a tempestade, quem está furiosa é a deputada Mariana Carvalho. Foi ela a responsável por conseguir a verba do Ministério da Cultura, com uma contrapartida de apenas 2 mil reais da Prefeitura de Porto Velho. Portanto, se o show não acontecesse, no colo de quem explodiria o petardo? Dizem que Mariana vai exigir muitas explicações sobre a tentativa de boicote ao show da virada. A música é muito ruim, mas o povão adora Naiara Azevedo. Ainda bem que ela virá, mesmo depois de tantos rolos...

 

OS EXEMPLOS DE JI-PARANÁ

O prefeito Jesualdo Pires, de Ji-Paraná, anda comemorando bastante. Praticamente não há um só dia em que ele e sua equipe de governo não tenham algo a comemorar. Além de ser uma atração especial neste período de festas, com sua iluminação inigualável e com a Casa do Papai Noel que atraem milhares de pessoas, o momento da economia da cidade é baseado em dados superlativos. Novas empresas se instalam, indústrias de peso também, abrem-se, diariamente, novos postos de trabalho. Esse detalhe, fundamental, é reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Dados oficiais apontam que Jipa é a cidade que mais está gerando postos de trabalho no Estado. E dá números: só em novembro passado, foram criados 1.049 novos empregos com carteira assinada. Jesualdo diz que a chegada de muitos novos empreendimentos, atraídos por uma série de vantagens que o município oferece, é o principal responsável pela grande performance da sua cidade, neste contexto. Apenas um shopping, inaugurado semanas atrás, está gerando 600 novos postos de trabalho. “E vem muito mais por aí”, comemora o entusiasmado Prefeito.

 

SONHOS MILIONÁRIOS

Os bancos não abrem já nesta sexta e só voltarão a funcionar normalmente na próxima quarta-feira. Mas as loterias ainda funcionam até o sábado de manhã. E a maioria delas vai estar lotada, porque o porto velhense, assim como todos os rondonienses e os brasileiros, estão correndo para concorrer ao maior prêmio que uma loteria já pagou neste país: nada menos do que 280 milhões de reais. Isso é algo em torno de 88 milhões de dólares, ou seja, uma fortuna para se gastar não em uma só, mas numas três vidas. Uma curiosidade que se observa é que a maioria dos jogos é de bolões. Tem gente que se assusta com a possibilidade de ganhar sozinha tanto dinheiro. Num país em que a bandidagem tomou conta e que os criminosos matam cruelmente suas vítimas, às vezes apenas para roubar um chinelo ou 10 reais, imagine-se o risco de quem ficar bilionário, da noite para o dia! Mas, mesmo assim, todos os que apostaram estão sonhando. Ganhar mesmo que uma fatia deste bolo enorme, é resolver de vez todos os problemas financeiros, até por pelo menos os próximos 100 anos...

 

SEM BONECA, MAS COM DROGAS

Uma pequena notícia, escondida sob o turbilhão de informações sobre crimes, violência e tristezas que abundam a área policial retratada pela mídia, resume bem o que está acontecendo em muitos lares brasileiros. O episódio retratado o foi daqui de Porto Velho, mas poderia ser de qualquer cidade, não importa seu tamanho, em qualquer recanto desse imenso Brasil. Desesperada, uma mãe acionou a Polícia Militar, pedindo ajuda. Sua filha, uma linda menina de apenas 13 anos, havia fugido de casa pela oitava vez, só nas últimas semanas. Tinha ido “morar” com outro menor, esse de 15 anos e estaria se drogando todos os dias. Estaria se prostituindo. A PM pode fazer o que, exatamente? Apenas acionar o Conselho Tutelar e entregar o caso adiante. A criança, que inclusive sofreu agressões do namoradinho, segundo denunciou, faz parte das milhões de brasileirinhos e brasileirinhas vivendo o mesmo drama. Sem chance, sem esperança, no mundo da violência e das drogas. É apenas uma menina de 13 anos, que deveria ainda brincar com bonecas, mas já sofre toda a violência e a dureza de uma vida adulta. E uma vida das piores. Lamentável!

 

UM PRESIDENTE SEM PODER

O presidente da República manda cada vez menos. Desmoralizado, sem apoio político ou popular, Temer vaga pela Presidência qual um zumbi nas noites enluaradas. Só que ele, nem como zumbi assusta. Seu decreto que indultou vários condenados na Operação Lava Jato, foi derrubado como se derruba uma pequena torre de palitos de fósforo, naquelas brincadeiras que faziam as crianças dos tempos passados, no período pré celular, quando criança ainda brincava. A procuradoria geral da República, dona Raquel Dodge, recorreu ao Supremo, pedindo que boa parte do decreto de Temer fosse suspenso, por ilegal.  A presidente do STF, poder que é quem realmente está mandando no país, arrasou com a decisão presidencial, ao acatar o pedido de cancelar vários pontos do decreto. ““Indulto não é prêmio ao criminoso nem tolerância ao crime. Nem pode ser ato de benemerência ou complacência com o delito, mas perdão ao que, tendo-o praticado e por ele respondido em parte, pode voltar a reconciliar-se com a ordem jurídica posta”. Um pena que nem os ministros do STF e nem autoridades do Judiciário e do MP e nem a Procuradoria Geral, pensem o mesmo sobre o fim dos benefícios a assassinos cruéis, muitos deles livres, leves e soltos no meio da sociedade. Mas daí, já é outra história...

 

PERGUNTINHA

Como você vai cozinhar sua ceia de Ano Novo: na churrasqueira; com álcool; no fogão à lenha ou está tão cheio da grana que vai poder comprar uma botija de gás de 13 quilos?

 

 

 

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Sérgio Pires 27/12/2017

NO TÚNEL DO TEMPO, AS HISTÓRIAS QUE NOS MARCARAM NAQUELE INESQUECÍVEL 1988

 

Todos querem falar do futuro, porque o 2018, cheio de dúvidas e desafios, está chegando aí. Neste espaço, vamos na contramão: voltaremos ao passado para contar as histórias  e as expectativas dos brasileiros há exatos 30 anos, ou seja, na passagem de 1987 para o 1988, que chegaria. Era o ano em que se concluiria a mais ampla, completa e complexa Constituição da História do Brasil. O 1988 começava com essa grande expectativa. Instalada no ano anterior, a Assembleia Constituinte trouxe ao país a nova Constituição, promulgada em 5 de outubro por Ulysses Guimarães. O documento da democracia privilegiou o retorno da cidadania através do retorno dos direitos e garantias fundamentais que fora ignoradas na Constituição da ditadura. As questões ambientais estavam no auge, com a Amazônia no centro do noticiário. Quando 1988 terminou, a bomba do ano: o seringalista Chico Mendes fora assassinado na noite de 22 de dezembro, em sua casa. O mundo se voltou para cá, o julgamento e condenação dos assassinos foi notícia em todo o Planeta. Alguém lembra que os tanques do Exército voltaram às ruas em 1988, poucos anos depois da abertura política? Pois foi verdade. Em Volta Redonda, metalúrgicos entraram em greve, cometendo atos violentos e os tanques invadiram a sede da Companhia Siderúrgica Nacional. Três pessoas morreram. Foi o ano em que o PT começou a surgir com força nas urnas. E elegeu ninguém menos que Luiza Erundina, a primeira mulher a se tornar Prefeita de São Paulo.

Quem matou Odete Roitman? Esse foi o maior mistério do ano. Vale Tudo foi uma das novelas mais marcantes em todos os tempos, com um elenco de estrelas. Mas destaque ficou mesmo com Beatriz Segall no papel da vilã Odete Roitman, considerada a maior da história da dramaturgia. O último capítulo prende a atenção do país quando Leila, personagem de Cássia Kiss mata a vilã com dois tiros. A cena final mostra Marco Aurélio, personagem de Reginaldo Faria fugindo do país e dando uma banana ao Brasil ao som de Brasil, música de Cazuza cantada por Gal Costa. Inesquecível. Quando novela tinha enredo, atores de peso e música de qualidade. De lado para cá, já se sabe... Lembram do primeiro título mundial de Ayrton Senna? Pois foi em 1988, depois de uma duríssima disputa com o francês Alan Prost, que se tornaria seu maior adversário, até a morte do corredor brasileiro, seis anos depois. Foi também há 30 anos que o Brasil ficou menos alegre: morreu Abelardo Barbosa, o eterno Chacrinha, o comunicador que comandava a massa e buzinava os maus calouros, seja na Discoteca, na Buzina ou no Cassino que se consagrou nas tardes de sábado da década de 80. Chacrinha morreu em 30 de junho e leva junto a alegria e a bagunça. Quem viveu 1988 jamais o esquecerá!

 

 

 

SARNEY: AMADO E ODIADO

Outras curiosidades de 1988: o Brasil tinha, na época, 143 milhões e 850 mil habitantes, 63 milhões a menos do que tem hoje. Estávamos divididos ao meio: 71milhões e 500 mil  homens;  71 milhões e 500 mil mulheres. José Ribamar, também conhecido como José Sarney, era o Presidente da República. Seu mandato seria de quatro anos, até 1990, quando seu sucessor, Fernando Collor de Mello, assumiria o poder, até ser cassado. Sarney teve uma trajetória interessante: substituiu Tancredo Neves, o que foi sem ter sido, pois morreu antes de tomar posse e, no primeiro ano no poder, teve uma das maiores aprovações que um Presidente já teve na história da República. Ao criar os “fiscais do Sarney”, para combater o exagero dos preços nos mercados e tentar baixar a inflação, Sarney mexeu com o país. Não deu certo, porque aos poucos ele ficou ao lado dos poderosos, como sempre fez e, no final, quase saiu pela porta dos fundos do Planalto, ojerizado por grande parte da população. Abriu caminho para Collor e todos os seus escândalos.

 

AMORIM GANHOU DE CONFÚCIO

Em Porto Velho, a eleição de 1988 colocou Chiquilito Erse na Prefeitura, com 32.434 votos, ganhando fácil do segundo colocado, José Alves de Carvalho, que fez  24.066 votos. O terceiro colocado foi Sérgio Carvalho (depois eleito deputado federal), que somou, na disputa municipal, 7.609 votos, seguido do médico Jacob Atallah, com 6.792 votos.  José Bianco, que depois seria governador do Estado, foi eleito em 1988 em Ji-Paraná, com mais de 17 mil votos, ganhando fácil de José Viana, que ficou na faixa dos 10 mil votos.  Em Ariquemes, uma eleição certamente histórica: Ernandes Amorim foi eleito, vencendo quem? Isso mesmo: o atual governador Confúcio Moura. Amorim teve 12.349 votos contra 8.149 votos de Confúcio. Anos depois, Confúcio seria eleito e reeleito prefeito da cidade, além de deputado federal e, posteriormente, Governador por dois mandatos. Amorim hoje, depois de ter sido prefeito, deputado estadual e senador, é vereador na sua cidade. Muitos dos personagens de 88 permaneceram ou permanecem ainda hoje na vida pública rondoniense. Chiquilito Erse morreu em 7 de julho de 2001.

 

OS AMIGOS DO NÍCOLAS

Voltando ao finalzinho de 2017: claro que o problema é de memória ou de falta de informações confiáveis. Certamente por isso, representantes da esquerda brasileira se calam sobre o que está acontecendo na Venezuela, quando, na pior das hipóteses, alguns descerebrados ainda defendem o governo de Nícolas Maduro. Para contribuir com esses “esquecidos”, que não estão vendo a tragédia humanitária num país destruído pelo socialismo, aqui vão alguns dados: a inflação este ano, na Venezuela, deve fechar em torno de 650 por cento. Deve superar os 1000 por cento em 2018. O PIB deve encolher 12 por cento este ano, depois de despencar 16 por cento em 2015 e 6,2 por cento em 2016. Pela primeira vez na história, as reservas internacionais do país estão abaixo dos 10 bilhões de dólares. A indústria está paralisada; no comércio, prateleiras vazias e múltiplos saques colocam a situação quase como em tempos de guerra; a mortalidade infantil saltou para 11.466 mortes, contra o normal de menos de 4 mil mortes/ano. Depois de atingir o recorde, não se divulgam mais números de crianças que morrem de doenças e de fome na Venezuela. Tem coisas piores. Os amigos do Nícolas podem ajudar o povo venezuelano, contando a verdade sobre o que está se passando por lá.

 

O TRÂNSITO AINDA ASSUSTA

Um morto, várias feridos, seis deles muito graves, inúmeros acidentes, 26 pessoas dirigindo alcoolizadas e outras 16 multadas simplesmente por não usarem o cinto de segurança: esse o resumo do Feriadão de Natal, nos números da Polícia Rodoviária, em Rondônia. No ano passado o Natal também teve apenas uma vítima fatal, mas em compensação o número de feridos graves foi menor. O que ainda surpreende não é só o grande número de bêbados ao volante (mesmo com todo o peso da lei vigente) e nem os 36 flagrados fazendo ultrapassagens extremamente perigosas, em locais proibidos. O que ainda deixa a gente pasmo é saber que, 20 anos depois da obrigatoriedade, há ainda motoristas que simplesmente ignoram o uso do cinto de segurança. Outro detalhe que chama a atenção é que, mesmo com todo o abuso que tem se observado em relação ao uso do celular por quem dirige, que ninguém tenha sido pego nesta irregularidade, ao menos nas rodovias federais do Estado. Já nas cidades, é impressionante o número de motoristas que falam ou mandam mensagens de voz ou escritas, enquanto dirigem. A multa contra esta transgressão também é pesada: quase 294 reais.

 

HORA DE ACERTAR AS CONTAS

Enfim, uma boa notícia para os contribuintes de Porto Velho que tem algum tipo de débito para com o município: a partir der 3 de janeiro, as contas poderão ser pagas com zero de multas e de juros, ou seja, apenas pelo valor principal. Projeto nesse sentido, proposto pelo Executivo, foi aprovado na Câmara de Vereadores e pode gerar uma arrecadação extra para a Prefeitura da Capital de algo em torno de 125 milhões de reais. Um caso típico explica o porquê de medida como essa: um contribuinte tinha dívidas com o IPTU, incluindo valores já incluídos na dívida ativa, correndo o risco até de perder seu imóvel. O valor bruto que lhe foi apresentado, chegava ao incríveis 25 mil reais. Retirados os últimos cinco anos do imposto; excluindo os juros (quase 10 mil reais) e as multas (em torno de 500 reais), o valor baixou para perto de 8 mil reais. Que podem ser pagos em parcela única ou ainda negociados. O exemplo pegou uma dívida robusta, mas quando os valores são menores, as facilidades de acerto com o fisco municipal são muito mais amplas. Vale a pena dar uma checada na Secretaria de Finanças (Sem faz) e propor a negociação. É a hora certa para regularizar as dividas.

 

O MASSACRE CONTINUA

O aumento dos combustíveis continua sendo daqueles absurdos que ninguém explica, ninguém entende; todos sofrem. No Nordeste, já há regiões onde são feitas campanhas para a volta do fogão a lenha, já que milhares e milhares de famílias pobres têm que escolher: ou compram comida ou compram botija de gás para cozinhar. A economia está voltando aos poucos aos trilhos, mas sem que a população seja protegida contra abusos como o que estão sendo praticados contra ela, não há mudança que se possa aceitar. O  pior de tudo são os ouvidos moucos do governo. Faz de conta que é normal o litro de gasolina chegar quase a 5 reais (em Cacoal, por exemplo, onde se comercializa a gasolina mais cara do Estado, ela já passou dos 4,50 e caminha célere para os 5 reais) e a botija de gás, de 13 quilos, em algumas regiões, já estar acima dos 80 reais. Os derivados de petróleo sobem a índices assustadores, enquanto os salários ou continuam os mesmos ou diminuem. O governo fala numa inflação de 3 por cento, mas certamente ela está muito acima disso para a classe média. Pisoteados por um governo incompetente e impopular; com os bolsos rasgados pelo avanço dos impostos, que já são 33 por cento do PIB; pagando uma gasolina entre as mais caras do mundo e sem dinheiro para o gás para cozinhar seus alimentos, o brasileiro comum ainda tem que suportar a gozação da propaganda oficial, que diz que tudo está indo muito bem. Que vão para os quintos dos infernos!

 

PERGUNTINHA

Será verdade que o presente de Natal mais pedido ao Papai Noel, neste ano, nada teve a ver com roupas ou eletrônicos, mas sim com o tanque cheio de gasolina?

 

 

 

 

 

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